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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tarte Tatin

por Carol Vannier

Eu não sei se vocês sabem, mas um dos motivos porque eu adoro ter minhas receitas num blog é exatamente esse: ter minhas receitas num blog! Na internet, onde eu posso sempre acessar e consultar, passar a receita pra alguém sem ter que escrever/digitar... Esse é meu caderninho de receitas. Então, buscando nesse caderninho, fui vendo o que vai rolar nesse Natal:

Vai ter saladão pra acompanhar a ceia e, com sorte, salpicão com a sobra do peru! Vai ter rolinho de tâmara de entrada e petit gâteau de sobremesa. Talvez tenha spéculoos mas com certeza vai ter rabanadastorta de bacalhau da Lilie! E no ano novo vai ter pão, porque já sei que meu presente de natal vai me ajudar a fazer muitos!

Outra coisa que vai ter é novidade no caderninho, mas é antiga na minha vontade de preparar. Adoro Tarte Tatin e não sei porque demorei tanto tempo pra fazer. Ou melhor, eu até sei. Eu cismava que era com massa folheada, não sei por que. Só que eu não encaro fazer massa folheada em casa, e a preguiça e falta de planejamento pra comprar massa pronta atrapalharam. Até que -- dã -- fui ver direito uma receita e vi que era com massa de torta mesmo. Aliás, minha fonte foi um site francês que pode não ser tão útil pra quem não fala francês, mas tem vídeos! Se quiser espiar alguém fazendo, vai lá.

Agora, vou ser sincera: eu já fiz a torta de dois jeitos e acho que vou fazer de novo de um terceiro pra bater o martelo. Mas o Natal está aí e queria dividir essa idéia (e calorias) com vocês. É uma torta deliciosa e sem complicação, e mesmo eu ainda querendo aprimorar um pouco, as duas que já foram feitas foram rapidamente devoradas!

Os dois jeitos que eu testei foram dois recipientes diferentes e duas massas diferentes. O recipiente nº1 foi uma frigideira com cabo de metal que pode ir ao forno. Como eu sei que não é um item muito comum nas cozinhas que eu visito, fiz também com uma fôrma de bolo normal, de alumínio. Deu certo também! 

Sobre as massas: a nº 1 foi a massa 3-2-1 que aprendi com a Ana Elisa, e já tinha um bocado no meu congelador. Essa massa é mais fácil de abrir com o rolo e depois transportar pra cima das maçãs. A massa nº 2 foi a que minha avó me ensinou chamando de massa podre, que leva gema de ovo. Ela fica um pouco mais saborosa só que bem mais quebradiça. Ela é uma massa boa se você quiser simplesmente apertar com a mão no fundo da fôrma em vez de abrir com rolo, mas nessa receita eu não tinha opção. Daí fiquei sofrendo com o rolo. Então sugiro que você guarde essa massa com gema pra outras tortas, empadas etc, e na Tarte Tatin fique com a 3-2-1 mesmo. É o que vai acontecer na minha tentativa nº 3 ;)

Fora isso eu fui um pouco impaciente nas duas vezes e podia ter assado mais, para escurecer e murchar mais as maçãs. Seja mais paciente que eu. Minhas metas pra 2015: aprender a fazer pão direito e controlar a ansiedade! 

TARTE TATIN
recheio daqui e massa daqui

Ingredientes:

Massa
180g (1 e 1/2 xíc.) de farinha de trigo
120g de manteiga gelada em cubos
60ml de água gelada
uma pitada de sal

Recheio
1,2kg (aproximadamente) de maçãs (usei gala porque é boa e barata)
100g de manteiga
100g (1/2 xíc.) de açúcar


Preparo:
  • Comece pela massa: com as mãos ou no processador, misture a manteiga na farinha até que a mistura pareça uma areia molhada. Depois incorpore a água gelada e o sal e misture tudo. Não é bom manipular demais essa massa. Apenas forme uma bola coesa de massa, embrulhe em filme de PVC e coloque na geladeira para descansar por meia hora. Você pode fazer com um dia ou dois de antecedência também, ou até fazer mais quantidade e congelar a sobra por meses.
  • Descasque as maçãs e corte-as na metade removendo o miolo. Pingue limão se quiser evitar que escureçam. Na falta de limão as minhas escureceram e, ao contrário do que eu pensava, ninguém morreu por isso. Se ficar na dúvida de quantas vão caber, deixe algumas com casca ainda de stand-by.
  • Prepare o caramelo: coloque os 100g de manteiga numa fôrma de alumínio redonda de 20cm de diâmetro e leve ao fogo. Quando ela derreter, adicione os 100g de açúcar e vá mexendo. A mistura vai espumar e depois vai começar a escurecer e você vai uma mistura em duas fases: o caramelo se formando e um bocado de manteiga derretida ao redor. Misture sempre até a cor do caramelo ficar... bem... cor de caramelo.
  • Apague o fogo e tomando cuidado pra não se queimar nas bordas, vá arrumando as maçãs por cima do caramelo, numa posição vertical, ou seja, que não seja nem com o côncavo de onde saíram os caroços pra baixo, nem o convexo oposto a ele chapados na fôrma. No início é difícil de equilibrar, mas depois uma vai segurando a outra. Encha ao máximo que você conseguir, bem apertadinho, porque elas diminuem quando cozinham.
  • Acenda de novo o fogo e deixe as maçãs cozinharem no caramelo por mais ou menos 10 minutos. Você pode colocar o forno pra pré-aquecer nessa hora, e no final desse período você pode abrir a massa.
  • Abra a massa numa superfície enfarinhada usando um rolo. Ela pode ficar mais pra grossinha que funciona até melhor. Desligue o fogo e cubra as maçãs com a massa. Corte as rebarbas se forem muito grandes, mas deixe um pouquinho para ir enfiando pra dentro da fôrma, com cuidado pra não se queimar. Aperte bem a massa contra as maçãs e abra um buraquinho com a faca para o vapor sair.
  • Leve ao forno a 180ºC mas coloque a fôrma em cima de um tabuleiro porque o caramelo fatalmente irá respingar. Asse por aproximadamente 35 minutos ou até que a massa esteja bem dourada.
  • Desenforme logo que sair do forno, mas muito cuidado com o caramelo fervendo. Vire bem rápido e num movimento que leve qualquer respingo para o lado oposto ao seu. Nas duas vezes eu não consegui evitar respingos, mas pelo menos não me queimei! 















quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Compras | Erborian na Showroomprivé


Até há bem pouco tempo, não era pessoa para dedicar muito tempo à Showroom Privé, admito. Até por lá tinha feito negócios interessantes, como quando comprei os produtos da Rodial, mas apenas por indicação de mais uma aficionada por este tema do que por motivação própria. Os prazos de entrega estupidamente demorados afastavam-me das compras, rezingava com o custo dos portes e o facto de ter tido uma má experiência com outro site do género dissuadiam-me de comprar. 

A verdade é que, ultimamente, a nossa relação passou a ser outra. Semanalmente atenta àquilo que pode ser interessante, até fiz, nos últimos tempos negócios muito interessantes. O último foi de uma espreguiçadeira da Chicco a metade do preço (que assim que receber e testar vos mostro), a primeira foi de alguns produtinhos da Erborian, singelos, mas suficientes para testar uma marca que me alicia há anos (e que sei que há à venda em Portugal pelo menos na Balvera). 

Só poderei partilhar convosco uma opinião mais aprofundada sobre a sua performance daqui a uns tempos, mas, não tendo chegado a tempo de comprar o conjunto BB/CC cream da marca, vieram:

Herbal Energy BB Cleanser - Mousse de limpeza facial, textura que, desde que tenho usado, me tem agradado bastante. Composta por ervas coreanas, promete ser um 3 em 1, limpando a pele com profundidade, ao mesmo tempo que efectua uma suave exfoliação e afina os poros. Supostamente adaptada até para peles mais sensíveis, vamos ver como é que a minha se dá com este produto diariamente. 

Sleeping BB Mask - A minha adoração por máscaras de aplicar e deixar fazer maravilhas durante a noite toda tem culpado, ou culpada, neste caso, que não fosse a A. do Coisas & Cenas ainda andava eu a usar máscaras de tirar passados uns minutos (o que faço facilmente com as de limpeza, mas que detestava fazer com as de tratamento, vá-se lá saber porquê!), sem apreciar muito o processo. Há qualquer coisa de reconfortante e até revigorante quando acordamos, no dia seguinte, com a pele maravilhosa, pronta para qualquer desafio e a gritar "sou bela, luminosa e venham de lá os factores de stress, não tenho medo de nada!" (e com um olhar sobranceiro do tipo do anúncio do old spice quando diz "sadly, he isn't me"... "Infelizmente, não são como eu [as outras peles]"). Portanto, quando vi esta máscara à venda, nem pensei duas vezes, não prometesse ela pele aveludada como a de um bebé, revigorada e hidratada, como se saíssemos de um spa. Com ervas asiáticas de propriedades anti-idade, pareceu-me algo para ser usado já.

Herbal Energy Lotion 30% - Como estava a precisar de um tónico, decidi juntar este ao conjuntinho, já que supostamente aumenta em 30% a hidratação dada pelo creme hidratante. No Inverno, se cumprir o que promete, parece-me uma óptima aquisição para o grupo dos produtos de limpeza facial. Sem mais a dizer, vamos ver como se porta. 

Com os portes, este conjuntinho de três produtos ficou a 29 euros, sensivelmente o mesmo que pagaria só pela máscara, se fosse comprar uma perfumaria ou até no próprio site da marca. Na showroomprivé temos ainda a garantia que são produtos originais, autênticos, ainda selados, o que não deixa de ser factor de credibilidade e confiança na hora de comprar. Além disso, eles estão a reduzir o tempo de envio, tendo produtos que chegam em poucos dias úteis e outros que vêm ter connosco uma, duas semanas depois. Nada que não se aguente. 

Quem se interessar, inscreva-se no Showroomprivé.pt e esteja atento a promoções, que vêm em todo o tipo de produtos, desde artigos de casa e decoração, a acessórios, roupas, produtos de beleza, brinquedos, artigos para criança, etc. É bastante completo e pode haver negócios muitíssimo interessantes se analisarem com atenção. 




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Guerlain | Rouge G 820 Rouge Parade

A colecção de Natal da Guerlain está, mais uma vez, muito interessante. É sabido que a minha gama favorita da marca é, sem dúvida, a Terracotta, que lança sempre edições especiais quando o verão se aproxima às quais tenho muita dificuldade em resistir. Contudo, desta vez, fui levada totalmente pelos encantamentos do baton lançado para o fim de ano, da colecção Night at the Opera, o Rouge G 820 Rouge Parade, que apanhei numa promoção genial, por alerta da Patuxxa.


Para começar, adoro estas embalagens limitadas dos Rouges da Guerlain, com uma ávida admiração, quase de coleccionadora.  Desta feita, em vermelho, o pormenor do espelho incorporado, para retocar em qualquer lado a cor dos lábios, e um formato elegante atrai sempre olhares curiosos, que querem não apenas saber qual é a marca, mas também abrir, ver a cor ou só mesmo o mecanismo de abertura (homens ou mulheres, que a curiosidade não discrimina por género). Achei esta apenas um nadinha mais leve que os Rouges dourados normais, com um ar mais plastificado do que os irmãos de colecção permanente, o que, contudo, não lhe retira o valor (pelo menos para mim).

A cor é absolutamente magnífica. Um olhar desatento, ou quem sabe com um leque de cores mais reduzido (ainda menor que o meu que já não é dos mais elaborados), dirá que os vermelhos são todos iguais, com apenas algumas diferenças nos tons mais escuros (aos quais já chamam vinho) ou claros, ali a tocar quase num rosa avermelhado. Contudo, mesmo na linha do vermelho vermelho, vivo, médio, neutro, há uns que impressionam mais do que outros, uns com um ar mais elegante e delicado que outros. Este Rouge G está no grupo daqueles vermelhos de luxo, que nos deixam com os lábios sumptuosos, carnudos, a valer um milhão de euros.


E porque há produtos que merecem todos os elogios, esta é, sem dúvida, uma das minhas fórmulas favoritas de batons. É cremoso e hidratante quanto baste, sem deixar os lábios colantes, e tem uma duração absolutamente fantástica, sem ser mate, textura que me incomoda normalmente (com a excepção de alguns, entre os quais outro primo da Guerlain, prenda muito estimada da A.). O tom aguenta horas; permanece mesmo depois de refeições ligeiras e bastante água, perdendo apenas o brilho mas deixando os lábios bastante confortáveis e com uma sensação de nutrição que poucos me dão. Depois de aplicado e assim que assenta nos lábios, é baton para não se mexer, o que é sempre essencial em tons do género (já me aconteceu, passada meia hora com um baton vivo e muito vento, ter riscos coloridos na cara... bastante, bastante desagradável).

Enfim, e posta toda esta exaltação, este baton dá-me vontade de sair de lábios vermelhos todos os dias de casa, não fosse eu pessoa de me chatear com rotinas. Aproveitem, é limitado, e podem comprar não apenas nas perfumarias do costume (mesmo as P&C ou Balveras que não têm Guerlain podem mandar vir de outra que venda a marca) ou online. Eu comprei-o na Primor com uma excelente promoção a cerca de 25 euros, mas a indicação actual é que está sem stock. Talvez regresse, embora o facto de ser da edição limitada de Verão me faça acreditar no contrário. Contudo, ele ainda anda por aí, e é uma excelente prenda de Natal, para vocês mesmas, ou para alguém que goste de bons produtos, com qualidade e requinte.

E que tal deixarem-se levar pela ousadia do vermelho, nos lábios, e saírem dos corriqueiros tons neutros de boca? Atrevem-se? ;)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Produtos acabados e Impressões Flash # 4

Apesar de estar numa onda de usar os produtos até terminar (ou pelo menos até decidir que não os consigo usar de todo e que precisarão de conhecer alguma casa onde possam ser mais úteis que aqui), a verdade é que a velocidade com que tenho frascos vazios suficientes para um post inteiro não é das mais céleres. Por isso, sem compromisso temporal, nem datas específicas, vou continuando a mostrar o que consegue chegar ao fim num determinado período, seja ele qual for, sem vos poder prometer uma periocidade constante. Entretanto, e para não estar a acumular sacos de carcaças em casa, apresento-vos alguns que finalmente terminei, alguns dos quais já nem sei quando comecei a usar, uma vez que, pelas viagens feitas este ano, têm sido interrompidos frequentemente. 


Começando pelos produtos relacionados com cuidados do rosto ou maquilhagem, duas embalagens vazias e duas amostras são o balanço do momento. Vamos a isso.

Sephora Daily Makeup Brush Cleaner - Não sou muito versada em produtos de limpeza de pincéis e, fora um velhinho da Contém 1g, que decidiu rebelar-se e começar a estragar as cerdas, este é francamente o único que conheço do género (para uma limpeza profunda uso o champô da Johnson's). De qualquer modo, julgo que, para o que é, me serviu bem. Usei-o para aquelas limpezas diárias, rápidas, depois de me maquilhar, para não ficar com os pincéis sujos, mesmo que vá usar a mesma base no dia seguinte. Apesar de não deixar as cerdas brancas imaculadas (isso, só com a lavagem profunda), higieniza pelo menos os pincéis e retira a maioria da cor, para não estragar a maquilhagem seguinte, nem ser um depósito de porcaria a espalhar pela pele. Contudo, gasta-se relativamente rápido, dado que são necessárias pelo menos umas quatro esguichadelas e neste formato pequeno, perfeito para viagens, mas chato para um uso diário, temos produto para relativamente pouco tempo. 

Creme diário Clarins Multi-Active Jour - Usei este creme até ao final e, como creme de prevenção de rugas, honestamente, não sei até que ponto lhe posso tecer grandes elogios. Não vi grandes diferenças, até porque, excluindo a região dos olhos, não tenho grandes problemas. Como creme hidratante de dia deixou-me bastante satisfeita. Gostei do aroma, de como sinto a pele confortável, apaziguada (o que não é fácil por ser extremamente sensível e reagir com uma vermelhidão nas maçãs do rosto a vários produtos) e com um grão de facto mais homogéneo e alisado. É rapidamente absorvido, deixando a pele nutrida ao longo do dia, nada colante, mesmo sendo em versão creme e a minha pele ser normal a mista. Não fosse a minha vontade de experimentar novos produtos, agora que os trinta já passaram, à procura de um melhor e mais completo, e ficaria contente se tivesse de comprar este creme novamente. Como a oferta é imensa, ainda por descobrir, e como ainda não me convenceu totalmente, continuo a busca pelo creme hidratante facial diário que me satisfaça por completo. 

Base Teint Miracle Lancôme - Recebi esta amostra há algum tempo, mas só agora, que ando à procura de uma base que me encha as medidas, decidi usá-la. Para ser honesta, foi o teste mais rápido que alguma vez fiz; Não gostei da textura, nem do tom, nem de como assentou de forma vergonhosa em algumas regiões mais secas (e atenção, não tenho uma pele seca) e, em meia hora, como me deixou a pele desconfortável e com alguma escamação de secura. Passada uma hora, ainda em casa, senti-me obrigada a retirá-la rapidamente com um desmaquilhante e água micelar e a repor o nível de hidratação da pele. Dei por mim aliviada por não ter decidido experimentá-la em algum dia em que fosse sair de casa a seguir, nem imagino os estragos na minha pele se ta acontecesse. 

Base Lingerie de Peau Guerlain - Ao contrário da anterior, esta é uma base que me agradou bastante. É confortável, fica invisível na pele, sem a deixar seca ou demasiado colante. É uma base absolutamente fantástica e, não fosse o meu tom ideal algo entre o 03 e o 04, sendo que, para o atingir, teria de comprar os dois e misturá-los no Inverno português, já me teria deixado levar por ela há algum tempo, para ter mais tempo para a testar. Julgo que, de todos os produtos faciais da Guerlain ainda não houve um que me tivesse desiludido. Esta mantém, sem qualquer dúvida, os padrões de qualidade da marca.  



E agora os produtos de banho que não os que mais se gastam cá em casa:

Gel de Duche Dove Deeply Nourishing - Já falei dele noutro post e continua no topo dos meus produtos de banho favoritos, pela hidratação que dá à minha pele. No Inverno, não há melhor. 

Gel de Duche Yves Rocher Vanille CollectOR - Comprei este gel de duche no Natal passado e, regressada à casa portuguesa, terminei-o. Veio morar cá para casa mais porque gosto muito destes aromas quentes no Inverno, além de ter um glitter que discretamente (muuito discretamente) acaricia a pele. Gosto de glitter subtil na pele, à noite, confesso. Não é dos mais hidratantes mas, intercalando-o com o da Dove, serve perfeitamente.  

Gel de Duche Brazilian Nut The Body Shop - Se não o usasse como dupla de um dos meus exfoliantes favoritos, da mesma gama, dificilmente voltaria a comprar este gel de duche. Não é dos mais hidratantes e, especialmente para o final, era extremamente difícil tirar o produto do frasco. No banho quero algo mais rápido, simples e fácil de usar, não de estar a lutar, logo de manhã, com uma das embalagens mais duras e rijas que alguma vez tive. Estou inclusivamente a ponderar experimentar outros exfoliantes, para não me sentir presa a este gel de duche. 

Champô Bain de Force Kérastase - Gosto da Kérastase como marca de topo para o meu cabelo. Já experimentei e continuo a experimentar várias gamas, para vários efeitos, sempre intercalados pelo Dermo-vital, que me apazigua o couro cabeludo, mas não me faz nada de especial pelos fios. Este Bain de Force veio para fortalecer o meu cabelo fino e, apesar de discretas, foram promessas cumpridas. Para um cabelo comprido é muito bom, porque dá elasticidade ao cabelo ao mesmo tempo que o nutre, para agora, que tenho o cabelo menor, estou a experimentar outros, menos pesados. 

Champô Denso e Abundante Fructis Garnier - Uma amiga minha adora a gama Fructis e, por causa dela, já experimentei vários champôs da mesma linha. Este foi dos que mais me surpreendeu por prometer um cabelo mais denso e abundante logo na primeira lavagem. Admito que gostei bastante do volume que me deu, apenas com uma utilização, ao ponto de o ter comprado para aqueles dias em que quero um va-va-voom, mas nada mais do que isso, que os champôs da Fructis, até agora sem excepção, me irritam o couro cabeludo se usados diariamente. Se não são dados a grandes comichões e querem um cabelo com aparência mais densa (que pela rapidez nos resultados presumo que seja coisa superficial e não um tratamento profundo), julgo que vão gostar deste champô.

Com um saco para despejar e outro pronto para começar a encher, fica mais um post cheio de embalagens vazias. Confesso que gosto bastante desta sensação boa de ter levado um produto até ao fim, justificando perfeitamente toda a emoção de abrir um novo sem culpa ou reticências por ter vinte embalagens em espera, com apenas restinhos no fundo. Vou continuar firme nesta minha demanda em 2015.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O mimo do momento #1 - The Dolce Vita, Charlotte Tilbury


Há coisas tão maravilhosas que, mesmo antes de serem devidamente usadas, apreciadas, analisadas e adoradas (quem sabe?!) devem aparecer na luz da ribalta sem pudor nem humildade. É o caso da minha primeira e mais recente compra no Net-a-Porter, site com artigos fantásticos, no qual se pode perder um bolso muito mais fundo que o meu. Além da roupa e todos os acessórios que nos podem deslumbrar, tem ainda marcas de beleza que não encontramos no mercado nacional, como a Charlotte Tilbury que, não me parecendo os preços dos produtos em si excessivos para a qualidade que advogam, se tornam um nadinha mais inacessíveis pelos comuns 15 € de portes. 

Contudo, numa promoção (que acabou ontem) de envio gratuito, e não tendo ainda comprado as prendas de aniversário (que foi num Outubro sem ideias ou vontades) de toda a gente, lá me deixei seduzir pela charmosa paleta The Dolce Vita (48€), uma homenagem atraente "às sereias do ecrã, às estrelas passadas e presentes; a Sophia Loren, Penélope Cruz ou Monica Belluci", belezas do Mediterrâneo que vivem "as vidas mais doces e combinam melhor com tons de bronze e cobre quentes, lábios rosa sedutores e muitos, muitos admiradores." Não é uma paleta que vá usar no dia a dia, quando a minha preferência recai para os castanhos mates da Rue de Francs Bourgeois da Guerlain, mas para um jantar, para qualquer evento mais festivo são acetinados e brilhos que me assentarão que nem uma luva, tanto na versão day look, como na night look, as duas propostas da maquilhadora-mãe da marca. Por mim teria comprado o look todo, confesso, mas na falta de 200€ (que não é muito pela quantidade de produtos que traz!), vale a paleta e adapta-se o resto como se pode.

Passando então a primeira fase de admiração pela caixa fantástica de oferta que a Net-a-Porter envia, tal qual criança pequena que se entusiasma demasiado com o embrulho, ao ponto de perder o foco no conteúdo em si (não se esqueçam de clicar na opção, no checkout para a receber gratuitamente), foi assim com muita emoção que abri, cuidadosamente, a minha Dolce Vita, que terá lugar de destaque nestas festas. Volto com mais detalhes assim que passar este meu fervor de a testar de várias formas e feitios, sim? Entretanto, fiquemo-nos pela contemplação das cores, da elegância das caixas, do fascínio que é receber uma prenda (mesmo que saibamos à partida o que é). 


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Biscoitos digestivos

por Carol Vannier

Acho que a discussão dos anglófonos sobre cookies ou biscuits deve ser parecida com a velha discussão entre cariocas e paulistas sobre biscoitos ou bolachas. Como esse é de origem britânica acaba sendo mais frequentemente chamado de digestive biscuits (a Wikipédia em PT não tem uma entrada para eles...), mesmo por americanos. E pra mim é bixcoito mermo.

Não ssei muito sobre a história desses biscoitos, e só vim a conhecê-los porque praticamente toda receita inglesa de cheesecake pede por eles para formar a base. Aqui usamos nosso indefectível biscoito maisena para isso, mas quando quis fazer uma cheesecake na França, acabei finalmente matando minha curiosidade sobre eles. E descobri que além de fazerem uma base de cheesecake ótima, são uma delícia puros, principalmente a versão com chocolate por cima.

Aliás, essa estada na França me iniciou e viciou em biscoitos com chocolate por cima. Além do Digestive, eu era uma grande consumidora do Petit Écolier (ou as versões mais baratas das marcas do mercado). Esse é um biscoito bem mais simples, mais parecido com o nosso maisena mesmo, mas com uma camada generosa de chocolate por cima, quase um bloquinho. No nosso clima tropical é difícil achar esse tipo de biscoito, e se existisse, o chocolate teria que ter gordura hidrogenada pra não virar sopa dentro do pacote. Mas quem tem chocolate bom em casa não se aperta. Compre ou faça seu biscoito favorito, e cubra de chocolate você mesmo!

A receita que eu fiz é uma variação da original, e eu a escolhi porque, além de adorar os biscoitos digestivos, queria gastar uma farinha de espelta que estava ficando velha aqui na despensa. Como a espelta nada mais é que um primo do trigo, acredito que a receite fique boa substituindo-se farinha de trigo integral no lugar da de espelta integral. Os biscoitos originais não levam espelta nem aveia como esses que eu fiz, mas sim farinha de trigo, farelo de trigo e extrato de malte, o que também é uma boa idéia para quem quiser experimentar. Mas apesar das diferenças, essa receita me fez lembrar bastante dos biscoitos que eu comi na França, e iguais ou não, ficaram bem gostosos!



BISCOITOS DIGESTIVOS DE ESPELTA E AVEIA
do Serious Eats - rende aprox. 20 biscoitos

Ingredientes:
100g (1 xíc.) de aveia inteira - ela vai ser triturada, então deve poder ser trocada por farelo grosso de aveia. Mas a aveia comprada a granel costuma ser muito mais barata que essas caixinhas... 
80g (1 xíc.) de farinha de espelta integral - pode ser trocada por farinha de trigo integral
80g de manteiga - gelada em cubos
1/2 c. chá de bicarbonato de sódio
30g (1/4 xíc.) de açúcar mascavo
1 c. chá de sal
2 c. sopa de leite integral


Preparo:

  • Num processador bata a farinha de espelta (ou trigo) com a aveia, até triturar a aveia em pedaços menores. Depois adicione a manteiga e bata até parecer uma areia molhada. Depois adicione o bicarbonato, o açúcar e o sal e bata até misturar bem. Por fim adicione o leite e bata até um pouco de liga.
  • Despeje a mistura numa superfície limpa e forme uma bola com a massa, sovando um pouco com a mão caso o processador não tenha conseguido deixar ela bem coesa. Embrulhe a bola de massa em filme de pvc e leve à geladeira por 1 hora ou mais, até 2 dias.
  • Pré-aqueça o forno a 180ºC. Tire a porção de massa que for assar da geladeira e abra numa superfície polvilhada de farinha. Eu tentei abrir com o rolo mas vi que o melhor era ir amassando com o calcanhar da mão mesmo. Amasse até a massa ficar com menos de 1 cm de espessura e corte-a em rodelas de 5 cm de diâmetro ou no tamanho e formato que preferir. Na falta de um cortador oficial, improvise! Latinhas e taças são muito úteis.
  • Arrume os biscoitos num tabuleiro forrado com papel manteiga e asse por aprox. 15 minutos ou até que os biscoitos estejam dourados. 
  • Resfrie os biscoitos imediatamente após saírem do forno. Isso é importante para garantir que fiquem crocantes. Você pode usar aquelas gradinhas que vendem por aí ou a técnica do tabuleiro frio que eu desenvolvi fazendo spéculoos ;) É só ter um tabuleiro frio pronto para receber os biscoitos e um lugar fresquinho pra eles descansarem.

Para cobrir de chocolate:
Derreta aprox. 100g do chocolate da sua preferência em banho maria ou no microondas e espalhe sobre os biscoitos, ou mergulhe-os no chocolate para fazer um efeito meio-a-meio. Coloque para esfriar no freezer ou na geladeira por alguns minutos até o chocolate firmar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Maternidade | Cheques-dentista

Às vezes não nos apercebemos dos pequenos pormenores (que podem não ser assim tão insignificantes) que tornam o que temos como algo a valorizar. O panorama político e económico português está verdadeiramente nas lonas e, de facto, queixas, reclamações, desabafos, críticas são sempre válidas, compreensíveis e legítimas, quando bem justificadas. Mas, acreditem, de alguém que tem experiências noutros sistemas, noutras realidades, há algumas áreas em que nós estamos bem, mesmo que pudéssemos estar melhor, mesmo que não o vejamos, mas que são de facto boas e de elogiar (e não atacar com os normais acessos de raiva assentes em lugares-comuns, em argumentos ocos sem reflexão). 


Cada um tem a sua experiência, mas admito que, depois de ter sido seguida durante os primeiros três meses de gravidez noutro país, voltar para o sistema nacional de saúde foi realmente um alívio, não só pelas questões económicas (afinal, uma gravidez aqui em Portugal pode ser praticamente gratuita, se quisermos), mas também pelo acompanhamento fantástico que tenho tido, tanto no centro de saúde, quanto na maternidade. Mas questões banais à parte, uma das surpresas de aqui estar, que me agradou realmente, foi o cuidado com os dentes nesta fase em que, sem nos apercebermos, a dedicação do nosso corpo à geração do novo ser pode descurar o nosso, nomeadamente no que respeita a boca. Qualquer grávida tem, por isso, direito a, no máximo, três cheques-dentista, incluídos no Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que pode pedir ao médico de família, que a seguirá todos os meses, e que pode utilizar no seu dentista (pelo que me disseram há convénios com a maioria dos privados).

Nem todas as grávidas têm acesso aos três cheques. No primeiro, é feito um diagnóstico e, se necessário, um primeiro tratamento. Os cheques seguintes são válidos para dois tratamentos curativos por cada cheque, caso o dentista considere necessário o acompanhamento na primeira consulta, na qual fará o plano de tratamento para as consultas seguintes. As consultas podem ser realizadas durante toda a gravidez e até 60 dias depois do parto (cuidado com as datas de validade que estão nos cheques, que indicam até quando os podem usar). Portanto, há tempo suficiente para estarmos atentas às nossas bocas, prevenir e tratar qualquer problema que possa surgir nestes quase 11 meses nos quais temos direito ao acesso a cuidados de saúde oral gratuitos. 

Não há nada de complicado, nem de excessivamente burocrático neste processo. Basta pedirem ao/à vosso/a médico/a de família que vos dê o cheque-dentista (no centro de saúde estão preparados para vos responder às vossas dúvidas, com certeza), a partir do momento em que estão nas consultas pré-natais, e procurarem um dentista que os aceite. A clínica dentária onde vou normalmente, há anos, aceitou sem qualquer hesitação ou questão, pelo que me pareceu algo bastante normal e frequente. Posso, assim, continuar a ser seguida, desta vez gratuitamente, durante a gravidez, pelo meu dentista, que tem acesso ao histórico dentário de uma boca digna dos ficheiros secretos, dados os problemas estranhos que foi tendo ao longo destes anos. Para mim, genial!

Se tiverem outra experiência, podem deixar nos comentários abaixo. Sei que a saúde, infelizmente, também não é igual ao nível nacional. Em Coimbra, pelo menos, estamos bem servidos!

  

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

LUSH | Barra de massagem Therapy

Em Outubro, assim que tive oportunidade de ir a uma Lush, em Lisboa, lá fui eu abastecer o meu stock de balísticas e manteigas de banho. Nada como um banho relaxante por semana (sempre que possível), para me aquecer a alma e revigorar o espírito. Meses de jejum e a chegada promissora do friozinho (do qual eu gosto cada vez mais) pareceram-me boas razões para encher a banheira e demorar-me lá dentro, com ou sem espuma, a mimar a pele. 

Uma vez na loja, uma empregada muito simpática começou a mostrar-nos as barras de massagem. Entre algumas que não me seduziram, e depois de um engraçado e sorridente "Isso é um ser que está aí dentro?", a apontar para a minha barriga, disse que eu tinha de levar a Therapy. Além do efeito hidratante e relaxante, os buracos simbolizavam os umbigos dos bebés (supostamente em cada quatro para dentro, fica um para fora, reza o mito por detrás do design da barra), pelo que era perfeita para esta fase que põe à prova a elasticidade de qualquer pele. Sorri, experimentei-a e pu-la no carrinho.
foto:Lushusa.com (a minha barra já não está com bom aspecto para fotos)
A Therapy contém manteiga de cacau, carité e óleos de lavanda e neroli. Depois de aquecida nas mãos, transforma-se praticamente num óleo com aroma cítrico em contacto com a pele e deixa-a realmente untada. Eu gosto muito da sensação para massajar suavemente a barriga e, agora com 30 semanas, é engraçado brincar com o bebé e senti-lo a seguir os meus dedos, pondo-se a jeito para, quem sabe, sentir uma massagem calmante (dura vida lá dentro, de comer, dormir, brincar e pouco mais!), mas, para quem quer um creme de absorção mais rápida, esta não é uma boa opção. É untuoso, com um cheiro intenso e demora muito até ser sugado pela pele (que fica oleada como o corpo da Kim Kardashian naquela famosa foto da Paper. Facto.). 

Apesar do meu ajudante anti-estrias diário ser o Velastisa da ISDIN que, como já escrevi, acredito que esteja a ser um combatente à altura de uma genética propícia às horríveis marcas de uma pele rachada, uso esta barra da Lush sempre que quero um momento mais hidratante, naqueles dias em que se sentem as comichões de uma pele a esticar.  Por 9,95€, dá para a gravidez inteira se usada assim como eu, no mínimo duas vezes por semana.

Até agora, não tenho estria alguma. Estou a torcer para que, até ao final, especialmente nesta recta final, se mantenha assim, uma pele macia, hidratada e elástica. Dedinhos cruzados e fica a dica. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Natal | Sugestões de prendas abaixo dos 20 € #2

A BeautyBay é uma loja online à qual tenho recorrido, especialmente, para comprar sets de mini-vernizes da Essie ou da OPI, curiosamente nesta altura de festividades. Gosto de testar cores interessantes de colecções diferentes e tenho alguma (ler imensa!) dificuldade em comprometer-me com um frasco inteiro de verniz de tamanho normal, que acabo por deixar sempre a meio (ele cansa-se de mim antes que eu o possa esgotar, dada a minha atenção saltitante) ou por dar à minha mãe que faz o favor de se dedicar a uma só cor quando gosta dela e de a usar até esgotar.

Contudo, além dos conjuntos de vernizes, a Beauty Bay tem, este ano, uns sets muito interessantes, abaixo dos 20€, alguns com desconto, que podem dar excelentes prendas de Natal. Eis algumas dicas, com especial atenção para os dois de baixo; um conjunto de lápis da Urban Decay (uma das minhas prendas no Natal passado) com uma excelente relação qualidade/preço e produtos da Macadamia que estão com um desconto bestial (de 63,30€ para 19,90€!). 









Fora estes sets, a loja tem uma oferta variadíssima de produtos de beleza, alguns a preços extremamente interessantes. Dêem uma olhadela e estejam atentas. Há frequentemente códigos de desconto que podem usar e tornar a compra ainda mais aliciante.

Antes que me esqueça, os portes são gratuitos, mas tenham em atenção que demoram, normalmente, umas duas semanas a chegar. Com o aumento dos pedidos nesta altura, não esperem até meados de Dezembro para comprar, pois arriscam-se a não receber as prendas a tempo. OH-OH-OH! :)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Gulodices | Bolachas de Abóbora, Especiarias e Chocolate Preto


Basicamente é isto: Sou um monstrinho das bolachas que, apesar de se entediar com a rotineira tarefa da comida do quotidiano, lá se entusiasma com receitas de bolos, bolachinhas e petiscos gulosos. A semana passada, quando vi a foto de uma bolachinha de abóbora, especiarias e pepitas de chocolate no blog Be Nice, Make a Cake, receita, por sua vez, adaptada do Ambitious Kitchen, tal qual criança numa loja de doces, quis dar-lhes uma trinca naquele instante, sem tempo a perder. Na impossibilidade de ver o meu desejo materializar-se assim (que o progresso põe sondas em cometas distantes, mas não me consegue transformar uma imagem em bolacha só porque eu quero.. pff), lá pus eu os ingredientes na lista de supermercado e fiz uma adaptação minha (vá, que até é mais simples que as outras) destas delícias. Como toda a boa cozinheira amadora sem grande paciência, fiz a coisa mais ou menos a olho, mas dá para ter uma noção daquilo que fui colocando, mediante o meu gosto e intuição culinária (que, em 10 vezes de uso, nove falha redondamente... mas não aqui minhas senhoras e meus senhores, não aqui), para partilhar convosco (fizemos uns testes com nutela, como as receitas originais, mas achámos que não agregava valor, pelo que não consta na nossa adaptação):

Ingredientes (simples e adaptáveis ao gosto e oferta de cada um): 
100 gr de manteiga sem sal (o único que medi em g, pelo tamanho do pacote)
1/2 chávena de açúcar normal
1/2 chávena de açúcar mascavado 
1/2 chávena de puré de abóbora
1 clara de ovo
1 colher de sopa de extracto de baunilha
1 1/2 chávena de farinha com fermento
Pitada de sal
Gengibre fresco ralado, Canela e Cravinho a gosto (o meu é muito)
2/3 chávena de pepitas de chocolate

Instruções (Se até eu consigo, qualquer um consegue):
Aquecer a manteiga até espumar; Deixá-la arrefecer por 5 minutos numa tigela, após os quais se juntam os açúcares e se bate com uma vara de arames ou uma batedeira até ficar tudo bem ligado; Juntar o puré de abóbora e mexer bem (a abóbora vai deixar a mistura mais líquida, mas como eu gosto muito do sabor eu pus mais do que a receita original, o que deixou os meus bolos mais húmidos); De seguida juntar os secos(farinha, sal e especiarias) numa taça e, depois de misturados, incorporar, batendo ligeira, mas constantemente, na mistura da abóbora; Adicionar a clara (só a clara), o gengibre e a baunilha e continuar a mexer bem. Com um salazar (objecto para mim essencial numa cozinha, quantos mais melhor, aprendi com o Rudolph van Veen), juntar suavemente as pepitas de chocolate ao misturado, tapar a taça com celofane e deixar arrefecer a mistura no frigorífico o máximo possível. Eu fiz a experiência com uma hora de frio e uma noite inteira, e as bolachas que foram ao forno no dia seguinte tinham um sabor a especiarias muito mais intenso, como se os sabores se tivessem harmonizado delicadamente. Enquanto se pré-aquece o forno a 180º, colocar bolinhas de massa num tabuleiro com papel vegetal, com alguma distância entre elas, já que vão aquecer, abrir e espalhar com um aspecto redondinho. Colocar no forno e aguardar até ficarem douradinhas a gosto. Quanto mais douradinhas (mas não torradinhas), mais estaladiças ficam. Deixar arrefecer numa rede para ficarem mais crocantes (se quiserem, se não aguardem só uns minutos e ao ataque!) et voilá. Com um capuccino a acompanhar, enroladinhos numa mantinha com um filminho na TV, nem sabem quão bem saberá! Encostem-se na almofada e saboreiem. Conselho de amiguinha. 

Ah! E a casa ficará com um aroma delicioso a especiarias com chocolate preto no ar. Nem precisam de velas. É o cheirinho do Outono/Inverno/Natal (para mim é este último a chegar, mas não obrigo ninguém a partilhar esta minha adoração) a invadir os vossos sentidos... :)


(A Carolina continua a nossa colaboradora das Comidinhas, que eu não tenho nem um décimo da técnica, jeito e paixão que ela tem, mas esta receita eu tinha de partilhar convosco. :) )

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Kerastase | A compra da vez e o corte com a Feelunique


Por mais que faça um jejum da Kerastase durante umas temporadas (porque amor deste género precisa, comigo, de uma renovação de tempos em tempos, sob risco de se tornar uma relação monótona e enfadonha), volto sempre à marca quando vejo que o meu cabelo está a precisar de mimos extra. Não que outros produtos não lhe valham de vez em quando, mas se a separação for demorada, o meu cabelo começa, invariavelmente, a mostrar sinais de rebeldia e cansaço (mesmo de alguns elixires muito elogiados).

Contudo, os produtos da Kerastase não são os mais baratos. Pelo contrário, os cerca de 20 euros que cada champô custa nos cabeleireiros por aí é motivo para me assustar muitas vezes. Não que não mereça uma valorização do género, mas o meu bolso é que não está habituado a produtos que não vejam a luz de um bom código de desconto, a satisfação de uma boa promoção, a sensação de baixar as defesas, despir parte dos euros marcados e deixar-se entregar assim, generosamente. Não, sem promoção a coisa dificilmente me seduz por completo.  

Portanto, quando a Feelunique lançou uma promoção de 20% nos já mais baixos preços deles, decidi dar uma hipótese à loja que, embora tenha recebido várias críticas, nunca me tinha decepcionado. Resultado, os produtos comprados nunca chegaram a mim e, vários emails chatos depois, consegui que me devolvessem o dinheiro para que eu pudesse comprar os champôs noutro lado. Foram quase dois meses de chatices e uma resolução tomada: A menos que a Feelunique mude a sua estratégia, juntar-me-ei à lista de clientes que não se estão para maçar e arriscar numa loja que não apenas não cumpre o prometido, como tem um serviço de apoio ao cliente muito abaixo de outros. 

Pouco tempo depois de terminada esta saga (e a muito boa hora!), lá vem a Lookfantastic (essa sim, digna de elogios fundamentados) com um código de desconto acima dos já 20% de desconto em vários produtos Kerastase (mas não todos... vá-se lá entender, mas a Stimuliste é uma das gamas que, segundo me informaram, a Kerastase não autoriza o envio para Portugal). Se eu resisti a promoções acumuladas? Claro que não! Aproveitei para comprar champôs não só para mim, mas para o homem cá da casa e ainda para a minha mãe. Sem abusar, um para cada um, que há que não os assustar com esta coisa de produtos específicos, muito especiais, capazes de afastar os mais incrédulos. Um passo de cada vez, um passo de cada vez...

Assim vieram, por ordem da foto, por cerca de 13 € cada um, champôs para largos meses:

Kérastase Homme Capital Force Densifying - Para tornar mais denso um cabelo fino e dar vitalidade ao couro cabeludo. A marca promete duas semanas para fortalecer os fios masculinos, vamos lá ver...

Kérastase Reflection Bain Chroma Riche - Para cabelos pintados (que não é o caso dos meus), aos quais garante dar luminosidade, vida e nutrição. O cabelo da minha mãe está a passar por uma fase de seca, vamos ver se mima os fios baços e estragados como promete. 

Kérastase Specifique Bain Vital Dermo-Calm - O meu xuxuzinho, que já vai no terceiro frasco e ao qual volto sempre que o meu couro cabeludo se revolta contra mim. Acalma irritações ao mesmo tempo que me deixa os fios sedosos e brilhantes. Adoro este champô. 

Kérastase Bain Cristalliste - Adequado a cabelos finos, promete uma limpeza nutritiva sem deixar os cabelos pesados. Estou de olho nele desde que a Rae, do Raeviewer, o elogiou. Para o uso quotidiano, quando não acordo a precisar de algo extra, pareceu-me uma excelente opção. 

Kérastase Densifique Bain Densité - Mais um produto adequado a cabelos finos, que promete lavar suavemente ao mesmo tempo que dá mais volume e densidade aos fios, fortalecendo-os. Contém Stemoxydine, supostamente uma molécula para densificar, e ácido hialurónico. Como o meu cabelo está mais fraquinho (e sim, faço parte da percentagem de grávidas que não se sentiu a próxima cara, ou cabeça, dos anúncios da Pantene... não vejo alteração alguma no estado do meu cabelo), foi o primeiro a ser aberto. Daqui a umas semanas já poderei escrever sobre ele. 

A Kerastase está em força na LookFantastic, com preços maravilhosos, especialmente quando aproveitados outros códigos de desconto. Não são champôs baratos (claro, conseguem produtos de supermercado a um décimo do seu preço), mas, para mim, não têm nem comparação. Quando a diferença está, como no meu caso, num couro cabeludo irritado, o qual passo o dia a tentar coçar, ou num couro calmo e um cabelo saudável e sedoso, não tenho dúvida alguma sobre que marca escolher. Mas, como tudo, é de facto uma opção. 





quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Natal | Sugestões de prendas abaixo dos 20 € #1




Podem ler, aqui na Salinha, mais sobre o meu querido Frambourjoise, um Rouge Edition Velvet da Bourjois do qual gosto muito. Pelo preço do baton, um vermelho lindo, vir um eyeliner e um espelho parece-me uma excelente opção para dar a alguém que aprecie uma maquilhagem clássica e sempre elegante (e a qualquer outra pessoa que goste de maquilhagem, ponto.). Os portes da ASOS são internacionais e gratuitos. Melhor? 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Prendas | Um saquinho maravilha só para mim

Mesmo que não possamos acompanhar alguém numa viagenzinha, não há nada como nos trazerem pequenos mimos para matar saudades e reduzir a imensa pena de não termos ido. Não que haja algo que compense o passeio em si, que se há coisa que adoro fazer e na qual prefiro gastar o meu dinheiro é em viagens, mas pelo menos traz-nos um bocadinho, o possível, desses lugares até nós. 

Duas semanas de alguém que me conhece muitíssimo bem numa cidade inglesa relativamente perto de Londres e em Paris significam, por isso, um saquinho cheio de coisinhas boas, memórias e alguns favoritos de sempre. Sem mais demoras, partilho convosco os meus presentinhos (e não, não quero espicaçar invejinhas de ninguém) e sugestões de souvenirs que podem trazer convosco ou pedir (assim, à descarada, se quiserem) a alguém que vá viajar. 


De Inglaterra, já que não posso ir eu à Boots, manda-se alguém com uma lista com apenas dois produtos e, na falta desses, vêm outros, da Soap & Glory, que a conselheira diz que são iguais. Já testei a máscara Fab Pore, verde, num boião, numa pele com acne (felizmente não a minha) e confesso que gostei muito do resultado. Vamos ver como se porta no meu queixo em alturas críticas. Ainda não tive tempo de analisar bem como se usa o creme de limpeza Ultimelt, que veio substituir o Hot Cloth da Botanicals, mas assim que tiver chegado a alguma conclusão, contar-vos-ei tudinho. 

Ainda na Boots, podem encontrar as Yankee Candles, velas das quais sou uma fã assumida e que não consigo encontrar facilmente em Portugal (se alguém souber de uma loja que tenha as de Natal, por favor, partilhe comigo que aquela que eu conhecia, em Lisboa, fechou). Os meus olhos brilharam quando vi um conjunto com vários aromas natalícios, a especiarias, como eu gosto. Difícil é conter-me para não as queimar todas, em filinha indiana. 

Shortbread da Walkers em formato festivo. É preciso dizer algo mais? 


Em qualquer viagem a Paris, é-me inconcebível não parar pelo Bon Marché e, logo ao lado, a Grande Epicerie. É uma espécie de supermercado gourmet, com produtos bestiais, como a Paris Cola (uma "coca cola" francesa, numa garrafa de vidro clássica e fantástica para continuar a usar com água, sumo ou o que se quiser, e, para mim, muito melhor do que qualquer outro refrigerante do género) ou o foie gras de excelente qualidade (consoante o preço, podendo chegar a 100 euros o frasquinho ou mais), entre tantos, tantos outros petiscos. Aficionados de temperos indianos e misturas de especiarias que somos, vieram logo cá para casa dois temperos indianos da Sharwood's, um para Tandoori e o Mild Curry, que durarão imenso.


Não é a melhor fotografia. Aliás, não há registo algum que faça jus a esta combinação de cores e sabores que fazem dos macarons da Pierre Hermé os meus favoritos de sempre. Há algo que genial na junção de aromas tão diferentes, como o maracujá e o chocolate preto, a laranja, a cenora e o chocolate de leite, sem desfazer os clássicos, de um só sabor, como as diferentes variações de cacau, o limão ou o caramelo salgado. O especial de Novembro, o Jardin Épicé, era absolutamente divinal, com uma mistura de pão de especiarias, caramelo e chocolate. A contenção para comer um só por dia está a ser uma verdadeira batalha. 


Do aeroporto, ainda vieram três cadernos, bastante usados cá em casa, numa promoção de pague 2, leve 3. O primeiro, com páginas dedicadas a viagens, já está guardado para os próximos passeios, provavelmente já a três. 

Sem foto, ainda veio uma barra de chocolate de crème brûlée da Lindt (óptima loja a visitar, também), que ainda está intocada (e que conto que permaneça assim durante algum tempo) e foie gras da Duc de Gascogne, supostamente um dos melhores de Paris, guardadinho para o jantar de Natal. 

Assim sabe melhor ter de ficar em casa, quando sabemos que trarão pedacinhos de nós de outras paragens que são, também, nossas. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Saag Paneer ou Saag Coalho

por Carol Vannier

Estou aguardando ansiosamente um livro de culinária indiana-americana chegar pelos correios.  É o primeiro livro da Aarti Sequeira, indiana radicada nos EUA, que ganhou seu próprio programa de TV depois de ser a vencedora da sexta temporada do Food Network Star. Eu nunca vi o programa dela, nem vi o Food Network Star, mas vi os mais de 30 vídeos que ela tem no Youtube, produzidos por ela própria e o marido, antes dessa grande reviravolta na sua carreira. Recomendo muito, os vídeos são engraçados e as receitas deliciosas!  Aliás, olhando agora os vídeos dela, descobri que foi aí que eu aprendi a fazer as tâmaras com bacon, que eu nem lembrava mais de onde tinha tirado!

Mas enquanto o livro da Aarti não chega, uma outra inspiração indiana chegou até mim.  Meu irmão, que sempre foi um grande comedor de espinafre, ensinou pra minha mãe esse prato que ele faz sempre, o Saag Paneer. Ela me repassou a receita e um pouco do garam masala dela, e foi paixão imediata. Não quero comer espinafre de nenhum outro jeito!

Um pequeno porém: paneer é um queijo que nunca vi por aqui. Mas não tem problema, usamos queijo daqui mesmo, ora bolas. Já vi quem fizesse com queijo minas, mas eu recorri ao meu querido queijo coalho. Se parece o original eu não sei, mas que ficou bom, ficou! Só foi pena que eu só descobri depois de fazer duas vezes que é comum grelhar o queijo antes de misturar no espinafre. E queijo coalho grelhado é tudo de bom, né. Bem, já tenho uma desculpa pra fazer mais em breve.

Agora, notas sobre o garam masala: ele não é um tempero em si, mas uma mistura usada frequentemente em pratos indianos. Se não achar pra vender, faça o seu próprio. Você verá que existem múltiplas receitas na internet. O que eu usei é da Bombay, e eles dão a lista de ingredientes. O aroma predominante é cravo e canela, mas na boca tem bastante pimenta!

Como sempre, sugiro que você ajuste as quantidades de tudo ao seu paladar, até porque cada um sabe quanto gosta de pimenta por exemplo e etc. Então a receita, sem muitas medidas precisas, é mais ou menos assim:


SAAG PA-COALHO

Base:
Muito espinafre (usei dois amarrados)
Algum queijo, que pode ser paneer ou coalho
Iogurte natural, leite ou leite de coco, +-100ml

Temperos: 
cebola
tomate (opcional)
alho
gengibre fresco
garam masala
cúrcuma (açafrão-da-terra) 
cominho
pimenta caiena
sal

Cebola, tomate e alho picados pequeno. O gengibre é mais fácil ralar num ralador fino e tirar quase uma polpa. Na foto ao lado dá pra ver a cúrcuma, o cominho, o gengibre, o alho e o garam masala. Eu esqueci de usar a caiena, mas foi bom porque o garam masala da Bombay é bem apimentado e eu usei muito. Fui pegando colherinhas de café, algumas mais outras menos cheias.

  • Se for usar o queijo grelhado, comece grelhando o queijo e reserve.
  • Refogue os temperos em um pouco de óleo. Comprei finalmente óleo de coco e usei aqui! É bem cheiroso, e achei que caiu bem nesse caso.  
  • Depois que a cebola estiver translúcida, adicione as folhas de espinafre. Tem quem já cozinhe o espinafre antes na água ou no vapor, ou até no microondas. Eu fui com ele cru mesmo, cortado grosseiramente na faca. 
  • Coloque sal e vá mexendo à medida que o espinafre for murchando. Quando você achar que já está bem cozido, coloque um pouco de iogurte natural, leite ou leite de coco para dar um aspecto mais cremoso. Eu usei 100ml de leite de coco, mas acho que o mais tradicional é o iogurte. Minha mãe usou leite normal e ficou muito bom também!
  • Adicione o queijo, grelhado ou não, em cubinhos. Tampe e espere um pouco até o queijo aquecer, não mais do que 5 minutos.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

ISDIN | Velastisa - Creme anti-estrias

Mais de 300 ml depois, um uso o mais disciplinado possível, pelo menos uma vez por dia, e uma pele bastante esticada depois, acho que está na hora de falar do creme que me tem tratado da pele e, espero eu, continue a fazer um bom serviço, o creme anti-estrias Velastisa, dos laboratórios ISDIN. 


Recomendado pela S. do Bola de Sabão (muito obrigada!), o Velastisa veio cá para casa depois de competir com o D'Aveia (também muito elogiado pela S. do Make Down) e de ter ganhado por uma razão meramente utilitária; numa promoção, ficava muito mais barato do que o rival. Foi assim que, meio por acaso, com um quê de coincidência, se apresentou na minha mesinha de cabeceira, há pouco mais de dois meses, este suposto ajudante imbatível na luta contra as estrias. No meu caso, uso-o para tentar reduzir as mazelas de uma barriga a esticar em pouco tempo, mas adapta-se a qualquer situação, em qualquer parte do corpo. Não é, de todo, um produto específico para maternidade, o que pode interessar a muita gente. 

O Velastisa tem uma textura untuosa, mas fácil de espalhar, branca, fresquinha, e com um aroma que pode não agradar a toda a gente, mas do qual eu gosto bastante. Tem, pela sua descrição, uma série de componentes que proporcionam o aumento da elasticidade e hidratação da pele prometido, como o extracto de centelha asiática, óleo de rosa musqueta, glicerina ou óleo de jojoba.  Deve ser usado "duas vezes por dia, de preferência depois do banho e antes de deitar, sobre as zonas mais distendidas da pele, massajando suavemente". Eu aplico quando me lembro, confesso, na maioria das vezes seguindo as recomendações, mas outras nem por isso. Apesar de não ser absorvido de imediato (e aqui eu acredito que ponho numa quantidade razoável, e não mais do que devia), consigo vestir-me de seguida e a minha roupa nunca ficou manchada, nem mesmo tecidos mais frágeis ou mais escuros.

Não vos posso garantir (ainda) que fique imune a estrias até ao final da gravidez, mas garanto-vos que não tenho uma única numa barriga já proeminente. Aliás, quando olho para ela, tão esticada, e quando sinto a pele na minha mão, ao massajá-la, é notório quão hidratada e elástica está. Mesmo nas zonas mais redondas, vê-se uma pele bonita, macia, que parece prestar-se ao seu trabalho de esticar sem esforço algum. E tanto a minha mãe quanto a minha avó têm estrias, muitas, pelo que a genética está totalmente contra ela.

Parece-me, portanto, seguro dizer que, e sempre considerando que cada pele é uma pele, este produto cumpre com braveza o que promete, mesmo com uma tarefa árdua e ingrata de desafiar a própria natureza (ou quase, vá). Se querem prevenir estrias de aumento e perda de peso menos acentuados, deve ser perfeito. Para os nove meses, está a resultar comigo, mas veremos como se porta neste último trimestre, o mais competitivo.

Para o final, o pequeno travo amargo na boca; não é dos cremes mais acessíveis. Pessoalmente, eu não o acho caro para o valor que tem, mas reconheço que há outras marcas com preços mais amiguinhos do bolso. Não posso falar por outros (a não ser por uma barra da Lush que complementa este creme quando quero ficar muito cheirosinha), mas se garantem a boa prestação de outra marca, por favor partilhem nos comentários o dito produto. Poderá dar imenso jeito a quem peleja neste combate feroz.  Obrigada!

Adenda -  E faltou o preço (bem lembrado, A.)! Eu comprei o meu, em promoção, por cerca de 34 €, com uma bisnaga de produto extra. Julgo que não deverá estar muito longe do preço praticado pelos costumeiros 250 ml da bisnaga normal.

Ingredientes:

Aqua (water). Cetearyl ethylhexanoate. Glycerin. Isopropyl palmitate. Rosa canina fruit oil. Glyceryl stearate. PEG-40 stearate. Methylsilanol hydroxyproline aspartate. Cetyl alcohol. Cetyl palmitate. Octyldodecanol. Shorea stenoptera butter. Dimethicone. Ethylhexylglycerin. Carbomer. Butylene glycol. 1,2-hexanediol. Caprylyl glycol. Cyclopentasiloxane. Palmitic acid. Stearic acid. Tocopheryl acetate. Cyclohexasiloxane. Sodium hydroxide. Parfum (fragrance). BHT. Disodium EDTA. Asiaticoside. Madecassic acid. Asiatic acid. Butylphenyl methylpropional. Sodium benzoate. Limonene. Linalool. Tocopherol.

domingo, 2 de novembro de 2014

Maquilhagem | Lista de Desejo(s) para este Natal

Sou de paixões fortes e consistentes. Quando ponho olho a uma coisa que me agrada por completo, e é aquela que quero e mais nenhuma, dificilmente a substituo por outra. (Só um aparte, no seguimento. Não tenho mais desejos agora de comida do que tenho normalmente, portanto não está minimamente associado à gravidez, mas muito diverte as pessoas quando eu tenho vontade de comer aquela coisa, daquela marca, com aquele sabor. Por exemplo, quando a gula pede macarrons da Pierre Hermé, nem os La Durée valem; quando é Estrelitas da Nestlé, nem os genéricos compensam; quando é bolo de bolacha da Pizzaria do André, a raiva consome por não ter pedido a receita antes de ter fechado; quando é pêra rocha, não é outra de outro país qualquer, e por aí adiante.)  Portanto, a minha lista de Natal está feita e é só e apenas isto de maquilhagem. Pai Natal, arranja-te e traz-me uma Petrouchka! Os tons de olhos, que uso diariamente, e dois conjuntos de blushes, com cores lindas, têm o meu nome escrito. A completar o ramalhete, um lacinho (como eu gosto de lacinhos!), que poderá ser usado como elástico de cabelo ou pulseira, vermelho, como o Natal (aaaah, Natal!). Entendeste?


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Guerlain | Les Voilettes Mineral

Dir-se-ia de alguém que gosta muito da sua colecção de maquilhagem, que não haveria de faltar produto algum. Pois bem, esse poderia ser o caso, se considerarmos as tentativas falhadas de pós de marcas mais baratas e as quedas no buraco negro de outros, nunca completamente satisfatórios. Mas, se, até à compra completamente por acaso, deste pó solto da Guerlain me tivessem perguntado qual o pó de acabamento que me agradava em larga medida, engoliria em seco, reviraria os olhos em dúvida, mas não seria capaz de dar uma resposta. 

Foi, então, neste contexto que, quando encontrei o Les Voilettes Mineral, Invisible Skin-Fusion Loose Powder Unifying & Mattifying (uma explicação enorme, não fosse alguém ficar com dúvidas) em promoção na Sephora, ainda por cima no meu tom, peguei imediatamente nele para o trazer para casa e experimentar com muito amor e carinho. Os produtos de pele da Guerlain têm imensa fama; pelo histórico deste blog devem aperceber-se da minha devoção à marca (julgo que só partilhada, até agora, ao mesmo nível, pela Laura Mercier) e, com 40% ou 50% de desconto (já não me recordo), as probabilidades de um desastre seguido de dias de arrependimento eram, à partida, reduzidas.  

Em primeiro lugar, há que parar um momento para contemplar a beleza da embalagem. Dourada, espelhada, assinatura da marca desenhada, é péssima para manter limpinha e lustrada e pouco prática para uma bolsa de maquilhagem pequena, mas como é bonita! Ao rodar a tampa redonda encontramos uma esponja de tecido, muito macia e de excelente qualidade, que apanha o produto e o espalha, sem arrastar a base, de forma homogénea e subtil. Os buracos podem ser abertos ou fechados, com um simples movimento rotativo, controlando a quantidade de pó que queremos cá fora facilmente. 
não liguem, por favor, ao estado do pó; ele tinha acabado de sofrer um senhor trambolhão pelas escadas
O produto em si é realmente fantástico. Muito fininho e leve, cobre perfeitamente a pele para um acabamento mate e aveludado, tipo pêssego, mas deixando a luminosidade natural da pele sobressair. Funde-se na perfeição ao contacto com o rosto, permitindo um efeito homogéneo e bastante invisível, mesmo para um pó colorido (há cinco cores disponíveis, três beiges e dois rosados). Já o usei com a esponja, para algo com mais cobertura, e com o pincel de pó, quando quero apenas e só aquele ar saudável de pele perfeita. Em ambos os casos portou-se lindamente e aumentou a longevidade da base do dia (ou a MUFE HD, ou a Lingerie de Peau ou até mesmo o BB da Dior, o Diorskin), evitando que tanto as manchas vermelhas do final do dia, quanto aquele aspecto de pele mais brilhante aparecessem sem piedade depois de um dia mais cansativo. 

A minha mãe, que sempre foi pessoa de maquilhagem, mas apenas dos básicos, já não vai a evento algum sem o pózinho maravilha, que complementa com o Terracotta Light que lhe dá um ar luminoso, com um toque de sol que, confesso, para mim só a Guerlain dá. Depois daquele desastre com o blush "feito para ela", o Caresse de l'Aube, também da marca, que já não existe, encontrámos um substituto quase à medida. 

Pode ser que, um dia mais tarde, outro me arrebate. Afinal, há tantos pós que queria experimentar depois deste... O da Hourglass... O Les Beiges... Até os pós compactos da Guerlain... E provavelmente outros que ainda nem conheço. Mas, para já, especialmente aproveitando os descontos de perfumarias como a Perfumes & Companhia ou a Balvera (mais uma vez, onde encontro os melhores preços de Guerlain), estou à vontade e digo-o com toda a convicção: É um produto fantástico, que tem tudo para estar entre os melhores, e vale tudo o que custa. 


  

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Maternidade | Roupas interessantes a bons preços



Se já gerou dentro de si um pequeno goblinzinho (e sim, e chamo-o carinhosamente assim, e fujo de todas as variações de bebé, que parece serem as únicas possíveis para demonstrar carinho sem olhares horrorizados) durante nove meses e conseguiu encontrar sempre roupa que se adaptasse não apenas a uma barriga crescente mas também ao seu formato de corpo, então tiro-lhe o chapéu e faço vénia. Por aqui, tenho visto a minha roupa a ser posta de lado desde os primeiros meses com toda esta adaptação, num misto de entusiasmo e resignação (e esporádicos episódios, felizmente curtos, de "oh meu deus, estou uma lontrinha desajeitada!"). 

Eu explico. Tenho um corpo de estrutura em pêra, baixinho, no qual normalmente enfio vestidos justos em cima e evasés, ou mais largos, em baixo, ou calças que me alonguem as pernas, combinadas com tops que assentam bem ao corpo. Nunca me aventurei por peças direitas ou mais largas, porque, no alto do meu pouco mais de metro e meio, sempre me fizeram sentir um saco de batatas, nada feminino. Por isso, assim que a minha estrutura começou a alargar (primeiro para os lados e, assim que as ancas estavam prontinhas, para a frente -- e como alarguei! Um dia, escreverei sobre isso.), escusado será dizer que tudo o que era partes de cima deixou de passar a região do peito. Depois na anca. Depois na barriga. E, semana a semana, lá ia mais um montinho para as caixas de arrumação, para mais tarde voltarem a uso.     

Foi, então, com alguma resistência, mas muita urgência, que comecei a procurar soluções que não me custassem os olhos da cara, dentro dos departamentos de roupa de maternidade de alguns sites e lojas. "Porquê roupa específica para esta fase?", perguntam vocês... Como eu também me perguntava aqui há uns largos meses. Eu sempre vesti o tamanho S na parte de cima e nos vestidos, pelo que, pensava eu, durante a gravidez bastaria aumentar um ou dois tamanhos e teria roupa para os nove meses (e mais alguns, caso a recuperação não fosse tão fácil assim). O problema desta ingénua, que aqui se assume à vossa frente, foi não me ter lembrado que os ombros não crescem ao mesmo tempo e não, o tamanho do resto do corpo nunca ficará proporcional ao da dita barriga proeminente (quando o primeiro é pequeno e o segundo cresce desalmadamente para albergar um bichinho grande, vá).  Mantendo o mesmo número que sempre vesti, consegui, no entanto, nos departamentos específicos, encontrar artigos que acompanham uma barriga em crescimento e que não pareciam de outra pessoa, fracamente maior do que eu. 

Não foi, contudo, uma tarefa tão simples quanto isso, mas tenho agora algumas peças-chave, suficientes para os próximos meses (espero!). E, algumas sortudas, mais um ou outro top num tamanho demasiado grande, que nunca me assentariam e acabei por dar. Até agora, houve três lojas (principais) que me valeram, e passo a listar, das quais aproveitei sempre as promoções. Acreditem, estar atenta a descontos vale, efectivamente, a pena. 

ASOS

A ASOS Maternity foi, até agora, a minha melhor amiga. Além de ter encontrado, logo no início, ainda nos saldos de Verão, um sobretudo com uma grande percentagem de lã e a um preço muitíssimo considerável (que ainda não vesti, mas que sei que me dará imenso jeito), já de lá vieram tops, camisolas, vestidos, calças e leggings que tenho usado continuamente, lavado já algumas vezes, e que se mantêm confortáveis e bonitas. Acreditem, é um excelente sinal (Comprei umas calças ainda no Brasil, da Renner, especiais para grávidas que, apesar de confortáveis no início, se tornaram ásperas como uma serapilheira, impossíveis de usar e três vezes mais caras do que as compradas neste site).  

A preço normal, encontram peças muito interessantes mas que podem não ser tão acessíveis, embora valham o que custam. Há, então, para quem preferir, que aguardar, ou estar atenta aos tais descontos que vão aparecendo, bem como a promoções várias que a loja lança, nas quais está igualmente incluído este departamento. Eu comprei muitas peças de Inverno ainda nos saldos de Verão, antevendo a necessidade de hoje, o que me deixa muito contente comigo mesma (e sim, continuo a orgulhar-me pelos negócios que faço e por não comprar nada sem qualquer tipo de desconto). 


Dorothy Perkins

A minha relação com a Dorothy Perkins ainda não se definiu totalmente. Adoro alguns vestidos da loja, especialmente os da marca Closet. Comprei, no ano passado, algumas peças fantásticas. Mas, os portes para Portugal e a oferta limitada de produtos para esta fase têm-me dissuadido de lá voltar mais vezes. Por agora, vá. Foi, contudo, ainda em Junho, a primeira loja onde comprei, principalmente, calças de ioga, collants e outros pequenos acessórios, como faixas de algodão para aconchegar a barriga. Uns petits riens que dão agora muito jeito. 

Apesar do baixo poder atractivo da maioria dos produtos (pelos quais se navega rapidamente já que não são muitos) e de um estranho desfasamento com a estação vigente, aproveitei dois códigos de promoção e, passado pouco tempo, já chegava a casa dos meus pais a encomenda, muito antes até de eu regressar. O algodão é bom; as calças, especialmente, dão imenso jeito para o ioga e servirão para toda a gravidez, dado que têm uma banda mais elástica na região da barriga, mas igualmente confortável; as faixas valem-me um cavalo na guerra, quando uso vestidos. Para básicos, pode dar muito jeito.  

H&M

A H&M, acessível à maioria do comum dos mortais que não gosta de fazer compras online (e a todos os outros, nós, já agora), também tem uma linha para grávidas que, apesar de não ser muito variada, tem exactamente o que cada mulher precisa para acomodar a barriga (e o resto do corpo que, desajeitadamente, se vai adaptando à nova e momentânea realidade). Podemos ir lá comprar o guarda roupa inteiro, dado que oferece desde a lingerie adequada e muitíssimo confortável a parkas e sobretudos. Já lá comprei um pack de três boxers, que adoro, umas calças pretas, giras e adaptadas (o que nem sempre é fácil de encontrar), uma blusa, uns collants com motivos (elogiados pelas massas, que queriam ter uns iguais e dificílimos de encontrar em qualquer lado) e um impermeável caqui (o único que havia e que, felizmente, era tudo o que eu queria). 

Tenho aproveitado as promoções de 25% que a marca lança em campanhas de facebook. Fui comprando peça a peça, consoante as indicações da campanha em questão, para que todas tivessem desconto. Confiram isso antes de chegar à caixa e descobrirem que, afinal, só uma peça terá direito. 

Além das peças que comprei nestas lojas, já me aventurei por dois vestidos simples, direitos e largos, de malha, da Mango (que me ficam super bem e se ajustam na perfeição ao novo formato) e me apaixonei por um sobretudo turquesa, que não comprei pelo preço, mas que, segundo a minha mãe, me fazia uma grávida linda e elegante (e em tamanho S, que até poderia vestir depois). Rondei a Zara, em vão, e a Primark, de onde trarei, brevemente, soutiens de amamentação e collants, sobre os quais escreverei mais tarde. 

Se souberem de mais lojas, online ou físicas, onde se encontram peças giras, confortáveis e a bons preços, partilhem comigo por favor. Apesar de achar que o meu guarda roupa de grávida, com as peças que tem, já está composto e fechado, estou sempre aberta a novas buscas por essenciais que nem sabia que precisava (confesso, esta é uma aventura completamente desconhecida para mim, todas as dicas são boas).


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