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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pão sem pressa

por Carol Vannier

Um ano depois, e eu finalmente tentei outra receita de pão, e me arrependo de ter demorado tanto! Como eu já dizia há um ano atrás, pão bom pra mim tem que ter glúten, e nessa última receita eu misturei uma farinha italiana que me deram, mas que não é especial pra pão, com a tal farinha de glúten do Irmãos da Terra. Eles não têm sempre, mas ainda não desistiram de nós, clientes "malucos" que não estamos fugindo do glúten. O dono me disse que além de mim (na verdade ele deve achar que eu e minha mãe somos a mesma pessoa) só tem um outro cara que aparece pedindo farinha de glúten. Eu disse pra ele que o pão feito com um pouco dessa farinha fica fantástico, pra ver se ele faz propaganda e vende mais. Hoje em dia pode não ter tanto doido sovando pão, mas muitos têm aquela máquina de pão e também podem se beneficiar de uma farinha melhor.

Dito isso, quero deixar claro que eu entendo quem realmente precisa evitar o glúten. Mas mais do que isso, eu acho importante esclarecer as pessoas sobre a sensibilidade ao glúten, conhecida como doença celíaca. A moda de evitar glúten não faz bem nenhum nem aos que entram na moda, nem aos que realmente não podem comer glúten, como mostram esses dois textos da Shauna, uma food blogger que tem doença celíaca. As pessoas precisam parar de reduzir as coisas, e começar a entender as coisas. Hoje eu entendo o efeito que o glúten tem sobre o resultado de uma receita, e entendo que eu não me sinto mal quando como glúten. Mas sei que tem quem se sinta, e essas pessoas devem ser respeitadas. Mas pra isso não precisamos extirpar o mundo de glúten, só precisamos nos informar para tentar não envenenar ninguém. E quem alimenta essa moda desmoraliza quem realmente tem a doença, que passa a ser taxado como modista também. Para confundir mais ainda, existem outras formas de intolerâncias alimentares que se parecem com a doença celíaca mas não são, e as pessoas que sofrem dessas intolerâncias precisam ainda mais que não se invente modismos.

Eu deixei eles se encostarem no forno e deu esse formato doido :P

Voltando ao pão, dessa vez inaugurei duas técnicas: usei uma pedra no forno como "tabuleiro" para o pão, e um e spray de água. A pedra serve como reservatório de calor, e estabiliza a temperatura do forno, que precisa ser bem alta. O vapor ajuda a fazer a crosta dourada e crocante. Eu ainda não fiquei 100% satisfeita com a crosta, então quando evoluir o método eu conto por aqui. Dessa vez o que eu fiz foi pulverizar bastante água assim que eu coloquei os pães no forno. Esse processo só ajuda nos primeiros minutos de forno. A técnica de assar na panela de pedra fechada meio que dá conta das duas coisas, pois o vapor que sai da massa fica preso na panela. Só que estou sem panela de pedra no momento, mas acho que vou testar essa mesma receita dentro da panela depois.

A receita foi adaptada do La Cucinetta (minha constante inspiração para pães e mais mil coisas), trocando o fermento de fresco para seco e omitindo a farinha de centeio que eu não tinha. Eu aviso logo que é uma receita cheia de etapas e esperas. Ideal para um domingo preguiçoso ou para o dia que você está refém em casa esperando uma entrega no horário comercial.


PÃO TIPO SOURDOUGH*

Ingredientes

Fermento:
3g de fermento biológico seco
250g de farinha de trigo para pão (ou farinha normal com +- 20% de farinha de glúten, nesse caso 200g normal + 50g de glúten)
5g de sal
175g de água

Massa:
500g de farinha de trigo para pão (ver acima)
360g de água
300g do fermento preparado 
10g de sal

Preparo:

  • Fermento: Misture bem o fermento na farinha, e adicione os outros ingredientes, misturando bem até ficar uniforme. Despeje numa bancada sem farinha e sove segundo o método do Bertinet, que é ótimo para misturas bem úmidas. Volte a massa para uma tigela enfarinhada e deixe descansar por 6h. Se quiser fazer de um dia pro outro, coloque na geladeira por até 48h. Eu deixei 6h fora e mais uma noite na geladeira.
  • Massa: Misture a farinha com a água até formar uma massa e deixe descansar coberta com um pano por 30 minutos.
  • Junte 300g do fermento preparado anteriormente (o que sobrar pode ser o fermento de uma pizza depois) e misture. Quando estiver uniforme, despeje na bancada sem farinha e sove por alguns minutos até a massa ficar elástica. Distribua o sal por cima e continue sovando por mais alguns minutos.
  • Enfarinhe ligeiramente a superfície, forme uma bola com a massa e coloque-a para descansar coberta com um pano por 1h30.
  • Enfarinhe ligeiramente a bancada, despeje a massa e forme novamente uma bola, achatando a massa e puxando as beiradas para dentro. Volte com a massa para a tigela e deixe descansar coberta com um pano por 1h.
  • Enfarinhe ligeiramente a bancada e despeje a massa para modelar. Divida em duas partes e dê forma aos pães. Eu modelei com as dicas desse vídeo
  • Acenda o forno no máximo com a pedra dentro, se você tiver, ou com uma panela de pedra. O objetivo é chegar em 250ºC.
  • Forre um tabuleiro com um pano de prato limpo e polvilhe-o com farinha. Arrume os pães com uma dobra de pano entre eles para que não se encostem quando crescerem mais. Cubra com outro pano ou com as sobras desse, e deixe descansando por mais 1h ou até que dobrem de tamanho.
  • Polvilhe uma pá ou um outro tabuleiro com fubá e coloque os pães com a emenda (que vem do processo de modelagem) para baixo. Faça cortes com uma faca bem afiada na superfície do pão. Abra o forno e pulverize bastante água com o spray, depois deslize os pães para a pedra. Asse por 25 a 30 minutos ou até que eles estejam grandes, dourados, e façam um barulho oco quando você bater no fundo deles. Tire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.


*Sourdough mesmo seria usando fermentação natural. Esse é só um pão de fermentação lenta.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Filorga | Protector Solar UV-Defence SPF 50 +

Ainda em França, com o aproximar da minha vinda para o Brasil, andei por farmácias e perfumarias à procura de um protector solar bom, leve, que pudesse usar todos os dias, mesmo por baixo da maquilhagem. Que não fosse muito caro, ou que pelo menos tivesse uma excelente relação qualidade/preço, também era condição essencial para que eu o trouxesse. Depois de algumas amostras e por acaso, descobri este UV Defence SPF 50+, anti-manchas e anti-idade, da Filorga, do qual fiz stock para trazer.


Segundo a Filorga, este produto tem uma excelente protecção contra raios UVA e UVB, com fitros "inovadores, potenciados por ativos antioxidantes, Sunactin e Vitamina E". Contém, igualmente,  "um extrato de lúpulo que ajuda a prevenir as manchas fotoinduzidas e regula a síntese de melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele", e, não bastasse estas promessas, ainda vem com  "ácido hialurónico associado ao NCTF®, o complexo revitalizante exclusivo da Filorga, para estimular a atividade celular e regenerar a pele", um anti-envelhecimento, portanto. De textura não oleosa, pela descrição parece tudo o que queríamos (e o que nem sequer sabíamos que queríamos) de um protector solar. Seria assim?

Depois de testar o afamado protector da Kiehl's (bom, mas, para mim, excessivamente caro), foi com muita surpresa que encontrei, quando andava numa das minhas incursões na Citypharma com uma amiga minha, o UV Defence, ao pé das outras maravilhas da Filorga, a uns simpáticos 15 euros (acreditem, é um excelente preço para algo com esta qualidade). Não o trouxe comigo na altura, especialmente porque se há coisa que eu mudaria nessa fantástica farmácia francesa, é a inexistência de testers e amostras a granel, para conseguirmos testar texturas e cheiros (e logo eu, que sou tão picuinhas com os aromas de tudo). Por sorte, a minha amiga comprou um dos dois protectores da prateleira (que eu francamente achei que não eram os únicos) e apaixonei-me por ele em casa. Quando lá voltei, nada de UV Defence no stock, nem nesse dia, nem nos seguintes, nas datas indicadas em que entrariam em loja. Com o aproximar da viagem para o Brasil, teria de resolver a coisa de outra forma.

Pesquisando online, descobri a farmácia fantástica da qual já vos falei, a Cocooncenter. Como queria comprar três protectores e ainda um creme de olhos para oferecer, consegui que os portes fossem gratuitos (para França, o limite é menor), e consegui-os por apenas um euro e pouco a mais do que estavam na Citypharma. Não me pareceu mal, pela maçada que seria chegar ao último dia sem que o produto tivesse entrado realmente em stock (a determinada altura deixei de confiar) e ter de o adquirir noutras farmácias, onde estava a 25 euros ou mais. Bom negócio, pareceu-me.

Mas vamos ao produto, que já se faz tarde. Tenho usado o UV Defence quase todos os dias, de manhã, depois do hidratante ou, nos dias mais húmidos, em substituição do meu creme de dia (impossível para quem tem a pele mais seca). A minha pele absorve-o rapidamente, sem deixar qualquer partícula ou camada esbranquiçada, e permitindo que me maquilhe imediatamente a seguir. Sinto a pele realmente mais bem tratada, e até mais bonita, quando o uso (deixei de o usar uns dias para ver a diferença, para ter termos de comparação). Parece realmente mais hidratada, mais suave, sem brilhar, nem ficar com aquele aspecto lustroso, com ar de pele com excesso de produção de sebum. Confesso que estou bastante satisfeita com o protector.


A textura, não oleosa, é de um branco translúcido que desaparece completamente quando aplicado no rosto, deixando apenas a sensação de véu de hidratação (se é que isto faz algum sentido nas vossas mentes). No meu caso, sem suar muito nem indo à praia, aguenta perfeitamente o dia todo, precisando de retoques, obviamente, como qualquer produto do género, se entrarem no mar, na piscina, ou se sentirem que está a escorrer pela cara em dias de muito calor. O aroma, segundo li, é o típico da Filorga, que não me desagrada nem um pouco, além de desaparecer depois de algum tempo (mas não imediatamente). Se preferirem um produto inodoro, talvez o UV Defence não seja para vocês.

Em conclusão, esta história de amor terá com certeza mais uns capítulos, já que irei aproveitar a promoção da Filorga na Cocooncenter (UV Defence a 15,21€ /ca R$ 46, ainda mais barato que na Citypharma) para comprar mais alguns. Entretanto, quem sabe se não invisto noutros produtos da marca, o Time - Filler ou o Optim-eyes, ambos muito elogiados? Não percam as cenas do próximo episódio, porque nós, também não! :)

Já testaram algo da Filorga? O que aconselham? Onde costumam comprar?


Ingredientes (para quem se interessar):

Aqua (Water), Glycerin, Butylene Glycol, Polysilicone-11, Silica, Methyl Methacrylate Crosspolymer, Dicaprylyl Carbonate, Imperata Cylindrica Root Extract, Propylheptyl Caprylate, Squalane, Propylene Glycol, Hydroxyethyl Acrylate/sodium Acryloyldimethyl Taurate Copolymer, Sucrose Palmitate, Polyacrylate Crosspolymer-6, Parfum (Fragrance), Zinc Pca, Stearalkonium Hectorite, Glyceryl Linoleate, Alcohol, Peg-60 Hydrogenated Castor Oil, Tocopheryl Acetate, Decylene Glycol, Pentylene Glycol, Phenoxyethanol, Laureth-12, Prunus Amygdalus Dulcis (Sweet Almond) Oil, Sorbitan Isostearate, Polysorbate 60, Pistacia Lentiscus (Mastic) Gum, Lecithin, Biosaccharide Gum-1, Sodium Hyaluronate, Caprylyl Glycol, Carbomer, Phenethyl Alcohol, Plankton Extract, Hydroxypropyl Cyclodextrin, Citric Acid, Potassium Sorbate, T-butyl Alcohol, Glyceryl Caprylate, Sodium Anisate, Sodium Levulinate, Achillea Millefollium Extract, Xanthan Gum, Methylisothiazolinone, Ethylhexylglycerin, Potassium Hydroxide, Dipeptide Diaminobutyroyl Benzylamide Diacetate, Acrylates/c10-30 Alkyl Acrylate Crosspolymer, Palmitoyl Tripeptide-38, Tocopherol, Sodium Chloride, Glucose, Potassium Chloride, Calcium Chloride, Magnesium Sulfate, Glutamine, Sodium Phosphate, Sodium Acetate, Ascorbic Acid, Lysine Hcl, Arginine, Alanine, Histidine, Valine, Leucine, Threonine, Isoleucine, Tryptophan, Phenylalanine, Tyrosine, Glycine, Polysorbate 80, Serine, Deoxyadenosine, Cystine, Glutathione, Cyanocobalamin, Deoxycytidine, Deoxyguanosine, Deoxythymidine, Asparagine, Aspartic Acid, Ornithine, Glutamic Acid, Nicotinamide Adenine Dinucleotide, Proline, Aminobutyric Acid, Methionine, Taurine, Hydroxyproline, Glucosamine, Coenzyme A, Glucuronolactone, Sodium Glucuronate, Sodium Uridine Triphosphate, Thiamine Diphosphate, Disodium Flavine Adenine Dinucleotide, Nicotinamide Adenine Dinucleotide Phosphate, Retinyl Acetate, Inositol, Methyl Deoxycytidine, Niacin, Niacinamide, Pyridoxal, Pyridoxine, Biotin, Calcium Pantothenate, Folic Acid, Riboflavin, Tocopheryl Phosphate.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Copa 2014 | Vestir as Cores da Selecção - Alemanha

(Apesar de benfiquista assumida, confesso que o que me faz vibrar mesmo são os jogos da Selecção. Há algo na união de todos os torcedores portugueses com um só objectivo, uma só meta e desejo, que me faz acreditar no futebol, no desporto em si, pelo que é, não uma guerra, um conflito violento, no qual perdemos a razão. Os adversários da selecção estão, normalmente, demasiado longe para que a rivalidade canalizada no momento do jogo extrapole para algo pior, um desprezo enraízado, especialmente para quem não sabe mais do que isso.) 

Entre os dias 12 de Junho e 12 de Julho, ver-me-ão, muito provavelmente, em frente a uma televisão a ver os jogos de Portugal, vestida de verde e vermelho, mas sem estar com o uniforme oficial ou com tshirts da equipa. Quando (e se!)  Portugal perder, provavelmente, tomarei as dores do Brasil, e envergarei o amarelinho e o verde como ninguém (afinal, a diferença é só o vermelho). Adoro usar as cores com a minha própria roupa, sem perder o meu estilo, o que me fica bem e que gosto. Por isso, achei que seria engraçado (pelo menos para mim, vá), uma série de posts com possíveis modelitos com as cores das várias selecções, que eu usaria. Procurei as várias opções na ASOS, loja online de roupa com envio gratuito internacional, para honrar o Mundial. Começo alfabeticamente, com a Alemanha, para a qual optaria por um vestido vermelho (adoro vestidos vermelhos!), com apontamentos de amarelo e preto nos acessórios (escolhendo a combinação entre alguns destes):


1. ASOS Flippy Skater Dress - 22,53 € / R$ 68,4
2. New Look Lace Cap Sleeve Dress - 32,38 € / R$ 98,31
3. Vila Cap Sleeve Skater Dress - 19,75€ / R$ 59,96
4. Warehouse Shoulder Pad Shell Dress - 50,70 € / R$ 153,94



ASOS Double Bracelet Pack With Magnets - 11,27 € / R$ 34,21
ASOS Bracelet With Paracord - 11,27 € / R$ 34,21
ASOS Leather Bracelet Pack - 14,08 € / R$ 42,75
Reclaimed Vintage Leather Wrap Bracelet - 14,08 € / R$ 42,75
Black & Brown Melody Skinny Swarovski Leather Cuff Bracelet  - 33,80 € / R$ 102,63
Moschino Cheap & Chic Spot Scarf - 105,63 € /R$ 320,72
ASOS Woven Scarf With Stripes - 10,56 € / R$ 32
Ted Baker Bowun Leather Bow Belt - 83,10 € / R$ 252,32
ASOS Barrel Cross Body Bag With Leather Pony - 26,76 € / R$ 81,25
New Look Supple Yellow Barely There Heeled Sandals - 28 ,15 € / R$ 85,47
D-Struct Wayfarer Sunglasses With Contrast Printed Arms - 11,27 € / R$ 34,21
Quay Oversized Round Yellow Plastic Sunglasses - 16,90 € /R$ 52,31

Se torcesse pela selecção alemã, provavelmente seria assim que vestiria o vermelho, o amarelo e o preto. E vocês? Não é uma combinação que fizesse à partida, mas confesso que gostei muito de alguns dos acessórios que encontrei, e vesti-los-ia, com certeza, noutras ocasiões, noutros conjuntos.

Costumam vestir-se de forma especial, com as cores das vossas selecções, quando vêem algum jogo?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Revlon | Super Lustrous Lip Gloss, tom Pomme Fatale

Não consigo usar um gloss sem me lembrar da frase da Serena van der Woodsen "Lipsticks last longer, but glosses are more fun". Assim, sem gaguejar. Eu confesso que estou naquela camada que sabe que detesta produtos pegajosos (que os há em barda, e bem desconfortáveis), mas que não se opõe a um brilhozinho nos lábios (nos olhos, também, para pôr o pezinho a dançar). Afinal, adoro o meu glossy stain da YSL e um ou outro brilhantes, acetinados e coisa que tal que tenho aqui no meu potinho de lápis e afins para a boca, também fazem as minhas delícias, esteja a cabeça (e a vontade) para aí virada. 


Trouxe este Revlon Super Lustrous, no tom 240 Fatal Apple /Pomme Fatale, por duas razões que nem fazem jus à minha sistemática análise prévia dos produtos, nem abonam muito a favor da própria racionalidade na escolha do produto em si: gostei da embalagem, de um vermelho que me pareceu absolutamente lindo (sem investigar sobre texturas, durações, qualidade, etc.), e o nome lembra-me a vilã que, já todos sabem, adoro. Aliado ao facto de, na minha cabeça, este produto ter potencial para se assemelhar aos da YSL, lá veio ele, dos Estados Unidos, a um preço muitíssimo interessante. 

Partamos então para o Super Lustrous que, também, não tem muito que se lhe diga. Este Maçã Fatal é um vermelho quente, lindo, com um ligeiro toque alaranjado, que não tem qualquer partícula de brilho ou purpurina. Admito que fui conquistada pela intensidade de cor que apresenta quando na embalagem, que, avanço já, não transfere, nem um pouco, para os lábios. Sim, sim, é um brilho labial, dirão vocês, não é necessariamente opaco, mas, para mim, a pigmentação podia ser muito melhor do que é. Não fica feio, por si mesmo, é um brilho avermelhado, para quem gosta de algo com cor, mas discreto (como os que eu usava, às vezes, e quando não punha mais nada na cara, na escola) e banal, já que não honra a cor à primeira vista.

A textura é o que melhor o produto tem. Não é de todo pesada, nem pegajosa, nem colante, e ainda hidrata ligeiramente os lábios. Ligeiramente, repito, não é um bálsamo. Contudo, tem um enorme senão, que arruma com o Super Lustrous a um canto: desvanece estupidamente rápido. Querem um gloss, um brilho, do género que vos dure mais tempo? Esqueçam esta opção, que há outros, que vos servirão muito melhor. Este terá de passar a ser o vosso fiel companheiro de carteira, para o reaplicarem tantas vezes quanto vos der vontade. Mesmo sem comer, nem beber, só a mexer os lábios (que eu não consigo ficar de boca parada muito tempo), o menino perde a graça, sem desaparecer, passada uma hora. Escusado será dizer que, daí em diante, será sempre a fugir.      

Portanto, andam há procura de um gloss acessível, gostam de algo brilhante, mas pouco pigmentado, e não se importam de retocar frequentemente? Então, senhoras e senhores, é para vocês. Todas as outras pessoas, até lhe podem achar piada, como eu, que o comprei, certo, mas talvez fiquem decepcionados. Talvez. Que nisto, como em tudo, há sempre gregos e troianos e se não se agrada a um até se pode agradar e muito ao outro.  

Sei que a Revlon se vende na Face Colours, em Coimbra (lembrem-se do desconto de 20% para os leitores do Coisas e Cenas), ou pela página de Facebook da loja, e sei que, no Brasil, há alguns produtos na Sephora. Se já tiverem visto os produtos da marca por aí, indiquem nos comentários, por favor. Dará imenso jeito, com certeza, a quem anda à procura de algum produtinho Revlon (que não é das mais fáceis de encontrar). Obrigada! :)

(Assim que possível acrescento uma foto de lábios pintados. Até agora as fotografias estão a correr todas mal. Talvez amanhã, com mais luz.)

sábado, 24 de maio de 2014

Sou esquisitinha, sou! #2

Além de algumas coisas das quais não gosto, outras que não consigo explicar, há sempre aquelas que eu não entendo, por mais que passe algum tempo a reflectir sobre elas. Segue, por isso, a primeira leva, que pode ser que alguém me ajude a descortinar a luz, entre as minhas inquietações (sejam elas mais ao menos complexas):

1- Pessoas que comentam nas  supostas páginas "oficiais" de gente famosa, como se as conhecessem de longa data, e fossem muito íntimas. Será que sabem que essas páginas, muitas vezes, são geridas por acessores, outras vezes nem são verdadeiras (mas sim produto de algum fã por mim incompreendido), e que por mais que haja uma ligação no Facebook, isto não quer dizer que a celebridade vá responder ou convidar para tomar um chá, um dia destes, na sua casa? 

2 - Da mesma medida, e ainda mais estranhas, são, para mim, as pessoas que escrevem em páginas de Facebook de pessoas que faleceram, com mensagens direccionadas à/ao falecida/o em questão (seja ela famosa ou não).  Preciso de dizer o quão mórbido isso me parece?

3 - A necessidade de haver páginas a "informar" sobre os acidentes nas estradas de Portugal, com fotos. Sim, sim, o condutor gosta de saber se o seu trajecto está, ou não descongestionado, mas acho muito estranho ninguém ter pensado nas vitimas, nas famílias das vítimas, ou em qualquer pessoa que reconheçam os carros em questão (ou acha que reconhece) e que possa, com isso, sofrer uma síncope, antes de ter qualquer informação concreta, em condições dignas, seja ela boa ou pior. Informar que a estrada está congestionada, sim, mostrar fotos, não! Sensacionalismo barato e a mais, gente. Parece-me. (Ou será que não é e eu é que estou enganada neste mundo?) 

4 - Pessoas que não conseguem opinar sobre a beleza de algo, quando este é totalmente oposto àquilo que a própria pessoa usaria, gostaria, vestiria, e por aí adiante. Há várias coisas que eu não adoptaria, mas que reconheço que, noutras pessoas, fica bem, faz sentido, é bonito. "Gosto, em ti"; "não gosto, em mim" não são expressões excludentes, não precisamos de afirmar uma por oposição à outra quando nos perguntam directamente a nossa opinião sobre a beleza de algo, nem desgostar só porque a nós ficaria mal. Reconheço que há peças da Vista Alegre que são bonitas, mesmo que tal não signifique que compraria alguma para minha casa. Reconheço que o cabelo pintado de louro, quando bem feito, fique fantástico a muita gente, mesmo que não seja, de todo, a minha preferência, enquanto apaixonadamente brunette (que mais facilmente pintaria o cabelo de ruivo). Sou assim tão estranha? 

5 -  Pessoas que necessitam de se valorizar por constante oposição aos outros, que julgam inferiores, menos correctos, menos inteligentes, "menos" no cômputo geral, que pessoas assim vêem-se como superiores em tudo. Magnânimas na sua sapiência e únicas enquanto seres humanos racionais, especiais, melhores. Sempre achei que várias formas de olhar o mesmo objecto podem ser viáveis, podem coexistir, desde que bem fundamentadas, correctas (que a correcção muitas vezes não está apenas numa única perspectiva), sem precisar de se denegrir o outro, para se mostrar que se é melhor. Posso valorizar o que sou, porque acredito no que sou, defendo quem sou, sem fazer disso uma cruzada que mostre o outro como mau, ou o meu desprezo pelo que o outro é. Mostrem-me porque julgam a vossa a posição mais acertada, com bons argumentos, sem me espezinhar, e quem sabe eu própria não mude de opinião? A diferença pacífica, sem agressividade física ou verbal, é possível, julgo. Ou será que não e que eu sou uma idealista inveterada, que nunca vai compreender a forma como o mundo gira?

E para já é tudo, para a próxima há mais cinco, que o quotidiano é rico em momentos que não entendo, e a curiosidade é coisa para nunca me abandonar.  

sexta-feira, 23 de maio de 2014

1 Ano de Comidinhas

por Carol Vannier

Está fazendo 1 ano que comecei a dividir minhas Comidinhas com @s leitor@s aqui da Salinha! Esse um ano passou correndo, trazendo várias interações legais, um impulso novo pra ir pra cozinha, e algumas reflexões sobre o que eu faço e o que eu como. Como eu adoro uma retrospectiva, procurei ver quais foram os textos mais visitados pelos leitores, e fiz uma pequena coleção. Deu pra ver que o povo gosta é de docinhos, com poucas exceções!

Os mais visitados do ano

Arroz doceBolo de gemas, Queijadinhas e Guacamole

Pão sem sova, Patê de fígado, Bem-casado, Cheesecake e Brownie

Para comemorar esse primeiro ano, eu queria pedir para quem me lê, mesmo que só de vez em quando, que escreva aqui, ou no Facebook, o que te agrada nessa minha coluna semanal. E se você tiver alguma sugestão ou crítica, compartilhe também! Eu sei que muita gente lê sem deixar comentários, eu mesma leio muitos blogs anonimamente, mas considere isso um presente de aniversário. Saia da concha só um pouquinho!

E a equipe da Salinha também vai dar um presente para os leitores, pois preparamos um novo sorteio! Nosso primeiro item sorteado com uma temática "Comidinha" será uma cesta para colocar pães, ou muffins, ou qualquer quitute que sair da sua cozinha. Ela é muito útil por ter uma cobertura de filó que se fecha completamente sobre a comida, protegendo-a, além de ser uma gracinha. É algo que só vimos por aqui, no Brasil, muito usado. Testada e aprovada pela equipe. ;)



Participar no sorteio é muito simples. Como já conhecem o Rafflecopter, vamos usá-lo novamente, deixando duas opções para ganharem entradas:

  • na primeira, obrigatória, deverão deixar, nos comentários deste post, sugestões para esta troca de receitas e reflexões sobre comida; 
  • a segunda, facultativa, com um ponto extra, convida-vos a seguirem (ou a mostrarem que já seguem) a Salinha no Facebook

Fácil, não é?

Boa sorte a tod@s!



a Rafflecopter giveaway

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Maybelline | Base Dream Matte Mousse


Quando a Maybelline, aqui há uns meses (largos), prometeu uma base de uma cobertura boa, com uma fórmula inovadora que a tornava confortável e adaptada totalmente à elasticidade da pele, de acabamento 100% mate, pensei: "Ora aqui está um produto que poderá servir-me, e muito, no Brasil!". Com o tempo húmido, tenho mais tendência a usar produtos matificantes (até demasiado, confesso), com texturas mais leves. Ninguém quer a cara a escorrer pelo pescoço a baixo no meio do dia, com certeza.  Trouxe, por isso, do Wallmart, nos Estados Unidos, a Dream Matte Mousse no tom Light Beige Medium 0, escolhido assim à sorte, que testers é coisa que não abunda naquele supermercado, que vale apenas pelos bons preços das coisas que efectivamente tem em stock, apenas. 

Desde que cheguei aqui, abri-a e uso-a principalmente nos dias em que quero uma cobertura maior e a minha pele está luminosa por si só o suficiente. Quando acordo com ar acinzentado ou com pouca luz (o que, com certeza, acontece a todas nós, de vez em quando), procuro sempre outros produtos que aqui tenho, que ofecerem alguma radiância. Para quem tem uma pele mais seca, acredito, só por esta experiência, de alguém que a tem normal a mista (acredito que não é de todo muito oleosa, à excepção da zona do queixo, porque não tem aguentado os produtos mais fortes que eu achei que iria precisar), que esta não é, de todo, uma base para usar. Nem a Maybelline a recomenda. 


A textura mousse foi uma óptima descoberta. Embora a marca recomende o uso dos dedos para a aplicação (não, não, não!), eu julgo que o melhor, pelo menos para mim, é uma esponginha, como a Beauty Blender (eu uso a da Real Techniques), para um acabamento mais perfeito, uniforme e com a sensação de segunda pele. Posso usá-la com a esponja seca, com leves "batidas" na pele, sem arrastar, ou com a esponja borrifada com o Fix+ da MAC, que a torna ainda mais confortável e lhe dá um pequeno toque hidratante. Para mim, embora perca ligeiramente no efeito mate, esta segunda é a melhor técnica de aplicar esta mousse.  (Fica com um ar horroroso, como podem ver na foto, das pressões feitas pela esponja, eu sei, eu sei, mas é assim que gosto dela.)

A cobertura é muito digna, escondendo a maioria das marcas de borbulhas, especialmente as menos carregadas. As escuras continuam a perceber-se, ligeiramente, embora tal não me faça especial confusão. Há sempre correctores para aplicar por baixo, nomeadamente o meu favorito do momento, da Laura Mercier, que partilharei convosco em breve. Podemos ainda trabalhar a cobertura que quisermos, sem parecer argamassa (muito importante!). Ainda que tenha um ar de pó imediatamente após a aplicação, na realidade esta textura opera qualquer tipo de maravilha que, assim que assenta, se torna quase imperceptível, fundindo-se com a pele. Se acertarem no tom, o que, pelo leque, não sei se será tarefa fácil. Apesar de haver 12 cores à disposição, da mais clara (Ivory), à mais escura (Cocoa), tive a sensação, quando pus a mão em algumas pela primeira vez, em França (quando ainda estava muito acinzentada para saber o que me assentaria), que pendiam mais para os subtons quentes, todas ou mais amareladas ou mais pêssedo (mas posso estar enganada), o que para mim não causa algum problema, mas conheço pessoas mais rosadinhas que eu a quem este tom (por mais que seja Light Beige, como a tonalidade aparente), assentaria muito mal. 


Uma desvantagem, que deve ser muito bem ponderada: não tem uma durabilidade tão simpática e amiguinha de dias compridos quanto outras! Aguenta, sozinha, umas quatro horas bem (apenas!), embora possa ser mais leal com um pozinho por cima. Portanto, meninas e meninos que gostam de um passo apenas na pele, fiquei pelos BB creams, porque esta requer mais paciência, mais técnica e mais etapas para um efeito mais duradouro. A compra de uma esponja (ou pincel, para quem preferir) e de um pó finalizador é absolutamente essencial (na minha opinião, vá). 

A Dream Mousse é fácil de encontrar tanto em Portugal quando no Brasil. Neste último, encontrei-a, ainda hoje, a quarenta e qualquer coisa reais na Drogaria Raia. A Sephora vende-a por R$50, num só tom. Para quem viaja, aproveite para comprar coisinhas da Maybelline nos Estados Unidos ou nos aeroportos, é mais barata.  Na Look Fantastic encontram-na a 9,49€, com a nomenclatura dada no Reino Unido (aconselho a procurarem a correspondência na internet... seria tão mais fácil se eles se entendessem!).  

Não sendo uma base de topo, é uma boa opção para aqueles dias em que se quer sair mais maquilhada, para uma ocasião mais formal ou especial, sem se gastar muito. Pelo preço, parece-me que vale o que custa, mesmo tendo em conta as suas desvantagens, especialmente para todas as que gostam de acabamentos mate, e têm orçamentos reduzidos para maquilhagem (na falta de verba, investir sempre em cuidados de pele, em primeiro lugar).   

Conhecem esta Dream Mousse? O que acham? Resulta na vossa pele?

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Compras | O último mês (e meio, vá!)

Depois de uns dias em cheio em Nova Iorque, o regresso ao Rio de Janeiro foi de contenção orçamental. Aproveitei. mesmo assim, para comprar umas coisas que aqui são realmente mais baratas, especialmente para os pés, e algo de uma loja que eu realmente prefiro, especialmente quando feita a relação preço/qualidade (já que não é, de todo, barata per se). 


Sempre que estou no Brasil aproveito para comprar Havaianas. Eu e quase todos os europeus que conheço, vá. Dão jeito, são práticas, divertidas, resistentes e, aqui, custam metade (ou menos) do preço que conhecemos na Europa. É, por isso, de aproveitar, especialmente por todos os que gostam de andar de chinelos de dedo no Verão, de forma descontraída, com modelos mais divertidos, até para ir às compras ou passeios informais. Eu comprei duas, até agora; A primeira (12€), adorada, comprei-a na loja oficial em Búzios, assim que a vi, porque tinha de ser minha, da colecção das Vilãs, que tem também a Cruella (muito giras!), além da Rainha Má (queria mostrar-vos online, mas não a encontro na loja virtual, só nas físicas). A segunda é muito recente. Já a tinha visto quando trouxe as primeiras, mas acabei por deixá-las lá, reticente com o formato completamente diferente, o Flat Mix (7€). Contudo, a minha cunhada tem umas e, apesar de menos justas, não me pareceram desconfortáveis, pelo que, quando ela passou por uma loja, trouxe-me umas e aqui estão, lindas e graciosas, numa mistura muito feminina.  Acho que, até me ir embora, vou comprar mais algumas, quase de certeza. 

As minhas sabrinas nude (30€) vieram da minha loja favorita brasileira, e devo dizer, quase com convicção assumida, que está no meu top três de marcas favoritas de sapatos, a Mr. Cat. Tenho três pares, de sandálias altas a  chinelos, e garanto que, mesmo usadas em situações extremas, horas e horas seguidas, em terra batida, aguentaram muitíssimo bem, com muita dignidade. No meu dia de casamento, quando tirei os sapatos amarelos, os oficiais, calcei imediatamente outros bastante altos, da Mr. Cat, que tenho há anos, e que nunca me deixam mal. São extremamente confortáveis e as que comprei agora, especificamente, fazem-me lembrar as minhas sabrinas do ballet, maleáveis e quase como se fossem uma segunda pele, de tão ajustadas ao pé. Claro que experimentei outras que não assentavam nem um pouco, mas lá, como em qualquer outra loja, há sempre modelos dos quais não gosto e outros dos quais gosto imenso. É, sem dúvida, o local onde sei que encontro o que procuro, especialmente nos modelos mais simples, aqueles para usar todos os dias, dos formais aos informais, de cores mais neutras. Não são sapatos baratos, de todo, mas são muito mais em conta do que os sapatos confortáveis, de pele, em Portugal, e duram muito tempo. Aqui em casa somos dois adeptos da marca, ele a elogiar sapatilhas e sapatos informais, e eu a encontrar sempre os meus básicos elegantes e confortáveis, por lá. 


Quando se chega aqui, já com dois biquinis na mala, para não gastar dinheiro com algo que já temos, e se descobre que, afinal, um veio completo e o outro afinal são apenas duas partes de baixo, diferentes, temos de ir a correr comprar algum. Felizmente, no primeiro fim de semana no Brasil fui a Cabo Frio, onde há uma "Rua dos Biquinis" dedicada quase exclusivamente a lojas de artigos para a praia, de biquinis a fatos de banho, passando por pareos/cangas, sacos, tshirts, para homem ou mulher. Várias marcas, a preço de fábrica, umas mais baratas outras mais caras (ao mesmo preço de Portugal, sensivelmente), onde encontramos padrões e feitios para todos os gostos. O que mais me agrada é o facto de podermos misturar parte de cima e baixo como quisermos. Eu não gostava nem um pouco da cueca do soutien das cerejas e consegui comprar uma normal, só em vermelho, mesmo em lojas diferentes. Ao todo o biquini custou-me 10 €, em promoção. Eu adoro o padrão e adoro como assenta. Foi um verdadeiro achado, confesso, porque sou muito esquisita. Noutro dia,  enquanto passeava pela rua como acompanhante da Carol, que procurava algo para ela, vi esse fato de banho caqui, útil para churrascos e outros encontros com piscina, com almoço e muito calor, no qual não queiramos andar sempre apenas de soutien. Também com desconto, ficou-me por 13 € e combina muito bem com uma saia esvoançante, exactamente para passeios estivais, em sítios de veraneio.      

Planeadas, planeadas estavam só mesmo as primeiras três compras, mas, felizmente, encontrei bons negócios para a praia, também. Acho que, se assim não fosse, teria ficado realmente chateada com a minha "distraçãozinha" a fazer a mala (bem, foi a única, numa loucura entre Verão, Inverno, Primavera, Coimbra, Figueira da Foz, Paris, Nova Iorque, até chegar aqui... não estou assim tão mal, vá) .

Já agora, quando vêm (ou alguém conhecido vem) ao Brasil, também aproveitam para pedir Havaianas e fatos de banho? 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Nova Iorque | Petiscos, Comidinhas e Gulodices (Parte II)

Depois da primeira parte, aqui vai mais uma leva de locais a visitar em Nova Iorque, se se quiser um docinho, uma guloseima, um lanchinho a meio do dia, mais açucarado. Não é necessário dizer, assumir, sem vergonha nem pudor que sim, somos bem gulosos por aqui, como podem ver.  

Shake Shack - Depois de um dia no Museu de História Natural (obrigatório e onde se pode almoçar, já que é visita para demorar várias horas), sabe sempre bem passar pelo Shake Shack (espalhado também por outros pontos da cidade, e fora dela - ver Location & Menu) e beber um batido. Esta era mais uma recomendação do guia que seguimos e ficámos bastante contentes com a descoberta. Tem dos melhores batidos que já provámos, sem dúvida alguma. Cremosos, densos e com muito sabor. Provámos o de caramelo e o Black & White, uma combinação de chocolate e baulinha, e ambos eram realmente deliciosos. O Shake Shak tem, ainda, hamburguers, combinados e outros petiscos que, a averiguar pela fila para as comidinhas, também devem ser muito bons. O que mais me maravilhou, confesso, pela originalidade e atenção, foram os treats, para os amigos de quatro patas, no menu. Genial, não é?

William Greenberg - Este foi mais um espaço conhecido apenas por causa do guia (cheinho de espaços com petiscos deliciosos). William Greenberg é uma pastelaria a visitar quando forem passear pelo Upper East Side, na Madison Avenue, entre as ruas 82 e 83. Os bolinhos mais famosos são estas Black & White Cookies, Um bolinho fofinho e húmido, redondo, coberto por um creme glacé de açúcar, de um lado, e chocolate, do outro. Tanto adorei a primeira cookie que comi, partilhada, que, quando passámos novamente pela região, quis comer uma sozinha, de sobremesa.  Além desta, tradicional, há ainda outras bolachas, de outras cores e sabores, e outros bolos, todos com um ar muito apetitoso. Mais uma razão para passar por aqui? Fica perto da Space.Nk e da Laura Geller, ambas no Upper East Site, a alguns minutos a pé de distância, onde todas as viciadas em produtos de beleza se podem perder. 

Dylan's Candy Bar - Famosa por ser a loja de doces da filha do Ralph Lauren e aparecer em filmes e séries, a Dylan's Candy Bar (3rd Avenue com a 60th st) é um paraíso para todos os que adoram gomas, rebuçados, chupa-chupas/pirolitos e gulodices no geral. As coisas não são propriamente baratas, mas vale a pena experimentarem as barras de chocolate da loja (3 por 12 dólares mais taxes), com variadíssimos sabores, dos mais normais, como caramelo ou chocolate de leite, simples, aos diferentes e estranhos, como o de bacon ou de massa de cookie e brownie (este o meu favorito de todos os peculiares). A decoração também é digna de nota, especialmente as escadas docinhas e os chupas coloridos, que me fizeram lembrar o Charlie e a Fábrica do Chocolate. 

Eleni's - Aqui está uma loja que, felizmente, não ficava em nenhum lugar pelo qual passávamos todos os dias, se não, teríamos problemas. No Chelsea Market (sítio fantástico para visitar e aproveitar para almoçar), na 75 com a 9th Avenue, a Eleni's é uma pastelaria que tem tanto de agradável à vista, quanto ao paladar. Deste as caixinhas de bolachas (as mais famosas), de vários sabores, que são de comer e chorar por mais, aos cupcakes numa harmonia de bolinho húmido, fresquinho, e cobertura com a delicadeza de um merengue, os produtos são confeccionados com ingredientes de qualidade, e isso nota-se em cada dentada. Eu comi o Mint Chocolate Cupcake (pelo menos é assim que me lembro do nome) e era divinal. Embora possam encontrar as bolachas por vários locais na cidade, como no Whole Foods, eu diria que vale a pena visitar a loja principal, para se maravilharem com as cores e o bom aspecto dos doces, demorarem algum tempo a escolher o que querem, e trazer as mãos cheias de coisinhas boas. Recomendo vivamente (e a salivar de saudades, já agora).  

De seguida, partilharei um post só sobre comidas diversas, sem locais específicos, para uma apreciação geral. Porque há coisas que, parem onde pararem, têm de provar em Nova Iorque. 

Visitaram algum destes templos à gulodice, na vossa estadia em NY?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Inexplicáveis # 1

Mostrar a alguém, que não liga a animais, nunca se afeiçoou por cão, gato, periquito ou iguana (que aceito todas as ligações, mesmo as mais estranhas), o vazio que sentimos numa vida sem um, a sensação crescente (especialmente quando em contacto com outros) que um pedaço de alma nos falta, que estamos incompletos. É uma barreira sem nome e explicação que se cria, como se algo não se pudesse falar, sob pena de parecermos loucos, irresponsáveis, desvairados, ingratos, complicados, criançolas, e tanto mais. 

(Só entendido por quem o sente, criticado por quem não o consegue entender)  

sábado, 17 de maio de 2014

Fim de Semana em São Paulo

Foto: lugarzinho.com

Este fim de semana estaremos a passear por São Paulo, passando, obrigatoriamente, pelo Mercadão (que eu acho fantástico!), que receberá, hoje, durante horas, grupos de forró para dançarmos. Este fim de semana é o da Virada Cultural, que começa às 18 e terá 24 horas seguidas de actividades culturais, espalhados pela cidade, para todos os gostos e interesses, dos mais pequenos aos mais velhos. Bestial, não é? Por isso, como deverão entender, talvez não consiga vir aqui publicar posts hoje e amanhã. Vou tentar, mas não prometo. 

Entretanto, sigam a Salinha no Facebook e no Instagram que, não tendo tempo para escrever, é lá que partilho, sempre que tenho internet, fotos ou links interessantes. 

Bom fim de semana! :)  

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Morangos assados

por Carol Vannier

Os morangos ainda não estão aparecendo com muita fartura nos mercados por aqui, mas talvez @s leitor@s do hemisfério norte já possam aproveitar essa dica. Eu comprei no impulso duas caixinhas que estavam um pouco caras porém bem bonitas e fiz essa receita que estava na minha cabeça sem querer sair.

Eu adoro compotas de morango, aquelas em que o morango fica inteiro ou pela metade, envoltos em uma calda deliciosa, com o gosto que toda bala de morango gostaria de ter. Só que nunca faço, por medo de fazer cagada na cozinha, e por inexperiência nesse ramo de geleias e afins. Por isso quando vi essa receitinha em que só precisava colocar os morangos com mais alguns ingredientes no forno, e eles sairiam lindos desse jeito, achei que era a minha chance!

De fato, a receita não poderia ser mais simples, mas poderia ser mais doce. Pra quem estiver querendo algo com cara de sobremesa, é preciso aumentar a dose do mel ou melado (se não tiver os dois, use o que tiver), ou até adicionar açúcar mesmo. Mas pra acompanhar um iogurte no café da manhã, ou colocar no pão com um pouco de cream cheese, já é doce o suficiente, e bem interessante! E como a gente come também com os olhos, eu diria que ficou até mais bonito do que uma compota. Definitivamente me conquistou :)



Antes da receita, queria aproveitar pra recomendar um texto bem legal, que fala do estereótipo da feminista e liberdade de escolha no contexto da cozinha: Minha cozinha é livre. Acredito que devo ter muitas leitoras feministas que gostam de cozinhar, e é importante lembrar que uma coisa não interfere minimamente na outra.

MORANGOS ASSADOS
um pouco adaptados daqui

Ingredientes:
+- 450g de morangos cortados na metade (foram duas caixinhas bem aproveitadas)
2 c. sopa de mel
2 c. sopa de melado
2 c. sopa de vinagre balsâmico
2 c. sopa de azeite
1 pitada de sal

Preparo:
  • Pré-aqueça o forno a 170°C. Prepare um tabuleiro forrado com papel manteiga.
  • Coloque os morangos numa vasilha grande. 
  • Numa vasilha pequena misture os ingredientes da calda. Despeje sobre os morangos e misture bem até todos os morangos estarem besuntados.
  • Espalhe os morangos no tabuleiro e asse por 40 a 45 minutos.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Da derrota do Benfica e da descrença no ser humano

Cada vez que o Benfica perde um jogo relativamente importante, especialmente depois de uma época melhor (sim, porque também as tem, não são só os outros), o chorrilho de comentários contra o clube encarnado desenrola-se nas redes sociais, num rol de asco e jocosidade, de troca de galhardetes e apupos, de gente que de correcto tem muito pouco. Ontem não foi excepção. Isso faz-me, sempre, querer afastar do futebol, da minha clubice interior (que sou benfiquista há demasiados anos para não vibrar com as vitórias, nem ser indiferente aos jogos), e esquecer que gosto de ir aos estádios, gosto da adrenalina que me deixa o constante tremor de incredulidade e esperança, que o Benfas me proporciona, normalmente, até ao último minuto (haja coração!).

Mas ontem, no meio da euforia pela vitória alheia (de gente que é do Sevilha desde que nasceu, com certeza), um comentário de um amigo (ou vários, em cascata, para ser sincera) fez-me pensar mais além, para lá do futebol, para lá de equipas e adorações, para lá de cores e emblemas. Na nossa postura e atitude com a vida, com a sociedade, com o mundo. Não me incomoda, nem um pouco, os laços que as pessoas criam com determinados grupos, sejam eles desportivos, políticos, sociais, e por aí adiante. Reconheço, e entendo perfeitamente, que a identificação do indivíduo se faz (também), pela semelhança, a aproximação, a integração, em colectividades que sinta como suas, cujos valores abraça e cujos ritos segue. Não, não me incomoda nem um pouco que haja a tendência para o agrupamento, para a comunidade, em volta de um clube, um partido, uma religião, uma língua, per se. Compreendo, da mesma forma, que a oposição é, em si mesma, variável presente e constante na adopção de um grupo, tal como um jogo tem duas equipas (ou mais) distintas, com cores diferentes, bandeiras e slogans distintos, seguidos por adeptos também eles identificados, se não na roupa, activamente, pelo menos na respiração ofegante num lance perigoso, no olho que fecha de desgosto quando o “seu” guarda-redes deixa entrar a bola. Sim, compreendo a oposição na sua forma simples, que distingue, que nos torna diferentes. Afinal, não temos de ser todos iguais, onde quer que seja.

Agora, o que eu não entendo, confesso, é a paixão pela derrota, pelo sofrimento, pelo azar do outro, mesmo quando o “nós” pouco ou nada tem a ganhar com o assunto, quando a oposição não lhe bate à porta, quando a afronta directa não traz nada de bom, nem de novo, nem para um, nem para o outro. Porque se é para confrontar algo ou alguém, ao menos que seja para que daí advenha algo de positivo. Quando, ao ler as redes sociais depois de qualquer momento importante, o que observo é um prazer sádico, cruel, feroz, de ver o outro no chão, o outro sem luz, o outro a perder, desacredito no ser humano, racional. Perde-se a razão, perde-se a humanidade, perde-se a dignidade, e eis que o conflito passa a ser uma série de ataques, violentos, verbais, físicos, dos quais a determinada altura ninguém sabe o sentido, ninguém sabe como começaram, para que servem, a não ser pela vontade de infligir, no outro, a maior humilhação, irritação e desprezo. Resultados construtivos? Nenhuns.

Somos assim no futebol, onde frequentemente vejo portugueses, de outros clubes, a torcerem ardentemente pela equipa menos falada dos confins da Rússia, se tal significar ver o Benfica a perder e poderem desencadear o leque de humilhações, a apresentação de feitos passados da sua equipa (mesmo que, nesse ano, não tenham feito nada; mesmo que já tenham sido eliminados dessa competição e quem ganhe ou perca não afecte em nada), comparações sem fundo de sentido. Porque, se, antes do jogo, a estratégia começa por tentar baixar o espírito do adversário medindo forças, até consigo entender. Os maiores estrategas militares já assim o previam e aconselhavam. Mas quando a competição não nos afecta em nada, quando é só pelo tal (repito) prazer sádico, então há algo de mal com a humanidade. A que vê futebol e a que não vê, porque, se observarmos bem, este comportamento estende-se para lá do desporto, e em esferas da vida, pessoal e social, que deveriam ser um bocadinho mais compreensíveis, solidárias e abertas ao diálogo com o outro. E aí temos partidos que só sabem trocar responsabilidades passadas, presos a culpas que não resolverão nada, prontos a ferir o outro, em vez de trabalhar em conjunto. E a vida vai, e a crise aumenta, e a sociedade empobrece, e quem lá está aquece o lugar e sai incólume. Vemos grupos sociais que canalizam nas outras, ferozmente, a razão da sua desdita, rompendo laços, desprezando uns e outros, fechando a possibilidade de crescimento mútuo. Vemos adeptos cegos, que há muito esqueceram o que é fair-play, especialmente fora do campo, onde não há leis para palavras que ofendem, nem cartões para faltas graves.

Depois admiram-se, como aconteceu há bem pouco, que a rivalidade que os consome não se sinta nos seus ídolos ou líderes carismáticos. Não conseguem ver, são cegos. A fotografia de dois líderes de bancadas opostas, a confraternizar alegremente num almoço, incomoda. Aqui há umas semanas um vídeo de um abraço entre o Cristiano Ronaldo e o Messi surpreendeu; o mundo levantou a sobrancelha, e os dois devem ter bebido uma cerveja num churrasco, a rir da celeuma alheia. Eu fá-lo-ia, no lugar deles. Que rivalidade entre titãs, tal qual Leonidas e Xerxes, não faz muito o meu género. E palpita-me que nem a eles.

Como diz uma amiga minha “menos, gente, muito menos”. Não há qualquer necessidade, parece-me, de querer ferir o outro. O mundo gira com menos ódio, acreditem. A oposição existe, reconheço, e o confronto é, muitas vezes, força motriz do avanço, mas há vários patamares de acção e a linha entre o que está correcto e o que não está é ténue. Mas está lá. E serve para alguma coisa. Quanto mais não seja, para me fazer desacreditar na capacidade do ser humano para a ver.        

O que viria (já!) para o meu armário - Met Gala 2014


Já quase toda a gente falou dos vestidos que passaram na passadeira vermelha da Met Gala 2014, que lembrava e homenageava, este ano, como tema, o estilista anglo-americano Charles James (1906:1978). Além da moda (Beyond Fashion), na exposição com o mesmo tema, no Metropolitan Museum (NY) até 10 de Agosto, os organizadores convidam-nos a explorar "o processo de desenho de James e o seu uso de abordagens esculturais, científicas e matemáticas na construção de vestidos de gala revolucionários e alfaiataria inovadora que continuam a influenciar os estilistas actuais." Admito que, não sendo (de todo!) fashionista, o tema do ano passado interessou-me mais, já que de cultura punk percebo um bocadinho mais. Contudo, como não podia deixar de ser, houve alguns vestidos que me chamaram a atenção e, embora tenha achado vários muito bonitos, julgo que traria comigo para casa, se pudesse, apenas três, que usaria sempre que a ocasião se proporcionasse. 

São cortes, estilos, tons que adorei, mesmo que tivessem de ser totalmente adaptados a uma petite curvilínea, comme moi. Sem qualquer ordem outra, a não ser a na qual fui encontrando estas minhas preferências, segue o vestido preto lindíssimo, Balenciaga, vestido pela Gisele Bünchen, que tem tudo para eu gostar dele; decotes profundo, preto, mas não pesado, elegante... o que eu vestiria sem pestanejar numa gala nocturna, formal. O da Marion Cottillard, Dior Haute Couture, tem o meu nome escrito algures, ela é que não se apercebeu (a safada!). É absolutamente fantástico, tanto elegante quanto de divertido, num tom azul que transita muitíssimo bem do dia para a noite, o que me permitiria usá-lo em qualquer ocasião mais formal que me apetecesse (oh para a versatilidade, oh!). Emma Stone surpreendeu-me. Não apenas com um modelito Thakoon fora do vulgar, mas por me ter, efectivamente, agradado no seu conjunto de duas peças, em tons de rosa -- a saia bem viva e que caia maravilhosamente bem, e um top que dá um toque de formal-informal, confortável, à coisa, num misto de sensação agri-doce. Os acessórios simples, o cabelo tipo "vim da praia e fiz esta trança em dois minutos" completam o quadro, diferente, mas com todo o seu glamour.   

Com três cerimónias já agendadas para este Verão, até já estaria decidido qual levar a cada uma. É só entrarem aqui no meu armário, sim? Há um espaço muito caloroso, nuns braços (e corpo inteiro) que vos receberão muito bem. Prometo. 


fonte: Met Museum 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Clinique | Blush Cheek Pop, tom Ginger Pop


Perdidinha que sou por coisas bonitas com margaridas (digam o que disseram, é essa a flor em alto relevo deste produto), quando vi as fotos do lançamento dos novos blushes da Clinique, soube desde logo que tinha de ter um. O facto de ter viajado para Nova Iorque por altura da chegada dos quatro tons às lojas, confesso que aumentou este meu ímpeto e esta foi, sem dúvida, uma das primeiras compras que fiz, assim que cheguei. Depois de pesquisar e de lhes pôr o dedo, veio comigo o Ginger Pop, que deve ser, provavelmente, o mais atractivo, já que estava esgotado em várias Sephoras por onde passei. 

Os Cheek Pop são, segundo a marca, uma cor para as maçãs do rosto vibrante e ao mesmo tempo natural, que não deixa a pele com ar de empoeirada, com uma fórmula suave como a seda, que se adapta a qualquer tom de pele. É uma promessa ambiciosa para apenas quatro tons, mas, depois de usar o meu várias vezes, com diferentes tipos de base e primers, com a pele mais branca e, agora, mais morena, percebo que é um produto que se mistura perfeitamente com a tez, permitindo a tal adaptabilidade. Há algum tempo que a Clinique não me surpreendia tanto. Bate aos pontos (e disparadinho) o primeiríssimo blush que tive, também da marca americana, com a qual comecei a aprender a maquilhar-me.

Paremos um minuto para apreciar este desenho, senhoras e senhores. Lindo e bem gravado, dos que não nos deixam em duas pinceladas.

O Ginger Pop, o que trouxe, é um coral vivo, mais para o avermelhado que o alaranjado de outros tons do género. É um pó tão fininho e pigmentado que um suave toque com o pincel já é suficiente para nos dar um ar saudável de cor na pele. Contudo, se preferirem, consegue trabalhar-se ao ponto de ficar numa cor mais semelhante ao da embalagem (como fiz na mão, para conseguirem ver exactamente a textura e acabamento, espero que ambos sejam perceptíveis na foto), mais bonito em quem tem uma tez mais morena. Eu prefiro tocar-lhe levemente com um pincel de blush (tenho usado principalmente o da Real Techniques), para o tal efeito natural, corado, e fica perfeito. Por ter um acabamento acetinado, dá ainda um toque de luz ao rosto, não sendo nem um pouco exagerado.


Quando achamos que a cor e o toque na pele já era o suficiente para nos agradar  (e muito!), eis que estes meninos se portam lindamente ao longo do dia. Discretos, macios, com um ar de textura creme, sem ponta de ar de pó, este Ginger Pop é, talvez, um dos blushes que tenho que mais dura na pele. Independentemente de o aplicar por cima de uma textura em pó ou mais líquida, na realidade, ao fim de oito horas, ainda estava com aquele aspecto saudável, rosadinho (ou coraladinho, vá, se existisse) e não o pálido-zombie dos dias em que passo a trabalhar em frente ao computador, sem apanhar sol. 
      
Julgo que, se não chegou, deverá chegar em breve às perfumarias lusófonas. Com envio para Portugal, podem ainda comprá-lo online na Boots por £16,5 / ca € 20, mais portes. Nos Estados Unidos, onde comprei o meu, podem encontrá-lo nas várias Sephoras americanas, onde está a cerca de 17 €, se forem até lá, tragam um convosco. É bom, bonito e, apesar de não ser dos mais baratos para a quantidade (3,5g), durar-vos-á, provavelmente, imenso, de tão pigmentado que é.

Alguém já conseguiu pôr a mão numa flor destas? Digam-nos tudo, somos todas ouvidos. :)   

terça-feira, 13 de maio de 2014

Barry M | Gelly Hi-Shine Nail Paint, tom Papaya

No ano passado, quando os dias de calor começaram a aparecer, não havia coral ou cor semelhante que não me atraísse. Foi então que, ao seguir o blog da inglesa Lily Pebbles (se não me engano), vi o verniz/ esmalte que acabaria por vir comigo, no final da época estival passada, de Londres, o Gelly Hi-Shine da Barry M no tom Papaya, para quando regressasse o Verão. 


Compreenderão, portanto, que este foi um dos primeiros a entrar na mala de cosméticos e afins a vir para o Rio de Janeiro. Num tom vivo e alegre, o Papaya pareceu-me um coral muito bonito para quando estivesse com a pele mais bronzeada, que combinaria na perfeição com outros produtos que tenho, mais voltados para esta cor (sem exagerar, que por cá gostamos tanto de parecer um borrão monocromático, quanto um carro alegórico de carnaval). 

A linha Gelly da Barry M dá, supostamente, como diz o nome, um efeito gel à fórmula, mais resistente e brilhante. Eu não tenho como comparar com outros da marca, dado que só tenho mais um magnético, de Inverno, que tem uma textura completamente diferente, mas, enquanto, por um lado, asseguro que é, sem dúvida, dos mais brilhantes que tenho, mesmo sem top coat, por outro, não o achei com aquele ar espesso do gel para unhas (e ainda bem, para mim!). 


Aplica-se com alguma facilidade, embora precise de atenção. Na realidade, se fosse um bocadinho mais denso do que é, num pincel um bocadinho mais largo, talvez melhorasse imenso o processo, mesmo não sendo, de todo, dos piores que já usei (pode ser só um preciosismo, mas se é para opinar com alguma atenção sobre algo, ao menos que se faça com sinceridade e seriedade). Fica opaco em duas camadas, apenas, apesar de ser extremamente pigmentado, secando de forma homogénea. Numa primeira passagem, ainda se notam as pinceladas. Como seca rápido, ficando bom em escassos minutos, mas perfeito em quinze a trinta no máximo, é um óptimo verniz/ esmalte para pessoas mais apressadas (como eu!). Com um bom top coat, então, não me deu qualquer problema. 

Não sendo à prova de lasca, aguentam de forma algo decente, com desvanecimento nas pontas, durante quatro dias no máximo. Mais do que isso é abusar da perseverança dos meninos que, afinal, foram feitos para o Verão e a diversão, não para a monotonia de dias sempre da mesma cor. E a Barry M pensou nas pessoas que gostam de diversidade, lançando estes vernizes a preço muitíssimo acessível, a uns costumeiros cinco euros e pouco, à venda agora na ASOS por 2,81€ / R$8,5 (conferir as restrições de envio), ou na loja da marca a £3,99 (mais portes). No Reino Unido é fácil encontrá-los na Boots, tendo de vez em quando umas promoções muito interessantes. 

Têm algum verniz da Barry M? Onde o compraram? O que acham dele? (Assim, perguntado com avidez, que sou muito curiosa. :) )

Adenda: A A. relembrou-me que a Barry M também está à venda na Rada Beauty, com envio para Portugal. Este tom, especificamente, ainda em stock, está a 5,29 €. Obrigada, A.!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nova Iorque | Petiscos, Comidinhas e Gulodices (Parte I)

Uma cidade que nunca dorme tem, obrigatoriamente, muitas bocas, de gostos, culturas e paladares diferentes, para alimentar. Reconheço que, os mais puristas, vão franzir o olho e achar que nos Estados Unidos não há nada de especial para comer, que fritos, molhos, guloseimas ou petiscos mais calóricos não são para apreciar, nem saborear, como se o diabo em forma de comida fossem. Gosto que a minha alimentação seja correcta, especialmente em casa, mas o ser turista que há em mim gosta de provar tudo, desde saladas na Grécia aos bagels com ovo e bacon em Nova Iorque.

Por isso, e sem mais demoras (e já com um mês de atraso), sai mais um post sobre a nossa viagem a NY, com referências aos vários locais onde comemos, dignos de partilha. Relembro que, para quem não sabe, aqui em casa gostamos de tascas, comidas de rua, petiscos e afins, pelo que não verão, nesta leva, restaurantes caros e/ou nos quais se percam horas a comer. Se esses forem os vossos favoritos, poupo-vos já o trabalho de lerem tudo até ao fim. Se gostarem de "biroscas" (adoro esta palavra em português do Brasil, que classifica as nossas tascas ou cafés mais simples, aqueles que até têm um espaço de mercearia, por vezes), vamos lá, de quatro em quatro por leva, para não maçar muito. 



Johnny Rockets - Logo no primeiro dia, como já partilhei convosco no post sobre compras para os pés, fomos até um outlet em Jersey City (para o qual há autocarros a sair de Manhattan, embora tenhamos ficado em casa de uma amiga muito perto e não o tenhamos usado), o Jersey Gardens. Sendo enorme, com excelentes preços (relembro que em New Jersey não se cobram impostos na roupa, além dos preços já muito rebaixados e dos cupões de visitante), e relativamente longe do centro da cidade, é lugar para ser visitado durante um dia inteiro, o que pressupõe uma refeição por lá (pelo menos para mim que não me tenho em pé horas e horas sem comer). Nós optámos pelo Johnny Rockets, pelo ar de cafézinho/restaurante de filmes, daqueles onde param as pessoas que passeiam de carro pelas longas estradas norte-americanas. Com sofás, uma jukebox por mesa, e empregados simpáticos que, de vez em quando, faziam uma coreografia organizada, pelo restaurante (muito gosto eu de flash mobs, mesmo pequenas!), é um espaço acolhedor, que nos envolve ao ponto de quase nos esquecermos que estamos numa praça de restauração de um shopping, fechado. Comemos hamburguers, cada um com o seu acompanhamento, e apercebi-me do meu imenso amor por batata doce (desta, alaranjada, que nem sei qual é) frita. O resto também estava delicioso; o pão (doce), a carne (de frango), os cogumelos frescos e a cebola tinham sabor de comida muito mais "caseira" do que cadeias como o McDonald's ou semelhantes. As batatas fritas comuns, ainda por cima, são à descrição e há a opção de refill da bebida em alguns menus. O ketchup em formato de smiley estava literalmente de roubar sorrisos e acompanhei tudo com um Dr. Pepper (adoro, adoro!). No final, o preço era ainda mais simpático, custando o mesmo que um restaurante de fast food, mas com muito melhor qualidade e atenção. (Confesso que, saídos de Paris, onde comer fora é algo de luxo, quase todas as refeições que fizemos tinham, para nós, uma relação qualidade/preço bestiais.) 


Dunkin' Dounuts - Sou aficionada em Simpsons, o Homer é aficionado em Donuts, pareceu-me portanto impossível deixar de provar uma (ou mais!) gulodices tão apreciadas por ele. Não consegui perceber se, efectivamente, esta era a cadeia de tinha o donuts da série, com cobertura rosa e sprinkles coloridos (embora houvesse um exactamente assim, mas sem qualquer referência à família amarelinha), mas comi vários, incluindo um especial da páscoa, que tinha no meio um Peeps (pintinho típico da época, por aqueles lados) de marshmallow. Admito que os com cobertura colorida não eram os meus favoritos, mas os simples, apenas com açúcar, ou com framboesas na massa, deixaram-me bem impressionada. São produtos totalmente industrializados, numa cadeia que há por todo o lado, portanto nada de artesanal ou caseiro, como os bolos das nossas pastelarias, mas vale a pena provar pelo menos um.    


Eli Zabar - Na Grand Central Station (que, por sinal, é absolutamente linda), há um mercado gourmet, com produtos a preços menos amiguinhos do bolso (embora nada de extraordinário, na Grand Epicerie de Paris a coisa é pior), mas com um ar muito natural e fresco, perfeitos para um pic nic. Com o frio que estava, confesso que deixámos uma refeição no parque para uma próxima visita, mas não saímos de lá sem provar algo da padaria/ pastelaria, mesmo no fundo (para quem entra na estação e se dirige à rua), a Eli Zabar. Tudo tinha tão bom aspecto, que foi difícil escolher, mas, pelo bem do consenso, e com vontade de algo que parecesse um lanchinho salgado enquanto fazíamos tempo para o almoço, trouxemos um quadrado de algo que parecia uma pizza mas que tinha outro nome (não me lembro dele e não o anotei... shame on me!) e adorámos. Era realmente fofinho, com tomate fresco, um queijinho muito saboroso e com ar de acabadinho de sair. Quem for até à Grand Central Station, passe pelo mercado, nós voltaremos lá com certeza.  

McGee's - Ok, sou influenciável e sou, vou fazer o quê? Andávamos nós, vindos do Times Square, em busca do Burguer Joint, recomendado no nosso guia, quando, do nada, o meu companheiro de viagem (de todas e da vida, vá) me diz que, por ali, deveria ser o bar que inspirou o famoso MacLaren's do How I Met Your Mother (série que seguia religiosamente e que deveria ter ficado no penúltimo episódio). Poucos minutos depois, aguardávamos numa passadeira, quando avisto, por sorte, mais para o fundo da rua W55, entre a Broadway e a 8th Avenue, uma grande faixa branca, com letras pretas, muito discreto e, para quem não conhece, pouco visível, a chamar para o McGee's Pub. Era onde os criadores se reuniam, elaboraram o projecto da série e pensavam nos guiões /roteiros dos episódios iniciais (reza a lenda, pelo menos). Quando se entra vê-se alguma semelhança, especialmente num quadro igualzinho ao bar ficcionado, que fica por cima das mesas à esquerda, e na lareira, mas só nesses pormenores. Algumas fotografias dos actores, uma pequena banca com produtos de merchandise à venda e os nomes de alguns cocktails também nos remetem para a série, mas não descaracterizam, de forma alguma, o McGee's como típico pub irlandês. Os preços, esses, era um bocadinho mais picantes que outros bares e restaurantes (não sei se pela fama recente), mas a comida estava realmente boa. Eu comi uma tortilla de espinafres com camarão, servida com batata doce (Whatelse?)  e  ele uma Philly Cheesesteak (típica, a provar, para quem gostar muito de carne) e ambas eram muito frescas e saborosas. Sim, tinham muito molho à mistura e algum queijo, mas notava-se que eram pratos confeccionados ali, com ingredientes de muito boa qualidade. Eu sou esquisita com os camarões e estes eram grandes e carnudos, nada como os mirraditos e esponjosos que às vezes se apanham em sanduíches. Não provei nenhum cocktail, que o dia ainda era longo e não queria ficar pesada, com sono e sem vontade de continuar o passeio, mas deixo-vos a lista, caso queiram experimentar as combinações em casa. Se não houvesse outros restaurantes que eu quero conhecer numa próxima visita, seria um espaço onde voltaria, com certeza. É muito bom, simpático e acolhedor, para quem estiver a fugir do frio, ou quiser algo sentado, para descansar, relaxar, ter uma refeição especial e/ou saborear uns petiscos com qualidade.  

Brevemente mais quatro locais interessantes (ou não) para comer. Estejam atentos, que isto agora vai-se tentar levar tudo de rajada.

Já comeram em algum destes lugares?  O que acharam?

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tarte | Power Couple Amazonian Clay Bronzer & Blush


Desde que perdi dois duos de bronzer e blush dos quais gostei imenso, um da Guerlain, da colecção de Emilio Pucci, do Verão de 2012 e o na época estival anterior, da Dior, que ando mais atentamente à procura de um compacto destes, para me acompanhar em viagens pequenas, quando o limite de peso da mala dita assertivamente o que podemos levar. É um conjunto prático, especialmente no Verão, quando a pele está em melhor estado e um leve toque de Sol (para uniformizar o tom do rosto e do corpo) e de cor a aprimoram ainda mais.

Por isso, quando encontrei, online, este Power Couple, da Tarte, com boas críticas e a um excelente preço (com o desconto que uma amiga conseguiu. Muito obrigada, M.!), pu-lo logo no carrinho, que, desta vez, não iria deixar a oportunidade escapar. A marca ainda não está acessível em Portugal, mas conseguem comprar os produtos através do site oficial da marca ou Sephora americana, para os Estados Unidos, ou desta última, para o Reino Unido. Eu aproveitei a minha viagem a Nova Iorque (suspiro, suspiro) para o trazer comigo e testar a tão badalada Tarte.


Este "casal poderoso" vem com o aclamado bronzer Park Avenue Princess e o famoso blush Dollface, ambos com base no ingrediente-rei da Tarte, a argila da Amazónia (Amazonian clay).  Esta edição limitada, apenas à venda no site oficial da marca, custa cerca de 24 € e oferece 7 gramas de pó em cada metade (logo 14g), o que a torna realmente aliciante, especialmente se a compararmos com o tamanho de outros como o novo da Clinique (3,5g), os Radiance, da YSL ( 4g), os cremosos da Chanel (2,5 g), ou mesmo os da MAC ou Guerlain, ambos com 6 g (isto só para referir os que tenho aqui ao meu lado).

O Park Avenue Princess, que, no site, a Tarte classifica como mate, é um pó bronzeador quente, fino (mas não amanteigado), que se aplica com muita facilidade, sem parecer artificial, esbatendo-se e misturando-se com a pele de forma muito natural, sem ser minimamente laranja. Agora, não é, de todo, baço. Pensando, inicialmente, que poderia haver transferência de micro purpurinas do pó ao lado, usei-o várias vezes, passando com convicção o pincel (para retirar o brilho e não para passar depois na cara, já que é realmente pigmentado e uma mão leve basta para o tal efeito beijado pelo Sol) em todo o bronzer. O brilho continuava lá. Na pele, confesso, o máximo que faz é dar uma luminosidade à pele, pelo que eu continuo a gostar imenso dele, especialmente quando a minha tez acorda mais fosca e pálida. Mas, em dias em que está mais radiante, o clima está mais húmido, ou quando quero algo totalmente mate, não posso, de forma alguma, recorrer a ele.

O Dollface é um blush rosa clarinho, que o meu leigo olhar diria mais para o frio, também com algum brilho (micro, infinitamente mais discreto do que o do Orgasm, da NARS, para quem conhece, ao pé do qual parece mate), mas muito natural. Em combinação com o bronzer, dá efectivamente um toque de cor à pele mais morena, sendo perfeito como blush do dia a dia (caso só queiram ter um), para quem preferir algo mais subtil. É, como o colega do lado, um pó muito fininho, que se esbate facilmente na pele, sem acumular.

com luz artificial

com luz natural
Usei a combinação repetidamente, com e sem primer, com bases em pó, mousse e líquida. Não sei se a promessa das 12 horas de durabilidade da Tarte se aguentará efectivamente com um spray de fixação (que, na verdade, faltou), mas, com qualquer uma das experiências, no final de 8 horas, ainda mantinha um ar saudável e de luz, na pele, desvanecendo um pouco, especialmente o Dollface. Passadas 10 horas (portanto das 9 às 19, num ambiente mais húmido), ainda havia um toque do bronzer, mas o blush quase não se via. No final de um dia mais comprido, ambos não me deixavam totalmente, mas não mantinham a mesma prestação, de forma alguma. Agora, se são daqueles que não precisam de retoques constantes e podemos confiar e nos esquecer deles? São, sim senhora!

Eu sei que pode ser frustrante lerem sobre um produto que não é de acesso fácil (não fosse alguém ficar com uma vontade enorme de correr desesperadamente para lhe pôr a mão), mas pode ser que conheçam alguém que vá ou que more nos Estados Unidos, que vos possa enviar. Ou podem vocês estar a planear uma visita àqueles lados, vá. O site da Tarte aceita os cartões de crédito internacionais, mesmo com morada em Portugal ou no Brasil, o que facilita imenso a compra (acreditem, tentei várias vezes, em vão, comprar no site da Sephora americana com o meu cartão português e só aceitou o francês, ou o brasileiro). Pelo preço que custa, vale muito a pena.





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