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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Compras | De Amesterdão, com 40%

Quando, em Amesterdão, dei de caras com uma perfumaria com os batons a 40% e outra com preços imbatíveis (não sei bem porquê) em produtos de maquilhagem, eis que trouxe logo quatro produtos, dos quais já andava atrás há algum tempo, alguns há meses, confesso. Por isso, não foram opções tendo em conta novidades desconhecidas a apresentar (vá, uma foi, apenas), mas sabendo de antemão que estes me iriam acompanhar até os gastar completamente (demore isso os anos que demorar).

Portanto, da perfumaria Ici Paris XL de Amesterdão, vieram (por ordem de compra):


Dior Rouge 999 – porque sim, porque tinha de ser, e para combinar na perfeição, sempre que quiser, com o verniz 999, sobre o qual já vos falei. É que se fica bem à Natalinha (Natalie Portman para os menos próximos), não sei porque não me ficaria bem a mim. :D

Estée Lauder Signature Hydra Lustre, 59, Portofino Coral –  Quando, num avião, a hospedeira entra, trabalha e, sem retocar os lábios, o batom, que já nos chamou a atenção de tão bem que lhe ficava, especialmente naquela pele morena, não mexe, há que saber imediatamente qual é. Depois de um sorriso encavacado (mas lisonjeado, que eu sei!), ela mostra-nos o dito, juntando um “mas já é de duas colecções antigas, era limitado, talvez já não o encontre”, e eis que surge um novo objectivo: achá-lo! Depois de procurado literalmente na Grécia, Londres, Portugal e França (aeroportos correspondentes, ao qual se acrescenta o de Milão numa escala), vou encontrá-lo, a quase metade do preço, em Amesterdão, numa loja em que a empregada, ao pegar nele, ainda diz: “Olhe tem sorte, é o último”. Sorri, acenei com a cabeça e pensei: "Sorte, nada! Persistência!"

Clinique Chubby Stick Intense, Heaftiest Hibiscus – Já não sei quando foi a primeira vez que dei de caras com este Chubby num blog que sigo, nem sei qual, admito, mas ficou-me sempre na memória. Depois do meu Heaping Halzenut e o Oversized Orange, eis que faço uma incursão pelos Intense com este avermelhado que, se continuar a portar-se como nas duas vezes em que o usei, continua a garantir o lugar da linha como os meus lápis do género favoritos.  

L’Oréal Nude Magique Eau de Teint – Apesar de ser um tom mais escuro do que uso agora, no pico do Inverno, no qual a minha pele fica acinzentada pela falta de Sol, comprei-o essencialmente para um clima mais húmido e quente, quando estiver já no meu tom normal, douradinho e com ar mais saudável. Base em água, parece-me interessante.

Poucos, mas bons. É tudo o que tenho a dizer, para já, destes meus mais recentes companheiros de viagem. Assim que possível, escreverei mais detalhadamente sobre cada um, aqui, na Salinha. Por isso, qual vos interessa em primeiro lugar?

Telegrama à Coragem

Há dias assim, em que o único som que ouvimos, muito ao longe, como se estivesse noutro espaço, noutra era, é o bater de um tempo que suaviza por momentos, e nos faz flutuar. Em que os arrepios nos fazem querer ficar, parados, até sermos tocados, envolvidos, abraçados profundamente, como se nunca aqui estivéssemos, mas sim ali, onde nunca deixámos de estar. Em que os dias que nos apagariam da memória, e nos tornariam meras imagens fugazes daquilo que um dia quisemos ser, se afastam para onde vai tudo aquilo que jamais acontecerá, perdendo-se no temor de um salto no vazio. Em que os medos, por momentos, desaparecem com a rapidez de um sorriso, e a profundidade de uns olhos que são livres dos grilhões impostos por uma mente complexa, fechada dentro de si própria, travando discussões acesas entre o ser, ou não ser. Deixamos escapar o brilho do que se sente, assim, sem proferir uma única palavra, olhando, apenas, com a vontade de divagar entre as curvas do horizonte. Há dias em que todas as cores parecem fundir-se num longo caminho, a percorrer calmamente, sem medo, retirando de cada passo a sabedoria de uma vida, respirando, até à meta, até ao futuro, que será sempre nosso. Há dias só teus.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Bourjois | Color Edition 24H, tom 05 Prune Nocturne

A jornada pelas sombras mais ou menos cremosas (ou tipo, vá) tem sido interessante… e só agora começou! Depois de manifestar o meu amor pela On and On Bronze Colour Tattoo da Maybelline, ou fascínio pela Apparition da Chanel, eis que, quando a Bourjois lançou a sua versão cream to powder, não demorou muito a despertar o meu interesse. Por isso, encontrar as Color Edition 24h a 50% no site francês pareceu-me uma boa oportunidade e, no mesmo dia, estava no carrinho o tom 05, Prune Nocturne.


Da caixinha pouco tenho a dizer. É semelhante à da Maybelline, menos pesada, e com uma quantidade mais reduzida de produto (o que, para ser franca, só por si já me bastaria para optar pelas primeiras do que estas, da Bourjois, se estivessem a preço normal). Com uma tampa preta, de rosca, e toda em plástico, vale o fundo transparente para vermos a cor, já que não encontro a dignação dela em parte alguma.  

A minha primeira reacção ao abrir, e sendo que não a tinha testado antes de a comprar, foi surpreendentemente mais agradável do que tinha imaginado. Na caixa, a sombra é de um beringela quente bonito, com pequenas partículas de brilho da mesma cor, o que lhe dá um toque interessante, e, se não estou em erro, algumas douradas. Teria, por isso, tudo para me proporcionar looks engraçados com uma das cores que salienta o esverdeado dos olhos avelãs.


Quando colocamos o dedo no produto, a pigmentação parece ser fantástica, mas, assim que o passamos na pele, reparamos rapidamente que a transferência de cor é reduzida e que tem de ser bem trabalhado para ganhar a intensidade devida. Ainda animada, lá fui eu testar o produto durante uns dias. Usei-o sem primer, com primer, aplicado com pincéis ou só com os dedos e, depois de muita persistência, já vos posso dizer que é um produto que não me agrada nem um pouco. Depois de tantos elogios que tenho tecido à marca, especialmente com os meus queridos Liner Feutre ou alguns vernizes, achei que este produto me fosse impressionar muito mais.

Em primeiro lugar, a prestação dele na pálpebra é das piores que eu já testei, considerando que, como já devem ter percebido, tenho tendência para ler sobre tudo o que compro antes e, por isso, dificilmente compro algo que não conheça que já seja alvo de muitas opiniões negativas. Não que tenhamos de ser todos iguais, mas com recursos escassos, a sensatez parece-me sempre a melhor opção. Tal acontece, especialmente, em marcas sobre as quais eu ainda não tenho uma opinião formada e uma garantia de sucesso, como tenho com outras como a Laura Mercier, a Guerlain ou a Dior, só para mencionar três.


Embora, com uma base, aguente mais tempo, estamos perante um produto que acumula horrores e perde o brilho e tonalidade superficiais deixando a pálpebra com “manchas” notórias de diferentes cores. Não é um produto que permaneça com o mesmo ar homogéneo e bonito na pele ao longo do dia, como vemos com outros do género. Se o tom mais acetinado e beringela desvanece na primeira hora de uso sem primer, com ele ainda demora mais uma hora, mas não mais do que isso. Portanto, se as restantes cores forem como este que me calhou (e partindo do princípio que não tive um azar descomunal e que este esteja estragado – pelo menos tão estragado quanto outros testers nos quais, entretanto, pus a mão), esqueçam a parte em que lêem longa duração, por favor.

Outro aspecto menos positivo, que reparei numa das vezes que o testei, com primer, foi a queda constante das pequenas partículas de brilho. Com o passar das horas, fui vendo as minhas bochechas a ficar cheias de purpurinas, que fui tirando, mas que voltavam a aparecer. Como estava em casa (vá, porque não se testa algo no qual não se confia por alguma razão, para uma saída, importante ou não), pude deixar a sombra durante mais tempo na pálpebra, para ver como, apesar de tudo, se portava com o tempo, e garanto que apenas a usaria numa saída rápida, de vou-ali-e-já-volto-em-três-tempos. 


Parecendo uma cantora de música romântica lamechas, eu fiz de tudo para gostar dele, mas não deu, a relação ficou condenada com a fraca prestação deste menino. Um produto para custar cerca entre 11 a 15 euros, consoante o sítio onde o comprarem, o que pode não ser um assombro, mas, para mim, não vale o preço. Como já vos disse num texto sobre o assunto, o valor (de tudo) é, para mim, o mais importante. E ficamos assim com a história de um possível amor que nunca chegou a acontecer. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dior | 999 e o Verniz da Semana # 14

Pode uma pessoa explicar como é que, passadas trinta primaveras de total desconfiança com a cor vermelha nos lábios e nas unhas, encontra o tom que a arrebata e a faz repensar anos de preconceito? Não, não pode, a não ser assumir que provavelmente não teria , até hoje, encontrado a tonalidade ideal, aquela que associa o elegante ao clássico, passando pelo confortável e de qualidade. Perdoem-me, mas, especialmente no que concerne o vermelho, sou uma esquisita elitista que não se contenta com qualquer escarlate, encarnado, atomatado que por aí ande. Tem de ser o tal. E o tal é o 999, Dior.


Adiei, durante uns meses, a minha compra dos clássicos da Dior, até que, na iminência de me ver destituída para sempre do único vermelho no qual poderia confiar, fui a correr comprá-los, encontrando-os, felizmente, em promoção  (não sem antes penar com uma compra enganada pela conselheira da Dior, a própria, na Sephora, mas isso são águas passadas e de remorsos e rancores não evolui o mundo).

Sobre o baton, falarei depois, dado que ainda só o usei uma vez, mas o verniz, senhoras e senhores (se é que por cá passam também), é um vermelho magnifico, sem pitadinha de brilho e discreto (ou tão sóbrio quanto um vermelho pode ser). Não pretende ser dono e senhor das unhas e arrebatar para ele todas as atenções de forma negativa, como muitos outros, mas também não passa despercebido. É um true-red (ou assim me ensinaram a distingui-lo lá pelo Coisas e Cenas), vivo, sem ser frio, como alguns mais escuros ou azulados, nem quente, podendo roçar num quase-coral mais chamativo. Belíssimo!


Da textura, e correndo o risco de parecer um disquinho riscado, só tenho a falar muito bem. A Dior não me decepciona, nem me engana, com uma fórmula que fica homogénea em apenas uma camada, caso queiram deixar assim, sem se notarem os traços dos pincéis ou zonas menos opacas. Com duas passagens, têm um efeito de manicure profissional, brilhante, mas non troppo, e resistente.

Não é um verniz barato, mas é, sem dúvida bom e bonito. Cada vez mais aprecio um produto de qualidade do que vários piores e este será o único vermelho na minha bolsinha de vernizes até acabar. E, provavelmente, será o primeiro a ser recomprado, tal não é, pelo menos actualmente, a minha paixão.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Domingo, é no Marais!

Depois das dicas para organizarem a viagem para Paris, aposto que ficaram com vontade de aqui vir dar um saltinho e já têm as passagens reservadas. Sim, sim, eu sei que a cidade é aliciante ao máximo, não apenas para os casais apaixonados, como Hollywood insiste em mostrar, mas também para qualquer espírito viajante, que gosta do pequeno e do grande, “à francesa”, expressão que entenderão passeando por estas bandas, como dizia uma amiga minha. Se apanharem um domingo que não seja o primeiro do mês, dos museus gratuitos, ou simplesmente se não quiserem estar enfiados num espaço apenas durante todo o dia, vão por mim: Domingo, é no Marais!


O Marais, durante vários séculos, foi o bairro favorito da aristocracia, que nele montou as suas mansões. Os “Hôtels” que virem por aqui não são hotéis de hoje em dia, para pernoitar, mas sim casas sumptuosas onde habitavam famílias endinheiradas e que são, actualmente, museus e espaços de visita. Só pela imponência das casinhas dos nobres de antigamente, já valeria dar um pequeno passeio pela região. Mas o Marais é muito mais!

Após a mudança da nobreza para a região de Faubourg-Saint Germain, do outro lado do rio, e pertinho da famosíssima Torre Eiffel e do seu idílico Champs de Mars (perto do qual encontramos, por exemplo, o Museu Rodin, casa de  Abraham Peyrenc de Moras, pessoa abastada ligada ao mercado financeiro no final do século XVIII, início do XIX), o Marais foi descoberto pela comunidade judaica que, até à mancha escuríssima que foi para a história da Humanidade, dita racional, o regime nazi (e que, infelizmente, não reina sozinha no mundo do horrível e do que causa vergonha ao mais desligado ser humano), aí prosperou e cresceu. No final da guerra, tínhamos um bairro destituído da vida que outrora albergava, agora remetido a região operária.

Sendo uma das regiões mais fustigadas pelos ataques, temos, nos anos 50, um Marais ferido e a necessitar de reparações profundas, que fez com que DeGaulle o considerasse, já nos anos 60, um sector a ser salvaguardado e recuperado, dada a sua importância cultural. Seguem-se os restauros. As antigas mansões albergam hoje museus e um dos seus espaços, deu lugar à região onde vemos agora um dos monumentos de visita obrigatória, o Centro de Arte Moderna Georges Pompidou.   

Pondo a parte histórica de lado, porque é importante saber como chegámos ao bairro fantástico que temos hoje, mas não é apenas isso que lhe dá o brilho, encontramos, actualmente, um Marais onde afluem e se encontram as comunidades judaica, gay, chinesa, com o toque artístico dado pelas várias galerias pelas quais por lá passamos. As lojas mais famosas, hypes, algumas exclusivas, têm morada pelas ruas onde outrora os nobres se passeavam, mostrando que se tornaram espaços de moda, criadoras de tendências.


Há, por tudo isto, qualquer coisa de fabuloso nos passeios de domingo no Marais. Em primeiro lugar, porque, dada a forte influência judaica, parece ser a única região de Paris que acorda e se move nesse dia. Quem não conhece Paris, estranhará, mas há uma inércia dominical, de tradição conservadora católica que assusta. Quase tudo fecha, e a cidade entra num estado de entorpecimento, só quebrado com a vida fervente de algumas regiões, sendo o Marais, para mim, um destino de excelência.


Para um dia bem passado, e uma caminhada diária que aqui em casa adoramos, aconselho o pequeno almoço no hotel, ou numa boulangerie perto do local onde ficarem, seguido de um passeio matinal pelo Jardin des Tuileries. Entrar no Jardin pelos Champs Elysées, passando o obelisco, e avistar ao longe a imponência do Louvre, aquele que foi, outrora, a residência real e imperial, é, de facto, merecedor de lembrança. Pelo caminho, as fontes e as estátuas mostram-nos a elegância tão distintamente francesa, e podemos ainda avistar, do lado direito, a fachada do Musée d’Orsay, antiga estação de comboios, que nos faz viajar para tempos idos, quando entrar na cidade onde até os relógios são dignos da realeza exuberante devia ser avassalador.


Segue-se então a entrada da Rue du Rivoli, do lado esquerdo do Louvre, que nos transportará ao Marais. Gosto particularmente de deixar para trás o espaço turístico para ver um Paris diferente, que mostra a sua multiculturalidade residente, não a de visita, com o que tem de bom e de mau. Caímos na realidade de uma capital com os seus sem-abrigos que se reúnem, em convívio, a jogar cartas, por cima das grelhas de saída de ar quente do metro, única forma de aguentarem o rigor do inverno francês. Uma realidade que nos acorda do estado inebriado pelo cenário idílico e sumptuoso que tem o Louvre. Ao domingo, as lojas estão fechadas, excepto em alturas específicas do ano, pelo que a nossa atenção poderá estar totalmente focada nas gentes e nos espaços de uma cidade secular. Sem outras distrações, apreciamos a imponência do Hôtel de Ville (Câmara Municipal) e outros espaços históricos pelos quais passamos.


Entramos no Marais, normalmente, pela rua em frente à saída da estação de metro Saint-Paul (fica a dica para quem lá quiser ir ter directamente), e passamos pela maravilhosa Eclair de Génie (delícias caras, mas dignas, pelo menos, de experiência). Perdemo-nos pelas ruas e praças, descobrindo as famosas casas de uma aristocracia esquecida, observando as montras aliciantes e bem cuidadas, até chegarmos à Rue des Rosiers, onde paramos para almoçar algo diferente. Seja um falaffel num dos restaurantes que se afirmam os melhores de todos, sempre nas janelas viradas para a rua, nos quais pedimos o que queremos para comer sentados num degrau de mármore ou num banco do jardim da Place des Vosges, ou uma sandes de Pastrami, na famosa (e fantástica, digo) loja de delicatessen Yiddish Sacha Finkelstein, terminamos sempre com um Sernik, simples ou de sabores, no espaço de fachada amarela. Adoro os almoços “maraisianos”.

De barriga cheia e alma contente, as energias estão recarregadas para visitar uns espaços de arte e história do bairro. O Musée Carnavalet, aberto ao público de terça ao domingo, com entrada gratuita na exposição permanente, é um espaço fantástico para aprendermos mais sobre a cidade da luz, através de pinturas, maquetes, objectos contadores de uma realidade passada, em salões e quartos outrora refúgios de alguém. Famoso, normalmente. Podemos, ainda, aproveitar para visitar a casa de Victor Hugo, na Place des Vosges, intacta e com os móveis ainda no lugar, inspiradores de histórias e estórias de uma vida eterna. A entrada para as colecções permanentes é igualmente gratuita. 

Quando o sol se começa a pôr, nada melhor do que terminar o dia com a travessia do Sena por uma das pontes que separam o Marais da Ilha de Saint Louis, romântico, certo, mas, acima de tudo, regenerante e enternecedor, para encontrarmos uma gelataria de tradição, onde provamos dos melhores gelados artesanais que já comi, a Berthilon. As bolas são mais baratas do que a cadeia multinacional da Haagen Daz, menores também, mas confesso que saboreamos a mestria de uma casa de excelência. E isso faz toda a diferença.


A deliciar-nos pela rua, independentemente da temperatura, chegamos à sumptuosa Notre Dame, cujos sinos à hora certa nos lembram estórias de amantes e ciganas, de paixão e humildade, luta e sacrifício. Paramos à frente da catedral, musa de artistas ao longo dos tempos, e, naquele estado de contemplação terminamos o dia e regressamos a casa. Horas em cheio, mas com uma satisfação por, nelas, termos feito parte e conhecido mais um pouquinho daquilo que é a vida de domingo de uma das cidades mais grandiosas do Mundo.





Fontes:


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito # 8

Ao fazer a mala para dois dias passados em Amesterdão, lembrei-me que poderia ser interessante mostrar-vos, como Dicas, a pequena bolsinha que levei com maquilhagem. Não tanto como produtos a levar em viagem, mas sim como os básicos que eu acho que servirão para a maioria das mulheres, pelo menos pensando no universo feminino que me rodeia. Para quem me pergunta frequentemente quais os essenciais, aqui vai uma opção.

Antes de mais, sinto-me na obrigação de sublinhar que a maquilhagem, como qualquer outro produto que acabam por reflectir quem somos e o que gostamos, em nós, é extremamente subjectiva. São escolhas que fazemos não apenas tendo em conta escolhas estéticas, mas também de conforto. Por exemplo, a minha mãe e uma grande amiga minha não saem de casa sem lápis preto, no mínimo, por mais que outros produtos, de outras cores, lhes salientassem o tamanho e cor dos olhos. É uma questão de auto-estima e segurança.


Este conjunto, por isso, pode ser perfeitamente de básicos, essenciais, dos mais fáceis de aplicar, para quem quer ter maquilhagem para o dia e para a noite. De salientar que servirá melhor a quem gosta de olhos e lábios simples, sem esfumados, sem pincéis. Posto isto e sem mais demoras, eis o que eu levei e pode servir de guia para comprar o “kit de primeiros passos na maquilhagem”, para estar sempre bem, sem esforço.

Face:
Muitas pessoas não gostam de base porque acham que vai “entupir” a pele ou parecer reboco, ou qualquer outra opinião formada de experiências que correram mal. Na realidade, como já escrevi por aqui, a base deve ser, provavelmente, o produto mais pessoal, que devemos experimentar, várias vezes, de vários tons e feitios, antes de optar por uma apenas. É algo que não devemos delegar a outra pessoa, nem comprar um tamanho grande antes de experimentar algumas amostras. Vale o que vale, mas é a minha dica.
Contudo, para algo simples e rápido, feito para ser inclusivamente aplicado com os dedos (apesar de já haver pinceis para o efeito, que eu não uso, confesso), temos sempre um BB cream. Este é o da Missha, coreano, que estou a testar agora, mas há vários no mercado, adequado a vários tipos de pele. Outro do qual gostei imenso foi o da Shiseido, e, no ano passado, usava um da Garnier, que, com a apliação de outros produtos, mais adequados para a minha pele, acabei por pôr de lado (sem desprezar a relação feliz que tivemos, juntos).

Ainda para a cara, podemos ter sempre um blush em creme que pode ser aplicado com os dedos. No início, pode parecer tarefa de gigante, mas, acreditem, com o tempo vai-se dominando a técnica e consegue-se, rapidamente, com os dedos, dar um tonzinho bonito às maçãs do rosto. Este, que estou a testar, é o Fawn dos novos blushes HD da Make up forever. Cada vez aprecio mais um blush de tom mais terra, neutro, que pode ser usado com qualquer maquilhagem. se tivesse se escolher um apenas para usar toda a vida, teria de optar por um nestes tons (qual, não sei. :) ) Brevemente falarei sobre este, especificamente, num post só para ele.

O iluminador pode parecer escolha estranha para um conjunto de básicos, mas não é. Pelo menos para mim. Desde a minha primeira caneta Touche Eclat da YSL que tem ganho o meu reconhecimento crescente como utensílio até nos dias em que não queremos pôr mais nada. Este é um da Becca, que estou a experimentar, que é mais brilhante que o famoso da YSL. Serve na perfeição para “acordar” o meu olhar, seja com uma pitadinha de produto no canto interno do olho, ou no osso superior da maçã do rosto. Algumas canetas iluminadoras sem purpurinas (dão luz à pele, mas não brilham), especialmente, têm ainda a vantagem de poder servir de corrector, já com um pincel, sendo um dois em um interessante.

Como eu tenho tendência para acne, acrescento ainda um corretor da Clinique, que trata as borbulhas/espinhas enquanto as trata. Caso surja uma, pelo caminho, leva com este produto e tem funcionado muito bem.

Olhos:
 Para os olhos, levei mais dois produtos que estão em testes e que encontram, na categoria, em todas as marcas e preços. Claro que uns melhores do que outros, mas isso cabe a cada uma averiguar a relação preço/qualidade que está disposta a seguir. Um rímel preto e um lápis preto (podem ver as minhas considerações sobre o meu ajuntamento no post que escrevi há pouco tempo), simples, ambos muito fáceis de aplicar e sem necessitar de grande savoir-faire. Durante o dia, apliquei o lápis preto na linha de água e o rímel nas pestanas só para abrir o olhar. Levei o conjunto da CK one para experimentar, aproveitando o facto de que o lápis tem uma ponta iluminadora, para o canto interno do olho.

À noite, para criar algo mais intenso, retoquei o lápis preto em baixo, desenhei uma linha, fina, junto à raíz das pestanas superiores, sem necessitar de ser muito precisa, e, com a sombra cinza taupe da Sisley, no tom Quartz 10, usando mesmo a esponja que vem na caixinha, puxei o tom do lápis para cima, carregando mais no canto externo do olho e deixado o interno apenas com uma linha preta discreta. Com a mesma esponja, fiz o mesmo em baixo e “rasguei” o olhar, arrastando o tom no canto externo ara fora. Muito simples e sem necessitar de grande técnica.

Lábios:
Com uns olhos e uma tez discretos achei que faria sentido dar uma corzinha aos lábios, especialmente à noite. Eu tenho este kit da Dior, o Holiday Couture collection, que tem um bálsamo, que usei durante o dia, um Dior Addict Extreme no tom 756 e um gloss, para a noite, mas há, mais uma vez, batons e produtos para os lábios de vários tons e preços. Eu apostaria sempre num mais nude, ou num simples bálsamo, para quem quiser, para o dia e num vermelho bonito (cuidado, há muitos com ar pouco elegante por aí), ou outra cor divertida, para a noite. Depende mesmo daquilo que mais gostarem, tendo em conta que são dicas para quem não tem quase nada de maquilhagem e só quer ter o básico.

Unhas:
O kit de lábios tem a vantagem de ter o verniz/esmalte 999, da Dior, em miniatura, perfeito para retoques. Admito que, até conhecer o duo 999, e depois de muito observar os vermelhos que por aí andam (e de muito conversar com a autora do Coisas e Cenas sobre o assunto), ainda não me tinha aventurado pelo tom. Há imensos do género, especialmente para as unhas, mas nenhum com a classe deste (mais uma vez, é uma opinião, subjectiva, que é válida para mim, mas pode não ser para vocês). Como a minha roupa era mais neutra, como é a minha roupa comum no inverno, optei por levar umas unhas vermelhas, que combinariam com os lábios.

Confesso que fiquei extremamente contente com a escolha e, se eu fosse pessoa para ter apenas uns básicos para usar de vez em quando, em reuniões e festas, seria esta a minha opção. Mas não sou, que eu cá prefiro, como já devem ter entendido, diversidade e experiências. Fica a dica, para quem gostar de olhos de lápis preto, com opção de algo discreto para dia e algo mais intenso, com um pop de cor elegante nos lábios, para ocasiões especiais. Com um vestidinho preto, acreditem, estarão elegantes e brilharão com uma maquilhagem simples, fácil de fazer em casa e que fica sempre bem (ou quase sempre, vá). Digna de passadeira vermelha, olhem vejam aqui: 







sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Bolo de pêra com chocolate

por Carol Vannier

A receita desse bolinho pra mim é um bom exemplo das receitas francesas. Primeiro a imbatível combinação de pêra e chocolate. Depois as medidas em peso em vez de volume. E por último, é uma delícia!

Ela veio de um livrinho que comprei num sebo, e só tem receitas de bolos para fazer naquela fôrma de bolo inglês, tanto doces como salgados. Esses bolos salgados são outra coisa engraçada que é comum na França e aqui não vejo muito. São uma opção legal de prato salgado e que viaja bem, para piqueniques ou festas participativas.

Como vocês podem ver abaixo, não usei a fôrma de bolo inglês. A cozinha da casa nova ainda não tem armários, então não tive coragem de lotar todas as nossas poucas superfícies com bugigangas que não têm seu lugar ainda. (Mentira, ela já tá lotada, mas podia estar pior...) Minha conclusão é que o bolo funciona dos dois jeitos. Claro que assa mais rápido como muffin, mas fica mais úmido como bolo inglês.

Ela é uma receita vapt vupt se você tiver acesso a pêra em calda já comprada pronta. Se não, não desespere, é molezinha de fazer, só adiciona mais algumas etapas ao bolo. Se estiver com muita preguiça, pule a parte do bolo e fique só com a pêra em calda e o chocolate derretido, não tem erro ;)



BOLO DE PÊRA COM CHOCOLATE


140g de manteiga
2 ovos grandes, ou 3 pequenos
40g de cacau em pó 
40g de chocolate amargo (sempre aumento um pouquinho, não resisto)
160g farinha de trigo
10g de fermento em pó
170g de açúcar de confeiteiro
400g de pêra em calda* (3 ou 4 pêras) escorridas e cortadas em cubos

  • Deixe a manteiga amolecer a temperatura ambiente e tire os ovos da geladeira 1 hora antes. Escorra bem as pêras em calda e corte-as em cubos. Você pode secá-las no forno baixo por 1 hora ou usar papel absorvente. 
  • Pique o chocolate amargo e derreta-o em banho maria, mexendo até obter um creme liso. 
  • Numa vasilha grande misture bem a manteiga com o açúcar, e depois incorpore os ovos, um de cada vez, batendo vigorosamente. Acrescente o chocolate derretido e misture bem. 
  • Numa outra vasilha, misture a farinha, o cacau e o fermento e depois as pêras. Adicione essa mistura à anterior e deixe o conjunto descansar na geladeira por 45 minutos.
  • Pré-aqueça o forno a 210ºC (alto). Coloque a mistura numa fôrma de bolo inglês untada e enfarinhada, leve ao forno e asse por 5 minutos, e então reduza a temperatura para 180ºC (médio), deixando por mais 45 minutos. Quando a parte de cima estiver bem corada, cubra com papel alumínio.
  • Quando um palito inserido sair limpo, retire do forno e deixe esfriar antes de desenformar.

*PÊRA EM CALDA

1 litro d'água
300g de açúcar
3 ou 4 pêras
opcional: baunilha ou cravo

  • Leve a água com o açúcar e a baunilha ou cravo para ferver. 
  • Enquanto a calda esquenta, descasque e tire o miolo das pêras. 
  • Quando a calda já estiver fervendo, coloque as pêras na panela e deixe cozinhar até que fiquem macias (aprox. 10 minutos, mas depende muito da pêra).
  • Se for usar no bolo, já pode escorrer e esperar esfriar. Se quiser guardar, conserve junto com a calda.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Das pessoas | As calhandeiras de língua bifurcada

Há pessoas que gostam de falar muito. Sobre tudo. Especialmente sobre a vida dos outros. Pessoas para quem o diz que disse do foi não foi ganha a importância de uma declaração de um tratado de paz, ou, melhor de início de hostilidades, como tanto gostam. Pessoas a quem importa o que aconteceu, o que não aconteceu e, principalmente, a história mirabolante daquilo que poderia ter acontecido. A veracidade é, para elas, tão relevante quanto um guarda-chuva num dia de sol.

Há pessoas que são ouvidos, outras boca, algumas não querem nem saber e há as universais, que são tudo e mais alguma coisa. Não contentes em focinhar meandros que não lhes pertencem, absorvem o que podem (ou o que querem, da maneira que mais lhes aprouver), criando o veneno adequado ao interlocutor escolhido, que escorre das suas línguas bifurcadas. Acham-se senhoras, as pessoas, estas, daquilo que afirmam com convicção, pensando, com isso, estar acima dos mundos que vão partilhando por aí. Mas quanto se enganam.

Há pessoas que ouvem, e partilham, e adulteram o que já interpretaram de forma adulterada. Juízes das palavras e acções que outros, os pobres crentes, tiveram o azar de partilhar (ou não, porque se não se encontra a informação, há sempre forma de a criar). Para quem o alento de uma maledicência enche uma alma vazia, desprovida de sentido. Espírito inútil que se alimenta de enredos alheios para esconder a solidão e frustração de uma vida pálida e acinzentada. Sem cor, nem brilho, nem felicidade.  

A Ellen Page disse, na sua declaração recente, brilhante, que "o mundo seria bem melhor se nos esforçássemos para ser menos horríveis com os outros". Podíamos, devíamos, começar por aí. Deixar de lado a tendência sedutora dos dedos apontados, dos julgamentos de vidas outras, do complexo de divindade descida à Terra, melhor do que os outros, das palavras ocas jogadas ao vento, ou à mente de quem quer ser envenenado. A comunicação tem fins muito mais nobres que esse. Um deles, simples, é, na dúvida, questionar sobre a veracidade das palavras ouvidas por aí e, já agora, calar antes de afirmarmos o “certo” sem fundamento. A sociedade agradece. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Banho | Produtos acabados # 1

Não é comum ter assim tantos produtos acabados para vos mostrar, a não ser os de banho. Desta vez, por coincidência, ou nem por isso, já que comprei todos os produtos em Janeiro, quando me mudei por uns meses para Paris, findaram três, mais ou menos por volta da mesma altura. Achei que estava mais do que na altura de fazer um post, dado que não quero ficar com as carcaças aqui em casa. Já gozam comigo pela quantidade de cremes que tenho a uso, o que não diriam se vissem embalagens vazias a acumularem-se a um canto.


Confesso que, com qualquer um deles, não foi das melhores experiências que tive. Mas vamos a eles, um a um:

1. Champô Phytoapaisant, da Phyto – Desenvolvido para acalmar o couro cabeludo sensível e/ou irritado não tenho, a esse propósito, nenhuma queixa a fazer. Não senti comichões desagradáveis enquanto o usava, o couro cabeludo não ficou reactivo nem houve caspa desagradável. Mas, gosto de um champô são sirva bem apenas um só propósito, e este secava imenso o resto do cabelo. Tive de comprar um amaciador (supostamente – verão porquê depois) potente, para equilibrar o estado em que este produto deixava o cabelo. Além disso, um frasco de 200 ml durou-me, lavando a cabeça dia sim, dia não, menos de um mês, coisa que me fez inclusivamente questionar se a embalagem teria vindo cheia ou não.  Apesar de ser um bocadinho mais caro, o Bain Vital Dermo Calm da Kerastase dura mais e deixa o meu cabelo francamente mais bonito e cuidado. 

2. Amaciador Phytobaume réparateur – um cuidado para cabelos estragados e ou enfraquecidos, prevenindo que estes se quebrem; enriquecido com keratina vegetal; sem pesar, tinha tudo para me agradar. Mas, no meu cabelo fino mais também seco nas pontas, não serviu de muito. Pelo contrário, tive de ir a correr comprar uma máscara nutritiva (da qual vos falarei posteriormente), para devolver ao meu cabelo o brilho que tinha, deixando-o desembaraçado e macio. Escusado será dizer que não voltarei a comprar. Tanto os condicionadores como o Moroccanoil que deixei em Portugal (uma mala de 20 quilos para três meses não é muito) fazem mais pelo meu cabelo do que este. Tenho um kit de champô e condicionador da Phyto, para viagens, com o qual vou dar mais uma oportunidade à marca de me surpreender. Entretanto, também comprei um condicionador da John Frieda, logo vos direi como se portou.

3. Gel de duche Caudalie Thé des Vignes – Há produtos que me deixam com uma expectativa tão grande que, quando não cumprem aquilo que eu tinha planeado para eles, me deixam frustrada. É raro isso acontecer, confesso, mas acontece. Este gel de duche foi um deles. O produto é bom, limpa, cheira divinamente bem, mas, fora isso, nada de especial. Muito menos algo que valha o preço a que está em Portugal. Pode ser perfeito para peles sensíveis e delicadas, que reajam mal a ingredientes de outros produtos mas, para mim, tanto o hidratante da Dove quanto um ou outro da Bourjois continuam predilectos. Também durou muito menos do que estou habituada num produto do género, dando 200 ml para pouco mais de duas semanas, a tomar banho todos os dias (claro! ).

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Devaneios | Carta a uma parceria vitalícia*

Quando os olhos se perdiam em histórias fantásticas que imaginávamos nas janelas do prédio em frente, abandonado há muito, mas cujas persianas mais ou menos fechadas nos faziam criadoras do real ficcionado, julgávamo-nos intocáveis, inabaláveis, como se a paz estivesse ali e ninguém pudesse rasgar a fotografia do momento perfeito. Tudo parecia resultar numa facilidade e humor muito nosso, brincando e voando com guarda-chuvas mágicos, alegres e em harmonia como dentes de leão estivais, pelos vendavais que por nós iam passando. 

Ninguém que nos visse duvidaria da relação perfeita entre a calma e a tempestade, entre a paz e a intempérie, tão latina, que tornaria a coexistência um misto de gargalhadas e silêncios, todos eles sentidos, todos eles aceites e tão bem compreendidos. Fazem-me falta os degraus cantantes, e as loucuras gastronómicas, e até as sopas de cebola, intercaladas com batidos de banana, num sacrifício, de gigante para as gulodices que somos, só com piada porque partilhado contigo. 

Hoje, os mais pequenos pormenores do quotidiano como rodar a chave na porta ou olhar o reflexo que não reconheço ao espelho se tornam demasiado solitários, sem alguém para ouvir os meus devaneios de musa perdida. Sabíamos de antemão que o futuro chegaria, e que a dupla, ou até mesmo o trio ou quadra que se juntava à volta de um pedaço de ambrósia quente, seria impossibilitado, por caminhos agrestes, de repetir a sazonalidade dos encontros. Nunca o negámos. 

Mas, e os murmúrios das divagações nocturnas no sofá, quem as ouvirá agora? Quem melhor para as ouvir? Quem desligará a massa que ficou por cozer? O Mundo é nosso, e sempre será, e o no meu sempre estará o teu, como parceiros fiéis em batalhas de Tolkien, cujos exércitos virão em defesa sempre que necessário. Somos elfos, humanos e anões, todos juntos, todos contra as nuvens que às vezes se tornam demasiado carregadas de tudo o que é mau para desaparecerem sozinhas. 

Ter-me-ás, lealmente, para sempre.

*devaneio escrito outrora, mas novamente partilhado. Porque uma pessoa é mais do que uma coisa só e há momentos, ficcionados ou não, que merecem o seu espaço. :) 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Verniz da Semana # 13


Numa primeira leva de produtos em saldos no site da Bourjois, na qual vieram cá para casa o Liner Feutre num tom beringela e o 1 Seconde num azul lindo, escolhi, como item de oferta, um outro verniz, de outra linha, para testar. Dessa vez, optei pelo 40 Violet Couture, um violeta bem vivo, mais voltado para o fúchsia do que o azul. Garrido, mas bonito.


Com o So Laque Ultra Shine, com vinyl, a Bourjois garante umas unhas pintadas que aguentam até 7 dias, sempre brilhantes. Embora, mesmo com top coat, não tenham cumprido a promessa de uma semana de verniz sem necessitar de retoques, aguentaram, perfeitamente, uns 5 dias sem lascas nem desgastes.

A aplicação deste verniz é simples e fácil, com um pincel achatado e larguinho, embora não tanto quanto o do primo 1 Seconde. A textura é cremosa, mas precisa de duas camadas para ficar homogénea, e brilhante, mesmo ao secar (processo que, para ficar perfeito, demorará pelo menos 15 minutos) . Tem efectivamente um ar de manicure feita numa profissional, comprovado pelos elogios que recebi enquanto o tinha. No Bon Marché, inclusivamente, uma das vendedoras chegou a perguntar-me se a tinha feito lá, no espaço dedicado às unhas e cabelos. Vale o que vale, mas é sempre simpático receber elogios destes (quem conhece o espaço sabe do que estou a falar :) ).



Mais uma vez, é muito fácil encontrar Bourjois à venda. Em Portugal, comprava produtos na Bourjois na Balvera, normalmente, onde os encontrava a um preço mais aliciante. Portanto, será seguro dizer que podemos encontrar a linha dos So Laque a preços entre 5 a 10 euros. No Brasil, a marca pode ser encontrada da Dufry a preços semelhantes aos da Bourjois francesa, ou online, onde encontrei esta linha a cerca de R$20.  

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito #7

A vida é feita de prioridades. Até aqui ninguém questiona. Não estou a falar das necessidades básicas que, dessas, ninguém deve escapar e nem se coloca a sua importância. Comer, beber, andar vestido e um tecto. Para ficar bem claro e evitar confusões porque não, não acho que um batom ou uma sombra seja mais importante do que tudo isto. Mas, havendo como desejar uns produtinhos de beleza que nos façam sentir bem, bonitas e alegres (porque, por mais que haja muita gente que não o entenda, há tantas, como nós, que o compreendemos bem), podemos optar por investir mais numas categorias e menos noutras.

Esta semana, vi este vídeo do Wayne Goss sobre “onde poupar e onde gastar em maquilhagem” e achei que seria interessante partilhá-lo convosco. A tónica nos produtos para a cara é algo com o qual concordo, humildemente, no meu amadorismo. É importante termos uma tez  bonita que, em primeiro lugar, como já partilhei convosco noutro post de dicas, deve vir de uma pele bem cuidada e não da quantidade massiva que pomos de base (porque não há base no mundo tão bonita quanto uma pele cuidada, natural, digam lá o que disserem). Depois, uma boa base, mesmo que seja mais cara, é fundamental para um aspecto o mais natural possível. “Abaixo o reboco!”, como carinhosamente chama o espécimen masculino que mora aqui em casa a todas as bases pesadas e que se notam.

Confesso que gosto igualmente de produtos melhores para os lábios (que não passam por ser exactamente os mais caros), com uma fórmula que me agrade e não apenas com uma cor bonita. Os meus lábios são sensíveis e tenho uma aversão a cheiros que me incomodem. Mas, quando quero um tom que não usarei frequentemente e do qual já sei que me cansarei com facilidade, opto por um mais acessível, normalmente da KIKO, cuja relação qualidade/preço me interessa.

Não sendo exemplo para ninguém, porque, vá, nem toda a gente se interessa ao ponto de ter um blog dedicado (não só, mas principalmente), ao mundo do “all things beauty” (sim, sim, em inglês, pode parecer presunção mas, admito, é uma expressão como “bits&bobs”, sem a carga equivalente em português), aprecio francamente a qualidade ainda de vernizes que são, normalmente, mais caros. Voltar de um Dior (ainda esta semana falava disto a uma amiga enquanto partilhava o meu amor pelo 999) a um  corriqueiro, sem especificar marca, é francamente difícil. Não só porque há tons que são absolutamente fantásticos, nos mais caros, mas alguns têm, também, fórmulas bestiais. Pensando nos mais recentes, ainda dentro dos acessíveis, um 1 Seconde da Bourjois (uns 10 euros) é bem mais apreciado aqui em casa do que quatro vernizes de 2,5 €, que não me aguentam uma semana.

Enfim, um dia partilharei convosco as minhas prioridades enquanto aficionada nesta área, que não são as de quem prefere ter só alguns essenciais em casa. Para quem quiser, seguem as dicas do Wayne Goss, maquilhador profissional inglês, que é bastante claro e genial em muitas das coisas que diz. Claro que cabe a cada um ouvi-lo (a ele e a toda a gente) criticamente, adaptando as dicas àquilo que mais gosta. Espero que vos dê jeito. :)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cebola imbatível

por Carol Vannier

A experiência de ir estocando pela primeira vez uma despensa (ou na falta de despensa, um gaveteiro de plástico) não é nova para mim, porque nos últimos 6 anos foram muitas mudanças. É engraçado começar do zero algo que depois vai ser sempre um moto contínuo, quando a sobra de um ingrediente vira inspiração ou motivo pra fazer outro prato, para o qual precisamos comprar mais outra coisa, e assim vai...

Mas além desses ingredientes "motivadores", toda dispensa tem suas bases, seus constituintes essenciais, que cada cozinheiro não sabe se virar sem. E sabendo usar bem esses recursos, é possível às vezes tirar leite de pedra ;)

Quando resolvi fazer essa receita, percebi que o molho da cebola no final, apesar de levar muitos ingredientes, poderia ser feito usando coisas que eu sempre tinha em casa, com alguma pequena adaptação. O prato completo que está no link vale muito a pena, mas pra mim a estrela de tudo é essa cebola do final. É viciante de tão bom! Eu não consigo mais fazer carré de porco sem fazer a cebola assim, e agora o peito de frango também foi contagiado. É bom fazer com carnes que levam mais tempo cozinhando, como porco e frango. Se for fazer bife de vaca, o tempo de frigideira é muito curto para as cebolas compartilharem com a carne.

O segredo por trás de um sabor tão empolgante é usar todos os sabores: salgado, doce, azedo, umami* e amargo. O amargo na verdade só vem se você der uma tostadinha, mas vem o apimentado de brinde.
Os ingredientes são 4:
  • Shoyo, que pode ser trocado por molho inglês por quem preferir, mas nunca experimentei
  • Vinagre, que na receita original é de arroz, mas eu sempre troco por balsâmico
  • Mel, que pode ser trocado por melado ou açúcar mascavo, ambos testados e aprovados
  • Pimenta, que na receita é Sriracha, que se tiver no Brasil vai ser os olhos da cara. Eu gosto de usar pimenta calabresa em flocos, ou dedo de moça picadinha, ou do reino mesmo.
Não dou medidas porque eu mesma nunca medi. Minha neurose de medida se restringe aos doces e pães, ainda bem. A idéia é começar a fritar seus carrés ou peitos de frango normalmente, e quando virar para fritar o segundo lado, acrescentar as cebolas. Depois que elas amaciarem e dourarem um pouco, ir adicionando esses ingredientes na ordem acima, ou em outra ;) Quando a cebola estiver num tom marrom irresistível, bem, não resista... E use bastante cebola pra não dar briga!


* Essas teorias sobre sabores não são muito sólidas pelo que eu saiba, mas pelo menos na comunidade gastronômica, o umami é bem aceito.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sugestões | Amesterdão

foto:capitaiseuropeias.com

A Salinha vai, na próxima semana, dar um pulinho de dois dias a Amesterdão. Com bilhetes desde Paris a 15 € de autocarro é uma óptima oportunidade para conhecer uma cidade que, pelo que leio, deve ser absolutamente fantástica. Por isso, quem tiver sugestões e dicas de locais para comer, visitar, passear e fazer umas comprinhas, deixe nos comentários por favor, fico muitíssimo agradecida. :) 

Compras | Bourjois a 50%

Há cerca de semana e meia o site francês da Bourjois estava com 50% de promoção, incluindo em artigos já saldados. Como já queria comprar uns produtos de banho, que ficaram a 1,5€/cada, aproveitei e encomendei mais uns quantos, dos quais me tinha esquecido em Portugal ou que não conhecia. Assim sendo, por 19,9 € vieram oito produtos da marca e duas amostras do novo BB cream com efeito bronzeador. Belo negócio, pareceu-me.
 

Para que saibam o que se anda por aqui a testar e do qual sairá um post de opinião assim que esta estiver consolidada, eis os produtos que vieram da Bourjois:

1. Gel de Duche Délices de Soleil – Gel de Duche que hidrata ao mesmo tempo que prolonga o tom e deixa a pele com um aroma a praia;

2. Duche Sérum Désaltère Moi – Supostamente o primeiro sérum de hidratação, no banho, da Bourjois;

3. Creme Moussante Demaquillante – desmaquilhante especialmente concebido para peles secas e sensíveis;

4. Toalhitas desmaquilhantes – práticas para qualquer limpeza rápida ou em viagem;

5. CC cream de olhos, no tom 22 Beige Clair;
 
6. Verniz So Perfect! Base Correctrice;
 
7. Verniz So Laque Ultra Shine 39 Jaune Trendy;

8. Mini Verniz 87 Fashion Show à New York ;

Qual é o vosso produto da Bourjois favorito?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bioderma | Créaline AR BB Cream


Há um mês que uso, praticamente todos os dias, o primeiro BB Cream que, de facto, tenho vontade de voltar a comprar, assim que acabar. Podia estar tudo dito e, quem quisesse, ia correr a comprá-lo, mas não, ele não se adapta a todas as peles e gostos e, apesar de me agradar e de cumprir na perfeição a função para o qual o comprei, tenho a plena noção de que é, realmente, daqueles produtos que não servirá a todos. Dir-vos-ei porquê.

O Créaline/Sensibio* BB cream Anti-rougeurs da Bioderma,segundo a marca, foi desenvolvido para pele sensível e com tendência a vermelhidão por razões climáticas ou stress, seja ela temporária ou permanente. Enquanto que o complexo D.A.F, “aumenta a tolerância da pele”, o Rosactiv, patenteado pela Bioderma, pretende ter uma “dupla acção  biológica sobre os factores responsáveis pela vasodilatação permanente e fragilização dos pequenos vasos sanguíneos, que estão na origem da rosácea”. Como bom BB, é ainda um creme hidratante, com cor, que “uniformiza e ilumina a tez, alisa a pele para um toque aveludado”. Tem ainda SPF 30, protegendo a pele dos raios UV, “que agravam a vermelhidão”.

A minha pele reage bastante a mudanças rápidas de temperatura, ao vento seco, ao sol… enfim, é uma mariquinhas sensível que fica vermelha com muita facilidade. Não estou a falar de uma dermatite atópica ou rosácea agressiva, mas sim de regiões, especialmente ao lado e em cima do nariz, que ficam vermelhas por tudo e por nada e, claro está, não fica muito bonito (além de ser desconfortável de tão quente que essa zona fica). Como estou num inverno seco e frio, onde a diferença entre a temperatura dentro e fora de casa é considerável, decidi, na minha primeira ida à citypharma, que talvez fosse interessante experimentá-lo, já que não sou menina de pôr todos os dias base.  Por 12 euros, pareceu-me um produto de uma marca confiável, que desse para trazer mesmo sem um teste prévio.

A primeira reacção, quando cheguei a casa, foi “que sorte!”. O único tom existente deste creme, o Clair/Claro é exactamente o meu tom de inverno, um NC 20 da MAC ou B30 da Chanel. Escusado será dizer que qualquer pessoa que tenha um tom ou muito mais claro, ou mais escuro que o meu não vai conseguir usá-lo (pelo menos de forma discreta e natural, como se pretende). A Bioderma considera que este "Claro" corresponde à maioria das pessoas, mas, na minha humilde visão da tez alheia, parece-me uma noção demasiado redutora da diversidade de tons. Poderia, pelo menos, ter lançado três, um muito mais claro que este e um mais escuro, se queria agradar realmente à maioria.



Sobre o produto em si, confesso que tem sido uma autêntica salvação. Mesmo com óleos, o vento seco e a água francesa ressecam a minha pele normalmente mista a oleosa e sinto que, mesmo depois do hidratante, este BB cream vem complementar a minha rotina diária, protegendo de forma notória a minha pele. A reacção a mudanças de temperaturas é, agora, praticamente nula e as vermelhidões reduziram bastante. Ajuda, sem dúvida, o facto de estar a usar o creme de dia anti-rougeurs da Avène, recomendado pela Lisa Eldridge, mas é de notar que, mesmo assim, nos dias em que saí sem este BB da Bioderma à rua, senti a pele nua e mais sensível.

Tem uma textura cremosa, que deixa a tez uniforme, aveludada e luminosa, mas sem brilhar demasiado como senti com outros BB que testei. Os poros ficam camuflados e, se bem aplicado, é produto para se fundir com a pele deixando-a bonita durante algumas horas sem chegar ao nível, como me parece óbvio, de uma base. Quando quero segurar um bocadinho mais o tom, passo um pincel com pó compacto por cima e resulta muito bem. Nos dias em que é essencial uma cobertura duradora, não é neste BB cream que pego, nem pegarei.  

Não sei se será BB cream para um clima quente, seja seco ou húmido, mas farei o favor de testar em Abril e logo vos direi como se porta. Para quem tem uma pele semelhante à minha e é ou normal a seca por natureza, ou está num clima mais agressivo, pode ser que vos interesse. E muito. Quem preferir a cobertura de uma base e estiver à espera que este BB cream lhe faça o mesmo, também ficará decepcionada. É um BB cream, perfeito para aquilo a que se propõe, mas com algumas condicionantes.  

E, passada a febre dos BB creams, eis que há um que me seduz imenso, neste contexto específico ao qual se viu a minha pele votada. Ninguém disse que aqui em casa se era muito seguidor de “tendências”. Especialmente quando elas chegam de rompante e invadem o mundo da beleza.  

Entretanto, está a caminho um coreano, da Missha, para a Primavera, recomendado pelo blog Coisas e Cenas. Assim que chegar, mostro-o logo. :)

*Créaline é o nome da gama no mercado francês, sendo Sensibio no lusófono.


( Peço desculpa pelo amarelado das fotos, mas o fenómeno dá-se quando a foto é carregada pelo blogger, independentemente dos ajustes que lhe dou previamente. Se alguém souber contornar isto, ajude-me, por favor. :) )

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Inacessíveis* # 1


Já olharam para alguma coisa e pensaram "Caramba, tem o meu nome escrito, foi feito para mim e mais ninguém"? E aí procuram a etiqueta, corta-se-vos o ar e ficam verdes? 

Pois é, hoje aconteceu-me isso com um vestidinho. Quem me acompanha já deve ter reparado que não sou menina de gastar muito com a roupita ou calçados. Compro mais produtos de pele e maquilhagem, aliás, do que tudo o resto. Prioridades para recursos escassos. Mas se há coisa que adoro e, se pudesse, enchia um armário especial, só dedicado a eles, são os vestidos. Quando vi a foto deste da Diane von Furstenberg, os meus olhos brilharam. Confesso. 

Sei que o modelo me fica bem porque é parecido com o meu vestido de casamento, tem um ar fifties como eu gosto... Enfim, como disse, feito para mim (a Diane só ainda não me conhece, mas isso é um pequenino pormenor) !

Agora, alguém tem aí uns 500 euritos a mais, assim, coisa pouca, sem uso, que me possa dar?  :D


* aqueles que são mais do que objectos de desejo, mas que são impossíveis de alcançar. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Delineadores | Os coloridos que faltavam


Já é altura de terminar a ronda de posts sobre delineadores e, ao contrário do que fiz com os azuis, pretos e castanhos, juntei num texto apenas todos os outros que, sozinhos, não formavam grupo suficiente para uma publicação diferenciada. Assim, misturam-se verdes com nudes e beringelas, passando por cinzas para um traço menos carregado, e tem-se uma amálgama de cores, umas melhores, outras decepcionantes.

Comecemos pelos caquis que, desde o primeirinho, da Clinique, que comprei, acho que puxa o esverdeado dos meus olhos avelãs. Avanço depois pelos nudes, beringela, cinza e um roxo, para fechar esta última leva.


1. Clinique Cream shaper for eyes, 103 Egyptian – Num verde azeitona mais escuro, com reflexos dourados discretos, este foi o primeiro lápis colorido para olhos que me lembro de ter comprado. É cremoso q.b. e difícil de afiar (não sei se é assim tão relevante ou será só a minha falta de jeito, mas eu tenho alguma dificuldade em deixá-lo com uma ponta fininha), portanto para um traço mais denso serve na perfeição, mas eu não consigo ser muito detalhada com este lápis. Dura imenso no olho.

2. Chanel Stylo Yeux Waterproof, 104 Kakhi Precieux – Este meu queridinho da colecção de Outono da Chanel já teve direito a um post só dele. Não tenho grande coisa a acrescentar, a não ser que, quem prefere um traço mais fino, também poderá gostar menos deste meu delineador verde seco com dourado que adoro usar apenas com rímel. Como é de rodar, é muito difícil (se não impossível) manter uma ponta fininha e precisa.

3. Urban Decay 24/7, Stash – parecido com o da Chanel, mas num tom mais verde do que dourado, e igualmente com micro purpurinas, o lápis da UD não foge da qualidade dos irmãos e porta-se lindamente. É cremoso, pigmentado e, sem mexer muito no olho ou suar horrores, garante um traço bonito durante largas horas.


4. Rimmel Scandaleyes waterproof, 005 nude – Comprei este lápis numa promoção da ASOS, baratíssimo, para quando quero aplicar na linha d’água inferior um nude e abrir assim o olhar. Fica especialmente bem quando o olho já está muito carregado e não o queremos diminuir imenso. É um beige com um toque ligeiro de pêssego, macio q.b. e bem pigmentado. Dura consideravelmente na linha d’agua, onde outros, até mais caros, são derrotados. Para o preço, é um lápis francamente interessante.

5. Sephora Nano Yeux, 09 pearl beige – foi o primeiro lápis que comprei para o fim do anterior. Não o apreciei nem um pouco. É um champagne acetinado, pouco pigmentado e demasiado seco, para a zona que é, além de desaparecer com um pequeno ai ou bocejo, daqueles que deixam os olhos ligeiramente húmidos. Já o tentei usar para iluminar o canto interno do olho e, não fosse esse pequeno problema com a duração, até que lhe daria algum uso.

6. Clarins Crayon Khol , 07 smoky plum – É um beringela bastante escuro, com alguns pigmentos prateados. É um lápis para ser esfumado, com a ajuda do pequenino pincel que tem na outra ponta. Contudo, quem tem olhos sensíveis, mais vale nem sequer pensar nele, mesmo que as cores sejam muito bonitas; é seco e é necessária vontade para um risco denso e pigmentado. Tenho dois desta linha, porque estavam a um preço muito bom na Balvera, mas, a menos que a Clarins mude a formulação, não me estou a ver a comprar outro da marca.

7. Bourjois Khol & Contour, 07 praline inventif – É um beringela a puxar para o cobre avermelhado, acetinado. É dos menos cremosos e dos menos pigmentados que tenho da Bourjois, apesar de ter uma duração decente e uma cor que eu adoro. Uso-o, mas é mais difícil de aplicar, por ser mais seco, do que outros, da marca.    

8. Clarins Crayon Khol 04 platinum – Comprei-o para um esfumado simples, acinzentado, escuro, quando não me apetece fazer muito mais e mesmo assim ter um ar elaborado e pensado. Serve-me apenas para isso já que, à semelhança do seu irmão beringela, é seco e requer, consequentemente, mais passagens pelo olho para ter um traço denso e pigmentado (o que pode agredir os mais sensíveis).

9. KIKO Glamourous eye pencil, 415 – Os lápis da KIKO, não sendo os mais cremosos, são relativamente bons para o preço que custam (4,2€). Este é um prata acetinado, cremoso quando baste e de aplicação fácil. Não é muito pigmentado na primeira passagem mas, como é macio, dá para trabalhar o tom que queremos sem ferir os olhos. Apesar de ser waterproof, não é intocável, como outros, tendo uma duração boa, mas não resistente a tudo.
  
10. Bourjois Contour clubbing waterproof, 47 purple night – É um roxo claro de subtom azulado com micro purpurinas rosas e azuis. É pigmentado, mas pode ser trabalhado para um tom mais ou menos intenso, permitindo um lilás suave com uma passagem apenas ou um traço bem flash, se mais carregado. É macio e faz jus ao nome waterproof, com uma excelente duração. Já tive alguns lápis desta linha e nunca me decepcionaram.  

No final, fica esta sensação de tarefa cumprida, alguns posts depois. Parecem muitos, mas serão os últimos da sua espécie na minha colecção? Claro que não! O delineador é essencial em qualquer das minhas maquilhagens, nem que seja para brilharem sozinhos, dando-lhe um pop de cor, como acontece com o caqui ou com o roxo. Quanto mais cremosos e duradouros, melhor.


Quais são os vossos delineadores favoritos? De que cor?  (Se alguém avistar os da colecção da Lancôme de primavera 2013, avise-me, por favor. Obrigada. :) ) 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Verniz da Semana # 12

Esta semana decidi dar um descanso às minhas unhas. Porque não me apeteceu pintá-las, porque queria que elas estivessem ao natural uns dias, por qualquer outra razão que me tenha passado pela cabeça. Não usei verniz. Mas apercebi-me, ao mesmo tempo, de que há um do qual não me vou mais separar, o de base.

Na realidade, não estou a falar de um específico, mas do passo em si e, particularmente, dos dois que já experimentei, da Essie. É, de facto, muito importante passar, antes de qualquer verniz de cor, especialmente se for de uma cor intensa, carregada e bem opaca, um verniz de protecção da unha. Não apenas porque previne que a unha lasque e aumenta a duração do verniz de cor, mas também porque evita que ela fique amarela e feia.


Os dois da Essie que experimentei (o all in one base e o nourish me), embora supostamente com propriedades diferentes (que, para ser honesta, não identifiquei com o uso),  foram perfeitos quer na protecção e endurecimento da unha (que se lascava frequentemente nas pontas) e, especialmente, na prevenção do amarelecimento. Com qualquer um deles, pude remover o verniz de cor e andar com as unhas sem nada, já que continuavam bonitas, rosadinhas e fortes. Como se nunca tivessem tido um verniz colorido, azul escuro ou mesmo rosa ou coral.

A única desvantagem é que, à semelhança do top coat, não se consegue chegar até ao fim com um frasco. Os meus, faltando um terço para acabar, começaram a ficar mais viscosos e praticamente inacessíveis ao pincel e/ou impossíveis de serem aplicados. Valeu-lhes o uso que lhes dei e o bem que me fizeram às unhas até lá. Pode ser que a Essie mude, entretanto, o frasco ou a formulação de modo a evitar este pequeno problema.

Quase todos os meus vernizes da Essie foram comprados na promoção "leve 3 pague 2" que, na Balvera, com os 30%, faz com que traga cada um por pouco mais de 4 euros. Mesmo sem promoção, não chegam aos sete euros, nessa perfumaria. Um preço muito bom para a qualidade deles. Na feelunique conseguem encontrá-los por cerca de 11 euros.    

Actualmente, estou a experimentar um da Bourjois. Depois de algumas semanas de uso, dir-vos-ei o que penso dele. Entretanto, fica a sugestão: usem sempre um verniz de base antes do de cor. As vossas unhas agradecerão.

(Se já usarem e tiverem algum predilecto, deixei a sugestão nos comentários, por favor. Como já vos disse, adoro experimentar produtos novos, especialmente até encontrar aquele que é, para mim, perfeito na sua categoria. :) )

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dicas que dão jeito # 6

Viajar é bom e recomenda-se. Para qualquer lado, dentro do país, fora, sozinhos ou acompanhados, por um fim de semana ou meses de aventura. Qualquer destino vale. Por isso, decidi que seria interessante partilhar convosco, aqui nas “Dicas que dão jeito”, algumas informações úteis que fui vivendo, recolhendo, nos meus passeios por aí.


Começo com uma das perguntas que mais me fazem, agora que estou em Paris, sobre como escolher a viagem e chegar ao centro da cidade, partindo de um ou outro aeroporto. Vou tentar dar a informação mais detalhada possível, mas, como cada um tem a sua experiência, quem quiser, coloque nos comentários as dicas e sugestões que achem pertinentes e das quais me esqueci. Obrigada. :)

Visitar Paris, especialmente para quem mora na Europa, não é difícil. Há vários voos, diariamente, que fazem a ligação às horas que mais nos convêm.  Os preços diferem e as condições de vôo também, consoante a companhia, mas, de qualquer forma, é relativamente fácil encontrar uma viagem que nos agrade, por menos de 100 euros, se procurada com alguma antecedência.

Eu recorro muito ao site www.skyscanner.com para encontrar viagens a preços interessantes. Eles recolhem preços de várias agências online de viagens, de várias companhias, e listam as opções segundo a ordem que queremos, normalmente do mais barato ao mais caro. Poder fazer uma pesquisa por mês e ver quais as datas mais baratas é algo que acho, também, realmente muito útil.

Para vir para Paris, há algumas considerações que coloco sempre a quem me pede ajuda para organizar a viagem:

1) Escolher datas que coincidam com o primeiro domingo do mês – No primeiro domingo de cada mês é tradição ser, aqui em Paris, o dia dos Museus gratuitos. Não sei se é o nome comum, mas é o que lhe damos aqui em casa. Há alguns que são de entrada livre, nesse dia, durante todo o ano (como é o caso do d’Orsay ou o Cluny, da Idade Média) e outros só de Novembro a 31 de Março, como o Louvre, Pompidou, a Sainte Chapelle ou a Conciergerie. Também conseguem subir o Arco do Triunfo ou até às torres de Notre Dame, sem pagar, nesses meses. Podem ver neste link do site Paris Info a lista dos gratuitos, por datas. Se forem pessoas que gostam de visitar museus e monumentos, e pensando que conseguem ver três (cansativo, mas possível) num domingo gratuito, podem poupar, pelo menos, 30 euros (média). Já é um valor a considerar na hora de comparar preços de viagens.

2) Mala de porão – Aqui falo directamente para todas as pessoas que cuidam da pele e querem aproveitar para comprar produtos de marcas farmacêuticas. Para os outros não interessará tanto. Como já partilhei convosco aqui pela salinha, há algumas farmácias que têm uma quantidade enorme de produtos a preços muito simpáticos. A Citypharma é conhecida. É de aproveitar para fazer stock dos produtos que usam, ou querem experimentar. Por isso, torna-se essencial que tragam uma mala de porão, factor que deverá também ser considerado na vossa escolha da companhia aérea (nem todas têm uma mala incluída no preço). Às vezes uma diferença de 10 euros na viagem é suficiente para vos permitir trazer uma mala na qual podem levar, no regresso, produtos líquidos e (quase) tudo o que quiserem. Acreditem que pouparão muito mais do que isso na diferença dos preços com os de Portugal (e ainda mais se compararmos com os brasileiros).

3) Saldos – Em Paris há duas épocas oficiais de saldos, uma no Inverno (início de Janeiro/Fevereiro) e outra (fim de Junho/Julho). Apesar de, normalmente, as coisas aqui não serem assim tão baratas (sendo mais caras do que em Portugal), as lojas baixam os preços duas e três vezes até ao final. Na 3eme démarque (última semana de saldos, normalmente), ainda se encontram algumas peças ou produtos interessantes, a menos 50 ou 60% do preço inicial, embora, convenhamos, muito escolhidos.  

4) Charles de Gaulle (CDG), Orly (ORY) ou Beauvais (BVA)? – Paris tem dois aeroportos à volta da cidade, o CDG e o ORY, e um mais longe, o BVA, para onde viaja a Ryanair. O de Vatry é mais usado para quem quer ir até à Disney, e não tem tantos voos frequentes. Portanto, os principais são esses três. Tanto o de Orly quanto o CDG estão ligados à rede de transportes públicos que vos farão chegar, facilmente, ao centro da cidade, por RER (um comboio suburbano, ligado à rede de metro) ou autocarro. Em ambos os casos, contem com um bilhete de cerca de 7 euros até a uma estação maior, onde apanharão o metro para vos levar onde quiserem. Antes de irem, consultem o site da RATP e vejam qual o melhor trajecto. Basta conhecerem o nome da rua onde vão ficar e saberão como lá chegar, desde o aeroporto.

4.a) Do CGD para Paris – Fácil, mais fácil não há. A linha de RER vai até ao aeroporto pelo que é só apanharem o comboio que vos levará, em 45 minutos, mais coisa menos coisa, para o centro da cidade. Basta seguirem as indicações RER, no vosso terminal. Como é fim de linha, não há nada que saber. Com o mesmo bilhete podem apanhar o metro e chegar ao vosso destino. Há outras opções, como mini bus, que também vos levam até à cidade, mas são sempre mais caras. (E nós aqui conhecemos as opções mais amiguinhas dos bolsos, sempre.)

4.b) De Orly para Paris – A rede ferroviária de Paris não vai até Orly. Mas, não se preocupem, que é tão fácil chegar à cidade quanto por Charles de Gaulle, embora possam ter de esperar um bocadinho mais. De Orly também saem vários mini-bus e autocarros para a cidade, mas a opção mais barata é, sem dúvida, o autocarro. No Terminal Oeste (Ouest), seguem até à porta C5 e vêem a paragem do Orlybus logo em frente. No Sul não sei qual a porta mas podem perguntar pelo Orlybus, mesmo em inglês, que alguém vos dirá. Na paragem, têm um guichet automático, que aceita dinheiro ou cartões, onde devem comprar o bilhete, mais uma vez, por volta de 7 euros. Chegada a uma estação que tenha ligação ao metro ou RER que devem apanhar, têm de comprar um bilhete (há guichets automáticos também em inglês e espanhol), que custa 1,7€, à unidade. O melhor é comprarem logo um conjunto de 10 viagens (se pretenderem andar muito de metro) que vos ficará a 13 euros. Não se esqueçam de verificar bem, no site RATP, qual a estação na qual devem sair e que linha de metro apanhar depois.  

4.c) De Beauvais para Paris – Como em quase todos os aeroportos nos quais aterra a Ryanair, há shuttles, autocarros, que vos farão a ligação com a cidade maior, neste caso Paris. Custam cerca de 13 euros a viagem (26 ida e volta, a última vez que vi) e demora, de Beauvais até Porte Maillot (de onde podem apanhar o metro para onde quiserem) cerca de uma hora e meia. Esta informação é extremamente relevante na hora de escolher a hora de partida e chegada, já que devem ter as viagens de um lado para o outro em atenção.  

5) Horário da viagem – Algo extremamente importante no momento de escolherem o horário da vossa viagem e comparar preços é, sem dúvida, a hora de chegada. Tenham em mente que as ligações por transportes públicos terminam às 22/23 horas. Logo, se o vosso voo chegar às 23, só estarão despachados lá para a meia noite e têm de apanhar um táxi, que vos ficará entre 50 e 60 euros. Portanto, se possível, é preferível apanhar um voo que chegue, no máximo, até às 20, para terem tempo de recolher a bagagem e deslocarem-se para comboio ou autocarro sem grandes pressas. Mesmo que o voo seja mais caro, tenham em conta o valor do táxi, quando estiverem a considerar todas as hipóteses.

Estas são algumas das dicas que temos em consideração quando, ainda em casa, escolhemos a viagem, para nós, ou para quem nos vem visitar. Algumas foram acrescentadas pela experiência com amigos que vieram até cá e que achei que poderiam ser muito úteis. Se tiverem mais alguma sugestão sobre a escolha da viagem e a chegada a Paris (outros temas como passeios e restaurantes serão abordados posteriormente), deixem por favor, nos comentários. Os futuros aventureiros que venham até cá agradecem. :)

Ficaram com vontade de entrar já num site de compra de bilhetes e comprar o vosso, para virem? 
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